Acorda Quilombo

Acorda Quilombo Entrevista Com Os Integrantes De Matriz Africana

04/01/2024

Festa de Boiadeiro da sede da Associação Cultural Acorda Quilombo

Porque no Candomblé Yaôs são Pintados??Houve um tempo em que Iku, a Morte, cansou-se de vagar pelos quatro cantos do mun...
27/07/2022

Porque no Candomblé Yaôs são Pintados??
Houve um tempo em que Iku, a Morte, cansou-se de vagar pelos quatro cantos do mundo a ceifar vidas.
Resolveu então escolher uma cidade ao acaso e lá fazer sua morada.
Não via necessidade de sair procurando a quem matar se podia muito bem cumprir sua missão em um lugar somente.
A cidade escolhida em pouco tempo cobriu-se de luto.
Iku não poupava a ninguém, adultos e crianças, homens e mulheres, jovens ou velhos, passassem por ela, iriam para o túmulo.
A população entrou em desespero, não havia mais sossego, sair à rua tornou-se uma perigosa luta entre a vida e a morte.
Todos se esgueiravam pelos caminhos mais recônditos rezando para não serem apanhados pela nova moradora.
Quando o medo se tornou incontrolável, só viram uma solução, procurar por Oxalá e implorar sua ajuda para que o povoado não desaparecesse de vez.
Oxalá, depois de estudar o caso atentamente, aconselhou que fossem feitas diversas oferendas para muitos orixás e ao final, pintassem uma galinha preta com o giz de efum e a soltassem perto da morada de Iku.
Os mais velhos foram os escolhidos para esta última tarefa , com muito medo e sem entender como isso ajudaria no caso, pintaram as pontas das p***s da galinha com o pó branco e a soltaram no quintal da casa da temida vizinha.
Durante algum tempo nada aconteceu.
Chegou então a hora em que Iku deveria sair para cumprir sua tarefa.
Ao abrir a porta e dar de frente com aquele animal tão estranho que avançava para ela com as asas abertas, tomou enorme susto e imediatamente fugiu deixando a cidade em paz.
Foi dessa forma que Oxalá criou a galinha d'angola e é em referência a esta passagem que nos candomblés as iaôs são pintadas como ela para que todos se curvem perante a sabedoria e compaixão do grande orixá!
Epa Babá Oxalá!

Egbome Helenice D'Osogiyan

NOSSO ASE GANTOIS E  SEUS SEGREDOS   .....            ITAN OGAÑ    MUITOS SE PERGUNTAM COMO FOI CRIADO O CARGO... OGAÑ. ...
18/05/2022

NOSSO ASE GANTOIS E SEUS SEGREDOS .....

ITAN OGAÑ

MUITOS SE PERGUNTAM COMO FOI CRIADO O CARGO... OGAÑ.

ESHU NO ORUN .
NO REINO DOS ORIXAS SENTIA UM SILENCIO UM PAZ E TODOS ORIXAS CALADOS .
OUSADO EXU DISSE AQUI NO ORUN TA MUITO QUIETO
E PERGUNTOU AOS ORIXAS SE ELES QUERIAM UM POUCO DE ALEGRIA .
OS ORIXAS OBSERVAVA E PENSARAM EXU ADORA INVENTAR E NAO SABE FICAR QUETO

Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás.
Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no Orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.
Sempre foi assim, até que um dia os Orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não f**ava bem tanta agitação. Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar.
Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade da maioria.
Um belo dia, numa dessas festas, os Orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias f**avam muito mais bonitas ao som dos canticos e das entoadas dos tambores.
Eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.
Exú negou-se a tocar novamente, pois havia f**ado muito ofendido quando seu batuque foi censurado, mas prometeu que daria essa função a alguém.
Logo apareceu um homem de nome Ogan, onde Exu ensinou a arte da música para chamar e encantar as festividade dos Orixás. Cada toque, cantiga e como se portar. Exu confiou a ele o cargo e a responsabilidade.
Daquele dia em diante, as pessoas que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros zeladores e denominados Ogans.

E com pesar enorme que o Projeto Acorda Quilombo se despede de Ogan Zé Carlos (matute, caxambu)Não há nada pior que verm...
12/05/2022

E com pesar enorme que o Projeto Acorda Quilombo se despede de Ogan Zé Carlos (matute, caxambu)

Não há nada pior que vermos partir alguém importante e perceber que as saudades aumentam a cada dia que passa. Ficam as lembranças para consolar o coração de todos, Descanse em paz.

