01/03/2015
Oficialmente o Instituto de Solidariedade e Educação Popular ou como denominamos como nome de fantasia Ong Ecos da Fraternidade foi fundado no dia 15 de novembro de 1996. A historia deste projeto no entanto começou a ser construído ainda na infância de seu fundador e se fortalecendo na adolescência. Nascido de uma família de agricultores familiar na pequena comunidade de Serrinha, cidade de Luiz Alves, estado de Santa Catarina no chamado Vale do Itajaí entre as cidades de Blumenau e Itajaí ao sul do Brasil, Osmar da Silva fundador do Instituto de Solidariedade e Educação Popular (Ong Ecos da Fraternidade) nasceu no dia 15 de janeiro de 1970. Quarto dos onze filhos de Jose Manoel da Silva Junior e Maria Pauli da Silva, Osmar da Silva nasceu pelas mãos da parteira Custodia que alem de partos cantava opera na igreja local e foi batizado nos sacramentos católicos na Igreja de São Sebastião do bairro Iririu em Joinville pelas mãos do padre Valente Simione. O vilarejo Serrinha formado por famílias de imigrantes alemães, italianos portugueses e poloneses ainda hoje e uma comunidade pacata onde a maioria dos moradores vivem da agricultura familiar, produção artesanal do melado e aguardente da cana-de-açúcar e do plantio de bananas. Serrinha ficaria para traz quando Seu Jose e Dona Maria migrariam para o litoral de Santa Catarina no pequeno município de Penha. Ali Osmar da Silva se apaixonaria pelas letras. Uma vizinha de sua mãe que veraneava na cidade vindo de Curitiba, Dona Gloria trazia jornais que encantavam o menino.As fotos coloridas e as letras grandes do Correio do Povo de Curitiba o levavam a imaginar um dia entender o que ali estava escrito. O saber veria na Escola Manoel Henrique de Assis pelas mãos da doce Professora Elvira. Ali no município de Penha, Seu Jose e Dona Maria abandonariam o catolicismo e Osmar da Silva conheceria como sua primeira profissão de fé o movimento neo pentecostal da Assembleia de Deus. Um outro fato que marcaria a sua infância seria o catolicismo. Em uma visita no abacateiro da paroquia matriz de Penha, Osmar da Silva conheceria o Padre Claudio, um religioso carismático que encantava quem o conhecia. Padre Claudio com seu jeito meigo passaria a dedicar um tempo ao menino que buscava conhecer o catolicismo romano. Anos mais tarde essa amizade seria fortalecida e Padre Claudio se tornaria o orientador vocacional de Osmar da Silva quando este ingressou no seminário. Em 1979 Seu Jose e Dona Maria resolvem mudar com os filhos para Joinville. Iam como tantos outros em busca de oportunidade de trabalho para seus filhos. Com poucos recursos pela venda da casa a unica solução e para estar próximo dos demais parentes, Seu Jose e Dona Maria adquirem uma casa na região de periferia da cidade de Joinville, o bairro Fátima, considerado na época pelas estatísticas da Policia Militar como o bairro mais violento de Joinville. A violência da comunidade era causada principalmente pelo inicio do trafico de dr**as e pelo alcoolismo. Ali também veriam migrantes do vizinho estado do Parana, que ainda mais pobres veriam as áreas de mangues como unica solução para moradia. Construídas sobre os mangues na forma de palafitas os barracos sem banheiro e sem acesso serviam de moradia para aqueles que nada possuíam. As famílias iam chegando as centenas e de pontilhão em pontilhão iam construindo suas casas sobre a mare. Ali aos nove anos Osmar da Silva conheceria o primeiro contato com os mais carentes e a pedido de sua mãe levava roupas e alimentos. Era o primeiro embrião da solidariedade nascendo em seu coração. Ao chegar em Joinville Osmar da Silva estudaria na Escola Municipal Jarivatuba ou Escola Reunida, demolida para a construção da Escola Municipal João de Oliveira por causa da Cohab do Ademar Garcia. Com a demolição da Escola Osmar da Silva passaria a estudar os anos seguintes na Escola Municipal João Costa no Itaum Costa, comunidade próxima ao bairro Fátima. Ali Osmar da Silva aos treze anos fundaria o projeto que anos mais tarde de transformaria em Instituto de Solidariedade e Educação Popular (Ong Ecos da Fraternidade). Aos treze anos de idade Osmar da Silva fundaria o PAE Projeto de Apoio ao Estudante, que doava livros para os que não tinham condições de comprar em uma época onde ainda o governo federal não fornecia o livro didático, ajudava com material escolar e apoio pedagógico e na casa de seus pais a partir da doação de livros Osmar da Silva fundaria uma biblioteca que chegaria a ter mais de 2000 volumes em livros, revistas e servia a alunos carentes que não tinham condições de ir a biblioteca localizada na área central de Joinville . Os fins de semana eram de leitura, pesquisa e empréstimos de livros. Ainda hoje por onde passa Osmar da Silva tem o habito de possuir muitos livros adquiridos em viagens, sebos, internet,livrarias. Todos incorporados ao projeto da instituição. A fê religiosa foi outro fator que destacou na vida de Osmar da Silva. Aos treze anos incorporado na Assembleia de Deus no bairro Fátima, Osmar da Silva passaria a exercer função de professor da escola bíblica dominical para crianças, ai talvez sua primeira experiencia em pedagogia, cantar no coro e no conjunto de jovens e exercer função de liderança para os jovens. Aos quinze anos sem traumas Osmar da Silva começaria a se afastar da igreja evangélica e vai em busca de uma outra experiencia religiosa, que vinha sendo construída ainda na infância. Sem comunicar aos