01/05/2026
Jesus Cristo não foi neutro. Caminhou entre os pobres, confrontou os poderosos, denunciou a exploração e virou as mesas de um sistema que lucrava com a fé e a miséria. Sua palavra foi ação. Sua ação foi libertação.
É esse Cristo histórico, insurgente, que ressurge nas lutas da classe trabalhadora. Em 1856, na Austrália, operários romperam o silêncio e pararam o trabalho para afirmar: a vida não pode ser consumida pelo lucro. Em 1886, nos Estados Unidos, milhares enfrentaram repressão para exigir a jornada de 8 horas. Em 1889, o mundo do trabalho se organizou e declarou o 1º de Maio como dia internacional de luta.
Nada foi dado. Tudo foi conquistado.
Cada direito existe porque houve enfrentamento. Cada avanço carrega o peso da coragem coletiva. No Brasil, a defesa da CLT, a valorização do trabalho digno e a luta pelo fim da escala 6x1 não são pautas isoladas, são continuidade histórica de quem se recusa a aceitar a exploração como destino.
Não há redenção sem justiça. Não há fé verdadeira sem compromisso com os oprimidos. A luta de ontem exige posição hoje.
O 1° de Maio, significava assim, o estabelecimento da jornada de oito horas de trabalho. Mesmo depois de atingir esse objetivo, essa data não foi esquecida. Enquanto continue a luta dos trabalhadores contra a burguesia, enquanto todas as exigências não tenham sido atendidas, o 1° de Maio continuará sendo o dia das manifestações e lutas dos trabalhadores. E quando chegarmos a dias melhores, quando a classe trabalhadora do mundo atingir os seus objetivos, é provável que a humanidade também comemore o 1° de Maio, homenageando as amargas lutas e os sofrimentos do passado.