As roupas de Egun,Conta o mito que,Em épocas muito remotas, havia na cidade do Oyó um fazendeiro chamado Alapini, que ti...
11/05/2022

As roupas de Egun,
Conta o mito que,

Em épocas muito remotas, havia na cidade do Oyó um fazendeiro chamado Alapini, que tinha três filhos chamados Ojéwuni, Ojésamni e Ojérinlo. Um dia Alapini foi viajar e deixou recomendações aos filhos para que colhessem os inhames e os armazenassem, mas que não comessem um tipo especial de inhame chamado ihobia, pois ele deixava as pessoas com uma terrível sede. Seus filhos ignoraram o aviso e o comeram em demasia. Depois, beberam muita água e, um a um, acabaram todos morrendo.
Quando Alapini retornou, encontrou a desgraça em sua casa. Desesperado, correu ao Babalawo, que consultou o oráculo de Ifá. O sacerdote indicou que, após o l7º dia fosse ao ribeirão do bosque e executasse o ritual que foi prescrito no jogo. Ele deveria escolher um galho da árvore sagrada atori e fazer um “bastão de invocação” do qual deveria ser denominado de isan. Na margem do ribeirão, deveria bater com o bastão na terra e chamar pelos nomes dos seus filhos, que na terceira vez eles apareceriam. Mas ele também não poderia esquecer de antes fazer certos sacrifícios e oferendas.
Assim ele o fez; seus filhos apareceram. Mas eles tinham rostos e corpos estranhos; era então preciso cobri-los para que as pessoas pudessem vê-los sem se assustarem. Pediu que seus filhos f**assem na floresta e voltou à cidade. Contou o fato ao povo, e as pessoas fizeram roupas para ele vestir seus filhos.
Deste dia em diante ele poderia ver e mostrar seus filhos as outras pessoas; as belas roupas que eles ganharam escondiam perfeitamente suas condições de mortos. Alapini e seus filhos fizeram um pacto: em um buraco feito na terra pelo seu pai, deveria ser “acomodado” os fundamentos do culto e denominado de ojúbo – Altar, no mesmo local do primeiro encontro, ou seja no Igbó Ìgbàlè, ali seriam feitas as oferendas e os sacrifícios e onde as roupas deveriam permanecer guardadas, para que eles as vestissem quando o pai os chamasse através do ritual do bastão.de Egun
Seguindo o pacto e as instruções do Babalawo, de que sempre que os filhos morressem fosse realizado o ritual após o l7º dia, pais e filhos para sempre se encontraram. “E para os filhos que ainda não tiverem roupas, é só pedir às pessoas que elas as farão com imenso prazer”
A palavra Ìgbàlè signif**a – pequena mata, lugar sagrado; tem a conotação de “A Floresta Sagrada dos Egúngun” ou “O Bosque Sagrado dos Ancestrais”.

A importante missão animal.( Estudo)Este é um texto polêmico para todos aqueles que, adora feijoada, churrasco e hambúrg...
11/05/2022

A importante missão animal.( Estudo)

Este é um texto polêmico para todos aqueles que, adora feijoada, churrasco e hambúrguer, mas acha desumano o sacrifício de animais em rituais religiosos. Só que eu realmente preciso falar sobre isso.

Eledumare, com toda sua sabedoria de fonte inesgotável, criou os quatro ÒRÌSÀ primordiais, com ajuda desses quatro ÒRÌSÀ, àiyé estaria preparada para receber os seres humanos. Ele criou Obatalá e foi ele quem nos moldou homens e mulheres, cada um com a sua individualidade. E com sua infinita criatividade, ele nos fez ao ponto de sermos todos parecidos, mas não iguais, nem mesmos os gêmeos univitelinos são totalmente idênticos.
Olodumare criou Orunmilà, sabendo que os seus filhos, como indivíduos únicos teriam missões, visões e vidas diferentes, pois seriam estes dotados do livre arbítrio. Desta forma cada um estaria aqui com a missão de aprender lições singulares. Òrúnmìlà auxiliaria a todos que o procurassem com a sua sabedoria, para que pudéssemos romper as barreiras de nossa ignorância. Arriscaria dizer que Òrúnmìlà é umas das provas mais lindas de que o Criador nos criou para que todos nós fossemos de fato vencedores e tivéssemos a capacidade de superar as dificuldades através da sua sabedoria.
Ele também criou Esù, para que o mundo fosse dinâmico e não ficássemos inertes em nosso aprendizado. Criou Esù com inúmeros atributos, e entre eles para que tivéssemos paciência com os outros e para que os outros tivessem paciência conosco, afinal estamos todos passando pela mesma peleja. Esù, aquele que foi a primeira estrela a ser criada.
Olorun também trouxe para àiyé Ògún/ Osóòsí, o caçador, o agricultor, aquele que transforma a terra em ouro. O ÒRÌSÀ que nos ensina a sobreviver, viver e lutar pela nossa existência e pela existência dos nossos. Como os pais que saem todos os dias e vão trabalhar para trazer para casa o alimento da sua família e garantir a moradia. Ògún e Osóòsí nos ensinam de forma nobre e digna a termos uma vida honrada através do esforço contínuo, da coragem, da resistência e até mesmo através do sacrifício, pois muitas vezes precisamos abrir mão do que queremos em prol do que precisamos.