pais Osmar da Silva foge de casa e vai para Sao Paulo.Ali na capital paulista ele vai em busca na Catedral da Se, respostas para como ingressar na vida religiosa católica. Encaminhado para a Paroquia Santa Cecilia que cuidava das vocações da Arquidiocese de Sao Paulo, Osmar da Silva e encaminhado para o primeiro contato com uma casa de formação católica um mosteiro localizado entre Aparecida do Norte e Pindamonhangaba. Ali uma experiencia contemplativa não agradara muito Osmar da Silva que estava em busca de uma experiencia mais pastoral. Na saída do mosteiro Osmar da Silva conheceria um jovem que estava fazendo o caminho inverso. Estava saindo do seminário pastoral e ingressando no mosteiro contemplativo. De posse do endereço do padre provincial Osmar da Silva resolve regressar para Sao Paulo, antes porem vai a Aparecida do Norte conhecer o maior santuário católico do Brasil e um dos maiores do mundo. De volta a Sao Paulo e apos conversa com o padre provincial e relatar seu desejo de ingressar no seminário, naquela noite o padre viajaria para visitar no interior uma casa religiosa e resolve levar junto o jovem noviço. Araçatuba seria seu próximo destino e de la para o interior. Osmar da Silva regressaria para Joinville e comunicando seus pais regressaria para o seminário, passando por casas religiosas em Sao Jose do Rio Preto, Sao Paulo , no estado de Sao Paulo e Ponta Grossa no estado do Parana. Em 1993 Osmar da Silva faria sua profissão de votos e ingressaria no período do noviciado missionário. Trabalharia na comunidade de favela e com moradores de rua na capital paulista no inicio das comunidades eclesiais de base as chamadas cebs que chamava a igreja voltada preferencialmente para os pobres, passaria um tempo no nordeste em Recife trabalhando com ribeirinhos e no interior da Bahia convivendo com aqueles que sofrem com a seca e a fome e no interior do Parana onde compreenderia o sofrimento das famílias de agricultores familiar que trabalhavam para os grandes produtores e pouco recebiam . Ele entenderia porque tantas famílias migraram anos anteriores em busca de melhores oportunidades para seus filhos e emprego nas industrias de Joinville, se sujeitando a ter os mangues como moradia. Em 1995 Osmar da Silva regressa para Joinville e vai morar na mesma comunidade que saíra para o seminário. Ali no bairro Fátima Osmar da Silva encontraria uma outra realidade. Muitos jovens envolvidos com dr**as, alguns inclusive brutalmente assassinados por traficantes, crianças sem aula por causa das poucas vagas,onde maes permaneciam noites para conseguir uma vaga para os seus filhos e o Ministério Publico tinha muitas vezes que ser recorrido para garantir os direitos constitucionais de 1988. Osmar da Silva ainda conheceria uma turma de jovens que perambulavam a noite pelo centro da cidade muitos envolvidos em dr**as, a chamada turma do calcadão.Estes jovens começaram a ter confiança em Osmar da Silva que passou a defende-los da violência policial, direito a vida, e que o tratavam pelo nome carinhoso de nosso padre. No bairro Fátima para conhecer a realidade da comunidade Osmar da Silva foi trabalhar como voluntario por dois anos no posto medico. Em 1996 era hora de agir com mais rigor para garantir vagas para as crianças na escola, os jovens no mercado de trabalho. Osmar da Silva conhece alguns empresários de Joinville, Brusque, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul e Itajaí que lhe garantem recursos para iniciar o que seria oficialmente criado o Instituto de Solidariedade e Educação Popular ou Ecos da Fraternidade em referencia a vozes e a Francisco de Assis, o protetor dos pobres. Em uma rodada de sopão de sobras de frango fornecidas pelo Seu Bigode dono de um restaurante no bairro Fátima e como um pai para Osmar da Silva, a comunidade ia se mobilizando e conversando sobre seus problemas. As mulheres se mobilizavam por causa da falta de água e buscavam solução. Eram idas e vindas a Companhia de Abastecimento de Água, e ate roupas no chafariz da praça como forma de o povo protestar. Osmar da Silva fundava o Instituto de Solidariedade e Educação Popular (Ong Ecos da Fraternidade) e buscava soluções por moradia, segurança, educação. Em 2003 apos passar treze dias internado vitima de uma tuberculose contraída no cortiço onde morava Osmar da Silva refaz o projeto e a instituição e expandida para o Jarivatuba. Ali na comunidade Santa Terezinha, na Escola Saul Santana, na Casa Lar e no CEI (Centros de Educação Infantil)muitos projetos são formados e apoiados pela Ecos da Fraternidade. A Ecos da Fraternidade passa por comunidades de São Jose do Itinga, em Araquari, no Paranaguamirim em projetos da terceira idade e educação, e finalmente chega a comunidade do Parque Guarani em parceria com a escola e CEI projetos para a educação e em parceria com a Assembleia de Deus projetos para a terceira idade, gestão compartilhada de espaço, afastar jovens das dr**as, apoio a diversos projetos. E assim o Instituto de Solidariedade e Educação Popular (Ecos da Fraternidade) vai construindo sua historia dentro das comunidades. Em 2014 o Instituto de Solidariedade e Educação Popular (Ecos da Fraternidade) passa por mudanças internas. Um novo modelo de gestão agora voltada para projetos próprios, sua sede, os chamados núcleos sociais que compartilharam suas experiências. O envolvimento de colaboradores voluntários nos projetos intitulado pela Ecos da Fraternidade como Sou Voluntario.