Alguém saberia explicar Por que saudamos Ògún com:

Ògún Ye Mo ye! Ogum está vivo, eu vivo.

Vamos usar o raciocínio.

Espiritualmente e energeticamente o sangue representa o poder primitivo da vida, é no sangue que estão quase todas as informações sobre qualquer ser vivo, inclusive sobre a nossa ancestralidade. A mulher que gera a vida em seu útero sangra regularmente. Fisicamente o sangue nos abastece de oxigênio e transporta o alimento para todo o nosso corpo e é o sangue que nos fornece calor.

O sangue é fonte de vida.

Outra questão seria:

A vida é uma troca.

É demasiadamente cristã acreditar que ÒRÌSÀ terá piedade e operará milagres na vida de quem quer que seja se não houver uma contrapartida. Pode parecer assustador em um primeiro momento, afinal temos em nosso país um comportamento judaico cristão enraizado até nas cédulas de dinheiro e no gabinete do presidente da República.
Agora sinceramente, você dialogando consigo mesmo e não precisa dizer para ninguém? O que você faz na vida ou pelas pessoas, seja quem for que você não esteja esperando algo em troca? Seja sincero, mas é sincero ao ponto de saber que até quando damos o amor mais incondicional do mundo, esperamos o mínimo desse amor de volta ou até mesmo ansiamos que esse amor seja aceito. Portanto é uma troca.
O Universo tem suas próprias leis, como ação e reação, lei do retorno e a própria troca. Essas não são leis criadas pelo homem, que variam de um lugar para outro. Esta é uma lei que atinge você também e serve para todos nós. Dentro desse mundo existe uma lógica energética que é por vezes invisível aos olhos dos que não observam a natureza. E quem são os ÒRÌSÀ senão representantes também da própria natureza?

Ótimo, até agora temos três informações:

1 - O sangue é fonte de vida
2 - A vida é uma troca.
3 - O universo tem suas próprias leis.

Há milhares de anos, os nossos ancestrais tiveram a sabedoria de observar e compreender a natureza para conhecê-la. Em algum momento no tempo um ser humano fez um ritual e percebeu que era possível salvar/trocar uma vida pela outra, e há registro de rituais de sacrifício em várias religiões inclusive de sacrifícios humanos.
Tendo certeza absoluta de que um ato de manipulação energética, que conhecemos por ebo de forma generalizada, for executado por um sacerdote preparado e capacitado, ele tem o poder de tirar uma pessoa querida e importante em nossas vidas de uma doença, ou da UTI, da depressão, abrir caminhos para novas possibilidades ou até mesmo fortalecer a mente de uma filha que foi abandonada e precisa se recompor emocionalmente. Caso você tenha em sua família alguém em que um simples sacrifício seria propício a salvar a sua vida:

Quem você escolhe?
O bicho ou a pessoa?

Portanto, vida se paga com vida. Essa é uma das Leis do Universo que foi descoberta pelos nossos ancestrais e muitos de nós, já tivemos a vivência e a experiência de que de fato FUNCIONA.
Quase todos (Precisa f**ar claro que são quase todos e não todos), os rituais de imolação são feitos através da lâmina de Ògún. O senhor do Obé ( faca). Tanto que o ritual de consagração para que as mãos de uma pessoa estejam capacitadas a fazer rituais de imolação, passam pelas bênçãos de Ògún em um ritual de escarif**ação. (Este ritual existe em terras Yorubá, mas não são todos os grupos que a praticam), ou seja, Ògún Ye Mo ye! Ogum está vivo, eu vivo.

Ogum Alagbede é o ferreiro, e é através do seu ferro que podemos trazer a vida para todos os que buscam uma nova chance. Através da imolação e da faca de Ògún é possível afastar os ajogun (a doença, a morte, os infortúnios, a ausência de progresso, as pragas e as maldições, assim como todos os problemas que nos impedem de caminhar para frente). Ògún que através do seu princípio fundamental, o ferro, trás ikú em encontro ao traidor ou ao animal que será sacrif**ado, onde serão possíveis novas possibilidades e oportunidades para o ser humano que naquele momento passa por dificuldades que o impedem de ser feliz ou até mesmo de continuar vivo. Então talvez seja a hora de repetir: Ògún vive, eu vivo.
Vai parecer um pouco poético ou talvez hipócrita da minha parte para alguns, mas não houve uma sequer imolação que fosse feita, para mim ou para outra pessoa em que eu estivesse presente, que no momento do ato litúrgico, eu não houvesse agradecido a Olodumare pela vida daquele animal e não agradecesse também ao Ori daquele animal, por através da vida dele dar a oportunidade a alguém de vencer uma situação que colocava em perigo a sua própria existência.

Uma vez conversando com Baba Oludande Obatunde, ele me disse algumas palavras das quais não esqueci:

Qual a missão da vida de uma galinha, ou até mesmo de um boi?
Respondi: Preservar a espécie.
Ele sabe disso em nível consciente ou é um instinto primitivo?
Respondi: Acredito que instinto.
Cada galinha recebe uma missão diferente na vida?
Respondi: Acredito que não!
E os homens?
Respondi: Sim…

Além dos seres humanos, quais seres vivos têm missão de progresso e conseguem evoluir?
Respondi: cri....cri...cri...pensando…cri...cri...cri...
Quem está no topo da cadeia alimentar por ter raciocínio lógico e ser inteligente?
Respondi: O ser humano.
É por isso que acreditamos que Olodumare, através de Obatalá criou o mundo para nós. Todas as plantas, minérios e animais estão aqui para a sobrevivência humana.


Orin de Ògún

Ògún a diku mo
A di arun mo
A lana e si rere


Ogum fechará seu caminho para a morte
Ele fechará seu caminho para doença
E o abrirá para a sorte

Os animais e suas representatividades no culto aos Òrìsà:

1. Òkànràn:

Akùkò/Ajà

2. Iwori (Eji-oko):

Èlèdè/Agbalin/gunugún

3. Ogúnda:

Eja/Akùkò/Eyele

4. Irosùn:

Àgbò/Akùkò/Agbalin

5. Òsé:

Adiè/Etù/Àpàrà

6. Òbàrà:

Àjàpà/Akùkò/Eyele

7. Òdí:

Ehoro/Ekú

8. Eji Ogbé:

Akùkò/Eyele/Ekú

9.Òsá:

Pèpèyè/Àgùtàn/Akùkò

10. Òfún:

Eyele/Ìgbín

11. Òwànrìn:

Etù/ Agbalin

12. Ejilá’sèborá:

Obúkò/Akùkò/Etù

13. Ològbòn:

Ewure/ Agbalin/Etù/Ajà

14. Iká:

Ejà/Èsìn

15. Obéògúndá:

Èkún


16. Àláàfia:

Eyele/ Akùkò/Àjàpà

Vamos esclarecer que esta representação esta em um formato básico para que possamos ter uma noção de que nada é realizado de forma aleatória, achismo ou por vontade própria (ego).

Agora vamos compreender qual real função e elemento de força vital cada um está representado no culto aos Òrìsà:

Akùkò: (galo)
Entre os dezesseis odù-ifa o Akùkò esta presente em oito deles, pelo simples fato de termos que reverenciar Èsù.
Utilizamos este animal para eliminar conflitos, seja de ordem espiritual ou humana, o Akùkò representa a força e a resistência e um animal de batalhas. Quando uma pessoa procura um matrimonio é o Akùkò o primeiro a ser utilizado.

Eyele funfun: (pomba branca)
Esta representada entre quatro Odù simboliza a liberdade e por este motivo é utilizado em problemas de cárcere privado, representa o dinheiro eas boas coisas da vida, também deve ser utilizado em ritual de bóòrí.

Etù: ( galinha d’angola)
Sua força é propicia para fortalecer Orí e o pacto com todos os òrìsà, assim igualmente a Ilé òrìsà. Atrai a vitória nos problemas de relações humanas assim como vencer os inimigos.

Agbalin: (v***o)
Seu ase é para apaziguar os conflitos com os ancestrais, sendo um ewò sua utilização para pessoas idosas.

Ejà: (peixe)
Seu uso é para fortalecer a Orí, atrae boa sorte, proteção e equilíbrio, seu ase ainda é excelente para atrair boa saúde e renovar as energias.

Àjàpà: (tartaruga)
Atrai força espiritual, longevidade, filhos, proteção, um sacerdote sempre que possível deve se utilizar deste elemento de ase para que se torne forte e resistente durante sua jornada espiritual.

Ajà: (cachorro)
Representa a Vitória em todos os sentidos da vida humana e espiritual. Também atrai todas as bênçãos de Ògún.

Ekú: (rato seco)
Simboliza a estratégia e astúcia, usado para ter muitos filhos e articulação em todos os sentidos das relações humanas.

Ewure: (cabra)
Atrae vida longa e prosperidade.

Àgbò: (carneiro)
Atrai força e proteção dos ancestrais, saúde e vitória sobre os inimigos.

Obúkò: (filhotes)
Seu ase nos atribui força, longa vida, boa saúde, proteção e prosperidade.

Àgùtàn: (ovelha)
Utilizado toda vez que for exigido pelo odù Òsá independente do òrìsà feminino, atrai saúde, proteção e longa vida. Apazigua os ancestrais femininos.

Èlèdè: (porco)
Pertence a Iyami agbá e sua utilização deve ser de forma responsável, de extrema necessidade e ultimo recurso. É utilizado para se obter auxilio contra grandes perdas, contra derrota e bruxarias.

Pèpèyè: (pato)
Representa o destino, atrai vitória, derrota maldições, afasta a má sorte, atrai vidência e audição espiritual, muito bo para atrair prosperidade.

Adiè: (galinha)
Seu ase atrai casamento para os homens, simboliza proteção, também possui ase de realização e força.

Ìgbín: (caracol)
Representa o equilíbrio, atrai paz, a estabilidade, força e proteção.

Àpàrà: (codorna)
Representa a astúcia e a rapidez, bicho predileto de Òsóòsí nos proporciona vitória contra os inimigos e nos livra de problemas judiciais.

Ehoro: (coelho)
Simboliza a agilidade, só devemos nos utilizar de seu ase para escaparmos da morte ou do cárcere privado.

Estes são ap***s alguns exemplos de tão quanto é importante estes animais e assim o uso de seus ase dentro do culto aos Òrìsà.

Ọ̀nà’ re o - (Um bom caminho para você)


Fontes de Ensinamento

Livro: OGUM - Dor e Júbilo nos Rituais de Morte - Pág 97

Bábàláwò Ìfásàyó Èsúgbèmí

Obi.Este fruto ofertado a cabeça,  só se tem valor mastigado,  fazendo a junção do emi,com a saliva e o próprio ejé que ...
11/05/2022

Obi.
Este fruto ofertado a cabeça, só se tem valor mastigado, fazendo a junção do emi,com a saliva e o próprio ejé que nele contém.
Salvo, antes que através dele , tudo se é questionado, até se será repartido com o número de pessoas que ali estão.
Infelizmente as pessoas, deprecia o do irmão, mais estão inertes ao tempo, achando que estão abafando com os saberes de alguns antigos.
Antigos também erram.
Candomblé é um estudo sem fim.
O culto a cabeça é muito mais extenso do que se acredita.
A cabeça já é divindade por excelência, tem vontades próprias.
Uma cabeça pode comer várias vezes ao ano.
Uma cabeça pode exigir um quadrúpede, exigir epô pupa, como pode exigir funfun ,kosi kosi ejé (sem sacrifício , e tudo branco).
Divindade só inicia ou manifesta, se a cabeça permitir ; pois a cabeça é mais antiga do que a deidade.
Não existe agradar a cabeça, para a deidade iniciada.
Quem , já de imediato nutri a falta do conhecimento, parou na estrada , nem no meio do caminho , conseguiu alcançar.
Em todo seguimento dos cultos tradicionais seja Banto(Labadia Mutue ) , Yoruba( Bori, Ibori, Ori Bìíbò) ou Fon( Tà Sen) ; se tem adoração a cabeça.
A cabeça adorada de um homem leva ele as alturas.
Se faz necessário se despir dos rótulos, romper paradigmas, a vida das pessoas não são experiências ou cobaias .
Os filhos se prendem a uma casa, quando vêem o Ace fluir, o dinamismo, o crescimento.
A vida das pessoas precisam dar certo!
Não é só iniciação e perpetuação de culto.
Filhos são os nossos pacientes também; precisamos cuidar com todo zelo.
Saber diagnosticar o DNA espiritual.
Cuidar de uma pessoa , merece carinho, amor; espiritual, não é só ganhar dinheiro!
Requer atenção, é uma cirurgia no cérebro, que há a possibilidade de 99,9% , de dar errado.
Observe , que algumas peças de sua oferta a cabeça f**a, para preparar o Yè para sacramentar os seus filhos e automaticamente segurá-los a você.

Abrir as bandas do obi na cabeça do neófito, sem sacrif**ar o fruto é o mesmo que nada!
Não existe obi branco!
A cor natural do obi é este.
Verde, rosado ou roxo.
Obi branco, é fruto mergulhado em química, que não possui nenhum valor para o sagrado.
Erradíssimo, falta grave ; daquele que passa a faca neste fruto que possui 2 lóbulos , para o transformar em 4.
Nós de cola usado na medicina tradicional; é o fruto que industrializa , se retira o charope da Coca-Cola.
Exaltei sobre o OBI, neste texto, tendo em vista que a cabeça tem vontades próprias e se oferta o que ela determina ; como: orobo, pera , maçã, cocô abon , alubosa, efun, cera de ori , inhame .
Pimenta da Costa ( Takin) , também se tem a forma correta para se abrir , e jogar a fava; nada é de qualquer jeito, a toque de caixa.

ABRA OS OLHOS JAPONESA!

Arruma Xweto vodunsy.

Dê os créditos e méritos para quem está lhe transmitindo este conteúdo.
Todos os meus conteúdos estão amparados pela Lei no 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Crédito Luiz Fernando Oliveira de Souza

O akassa representa a vida ! O corpo, a vitalidade. Não se faz Oro Npa sem akassa. É através do akassa que o orisa come....
09/05/2022

O akassa representa a vida ! O corpo, a vitalidade.
Não se faz Oro Npa sem akassa. É através do akassa que o orisa come.
Em ebós se usa para limpar, troca-se o akassa pela vida de quem recebe.
Em comidas de orisa pode representar várias coisas e ser adicionado em vários números. Nesse caso pode se entrar as variações, como os tingidos com efun, Osun, waji, com fubá e etc,
mas o akassa é massa de milho branco na folha de bananeira.
Eu aprendi que o Akassa e feito de canjica ou farinha de milho branca. Comida preferida de obatala e que todos os demais orisas aceitam de bom grado.
O Akassa simboliza o ser humano. Foi dado para que nunca se sacrifique a vida humana para os orisas, seja sacrifício ritual seja qualquer outra forma de sacrifício.
Por isso sua importância.
Em muitas casas se faz enrolado em folhas de bananeira, mas tambem tem casas onde há tabu com esse folha e se faz o Akassa de tabuleiro ou bandeja, e também em formato de bolas.
seu uso é importante dentro do culto em geral, podendo muitas vezes ser ofertado ap***s um certo número de akassá para os orisas como oferenda.
O acaçá dentro da liturgia dos Orixás, é comida essencial que é ofertada de Exú à Oxalá. Seu preparo tradicional era com base no cozimento do milho branco que em seguida era pilado e transformado em uma massa e, em seguida, enrolado ainda quente em folhas de bananeira. Atualmente, muitos utilizam a farinha de milho branca em seu preparo, mas ainda há casos - e casas - que preferem o preparo tradicional com o milho branco.

O formato a ser dado ao acaçá é cônico, não podendo ter outro formato. A massa deve ser cozida até o ponto ideal em que f**a brilhosa e não quebradiça ou empelotada.
Como simbolismo, o acaçá é visto como a essência da criação do ser humano em analogia ao ato de moldar os seres humanos por Orixá N'lá. A folha da bananeira que o envolve, simboliza útero, um invólucro que protege a "criatura" e o nome acaçá só é utilizado quando ainda enrolado na folha. O ato de desenrolar o acaçá simboliza o sacrifício ritualístico de um "ser" e aí passa a ser chamado de ekó.
Acaçá é extremamente sagrado e não deve ser passado de mão em mão para ser utilizado. O ideal é que sejam colocados em um prato ou bacia de louça branca ou de ágata para ser transportado e entregue. Sua colocação nas oferendas aos Orixás com ou sem a folha dobrada sobre o mesmo após aberto está diretamente ligada ao Orixá a quem se oferta o acaçá/ekó.
Ele é parte imprescindível da imolação e deve ser temperado conforme a preferência do Orixá para quem será feita a imolação e com os preceitos da casa. O ejé pode - na verdade, deve - ser também derramado sobre o acaçá.
Já a imolação animal que deve ocorrer sempre que necessário, Conta com o Akassa e outros alimentos que se coloca no Orisa para o ato.
Mas ofertar a Akassa fresco aos orisas pode ser feito normalmente a qualquer momento.

Obs: Em casos onde a pessoa não tem condições no momento de ofertar um animal,
pode se conversar com o Orisa e ele aceitando ofertar certo número de Akassas ao mesmo para que a pessoa possa evoluir e ofertar o animal pedido no Oro Nipa.

Texto da Iyalorisa Suami D'Osun

Quando fiz Santo.... - Quando fiz Santo, não existia Internet, Whatssap. O aprendizado era na Roça, no dia a dia das fun...
09/05/2022

Quando fiz Santo....

- Quando fiz Santo, não existia Internet, Whatssap. O aprendizado era na Roça, no dia a dia das funções. Eu era um adolescente, não tinha carro, e muitos irmãos também não tinham. Para ir até o Barracão de Candomblé, descia de ônibus na BR e andavamos 4, 5 km de estrada de Terra para chegar no Axé. Iamos felizes por que lá era nosso Porto Seguro. Hoje em dia muitos se não tiverem quem busque na porta de casa de carro e se a Roça não for no seu Bairro ou Cidade, não vão querer frequentar, é muito sacrifício!

- Quando fiz Santo, não se ouvia falar em 20, 30 qualidades de Santo. Eu tinha sido feito de Osoosi, e pra mim já bastava, já era o suficiente. Somente alguns anos de iniciado que comecei a entender e aprender sobre caminhos (qualidades de Orisa). Hoje a pessoa quer jogar búzios comigo e já chega dizendo: Sou filho de Oya Gbalé!...ai eu respondo: minha filha, enquanto vc não for raspada, nem de Oya posso dizer que você é filha.

- Quando fiz Santo, foi assentado somente 01 orisa, somente meu Pai Osoosi e nada mais e estava tudo ótimo!, minha vida caminhou, consegui meu emprego, tive cabeça boa para passar num Concurso Público. Anos após que por questões religiosas assentei outro Orisa de acompanhamento e meu Exu. Hoje se você raspar um yawo e nao assentar 4, 5 santos ele vai dizer que foi mal feito. Vá na Nigeria fazer santo e veja qtos santos vão assentar pra você?

- Quando fiz Santo, Orisa quando estava em Terra, seja na cabeça de quem fosse, ninguém falava alto, muito menos f**ava com a cabeça em pé ou disperso. Ali a Divindade em Terra era o motivo de estarmos ali. Hoje em dia em muitos Terreiros os Orisas estão em Terra ou cerimonias acontecendo e algumas pessoas concentradas no Whatssap ou no Facebook.

- Quando fiz Santo, não se olhava diretamente nos olhos do Pai de Santo, muito menos se sentava mais alto que a cabeça dele. O Sacerdote era o representante do Orisa.

- Quando fiz Santo, aprender era questão de conquista. Tudo era conquistado, galgado, merecido, tudo no tempo correto. Hoje a internet está destruindo o culto a Orisa pois além de aprender errado muitos querem aprender sem verdadeiramente passar pelos segredos.

Como sou feliz de ter feito santo nesta epóca em que relatei e por estes motivos sou o Homem de Axé que sou hoje.

É este o Candomblé que acredito, e luto para manter vivo e é o que ensino aos meus filhos!

Att. Babalorisà Cristiano de Osoosi

Terreiro de Osoosi
Candomblé Ketu
Tradição e Ancestralidade no Culto a Orisa

Odu ÒFÚN – A DoençaÔfun é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com dez conchas abertas pela natureza e...
29/04/2022

Odu ÒFÚN – A Doença

Ôfun é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com dez conchas abertas pela natureza e seis fechadas. Nesta caída responde Oxalufan e Ayra. Signif**a problemas inerente a barriga, útero, trompas e ovários que leva quase sempre a cirurgia, se for homem deve ter cuidado com a próstata. Recomenda-se que o consulente em conjunto com o jogador do oráculo, levante-se de frente para porta e coloque as mãos na barriga e aponte em direção a saída.

Personalidade
São pessoas importantes com grandes sensos comunitários e de profundo saber prático, experientes, rancorosos,teimosos, vingativos, com senso de justiça muito imparcial, tendem obter sucesso após meia idade, são envelhecidos internamente, aparentam possuir muita calma e paciência.
O sucesso material depende do sucesso espiritual.

Uma das lendas desse Odu
Um dia foi marcado uma reunião entre todos os orixás, cada um tratou de realizar as oferendas especif**as afim que tudo transcorresse muito bem, orixalá tratou logo de preparar a sua. Findando a feitura da oferenda, entregaram a orixalá panos brancos para ele fazer um vestuário e p***s de papagaio da costa para ele colocar em sua cabeça. Assim feito tudo, chegou o dia da grande reunião em que todos os orixás se apresentaram.
Orisanla (Osala) apareceu de uma forma tão maravilhosa em suas vestes novas, como se fosse iluminado pelos raios do sol. Assim, todos foram se curvando diante de tamanho brilho da aurora nascente, juraram fidelidade e lhe deram tudo o que possuíam, com a palavra de o adorarem para sempre…
Ofun é o Odú do compromisso, da seriedade e principalmente do respeito. É o Odú que representa o Emí (atmosfera), também conhecido como "sopro divino", chamado de Ofurufu. Ofun responde nas coisas claras que é representado por um casal de pombos branco, pois é o Odú da cobrança espiritual.

Babá Olú Are Efun Daji é uma celebridade africana que mais branco usou na vida e costumava dizer em um comentário muito alegre:
- O que não é branco, é Dundun Imolé (negro).
Essa é a maneira que todas as famílias funfun enxergam a cultura e a crença originária de Ilê Ifé.
Em uma conversa emocionante, Babá Olú contou que todos os Irumalés, Eboras e Orixás não achavam mais graça no Orun, pois nada tinham o que fazer, se reuniram e foram aos pés de Olodumaré - Senhor Criador - e perguntaram-lhe o que deveriam fazer.
O Grande Pai Celestial disse:
- Criarei um mundo onde todos os Irumalés, Orixás e Eboras possam viver e darei a todos vocês um pouco do ar que respiro e todos os seres criados nesse novo mundo terão a necessidade de sentir-me, pois sem este ar nenhum ser terá vida.
Darei a cada um de vocês uma personalidade para que possam auxiliar todos os seres que através de vocês chagarão a mim.
Estarei sempre presente e vocês poderão falar comigo através do culto que Orumilá criará.
Ifá será o guardião desse culto porque as pessoas que não forem iniciadas no mesmo, jamais poderão ter acesso.
Orumilá deverá escolher cada um de seus seguidores para que não haja traição, pois tudo que será utilizado no culto deverá ser guardado em segredo.
Ajalá, através do Amó, que pedirá emprestado a Ikú (um dia terá de voltar ao ponto de partida), ensinará a Obatalá a moldar os corpos, sendo que todas as cabeças serão construídas uma parte para Ajalá e outra parte para Olorí, pois os homens terão muita sede de conquista e alguns deverão desenvolver mais que outros. Por este motivo, Iyá Orí deverá permanecer no Ayê até o dia da morte de cada ser existente. Enquanto o mundo existir, Iyá Orí permanecerá no Ayê e será conhecida como "A Mãe da Consciência" e terá um culto particular onde todos os descendentes de Orixás deverão cultuá-la através do Borí e depois da maioridade, o Ibá Orí.
Oduduwá será a Mãe da Terra, pois levará consigo a massa que da a forma ao mundo que será habitado. Será cultuada no Culto dos Ancestrais terá como seus representantes Omilé, Araiyê, Obaluayê e Omulú. Esses deverão receber na terra todas as sementes que logo se transformarão em raízes e mais tarde em árvores, se renovando através da fé de cada um. Serão eles que consentirão o direito dos seres retornarem a sua massa de origem (a terra).
Nanã vai manter as memórias, o poder feminino e o poder nas profundezas dos rios. Será representada em todos os peixes que são venenosos; será a guardiã do Ibirin. Ela levará para todos aqueles que estiverem no leito de morte o descanso eterno, pois aquele que morre no Ayê renascerá no Orun. Será conhecida para os homens e seus descendentes como Burukê, ou Ikurê.
Iemanja cederá o espaço para que o novo mundo seja criado e terá direitos de cobrar os homens mediante seus erros, por mais fortes que eles se tornarem jamais serão tão fortes quanto à natureza. Presenteará os homens que se sustentarem do mar ofertando em suas mesas o Ajeum em abundância.
Oxum f**ará responsável pela fertilidade e crescimento. Será a Grande Mãe que protegerá todos os seus filhos. Senhora da alegria, do brilho e do poder material. Terá como símbolo as águas doces dos rios.
Os demais Orixás deverão conquistar seus direitos através das guerras que acontecerão e através dos tempos, pois, os homens necessitarão de lideres que se ponham a frente para as grandes decisões.
Teremos Xangô que será eleito para seu povo como Senhor da Justiça e terá uma característica mais política do que divina.
Ogun deixará de ser rei para se tornar um grande líder nas guerras, até mesmo aquelas que não lhe pertencem.
Oxossi passará por muitas dificuldades, mas se tornará o maior caçador que estimulará outros a lhe seguir.
Todos os meus filhos terão uma parte de mim e poderão falar comigo sempre que precisar, pois Ofun será o meu signo para os homens e os Orixás.

Perfil: São pessoas calmas e dignas. Assumem todas as consequências de seus atos. O que se faz para as pessoas regidas por este Odú tem retorno imediato.

oloje iku ike obarainan
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Endereço

Americo Lobo
Juiz De Fora, MG

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