11/05/2015
Mães
Mães são estranhas criaturas a quem vestimos de imortalidade e de sobrenaturalidade. Somos nós, sim, que nos assustamos quando o tempo e a humanidade nos descobrem a fantasia e nos espantam com a realidade de alguém que também necessita.
É destes seres frágeis, que Deus revestiu de uma força tremenda, que vêm os primeiros cuidados. Estes cuidados, que a idade, esta grande tola, nos leva a recusar, perdendo-os pouco a pouco, como se fossem recuperáveis a qualquer tempo. Mas, Deus coroou-lhes com uma perfeição, que só olhos de amor veem. E elas perdoam esta independência enganada.
A estas belas rainhas, o Pai do céu deu-lhe jóias, que as fazem brilhar aos olhos dos seus filhos, ornadas com pendentes invisíveis, mais que uma multidão de estrelas. Rainhas de seus lares, mestras em suas escolas de vida, abdicam de seu trono todas as vezes que seus filhos sofrem de qualquer dor ou necessidade.
Mães não nascem da carne gerada no ventre, mas da vontade sublime de cuidar de seus filhos. Elas nascem quando concebem no seu coração, desde o momento em que desejam a nossa existência, a sustentam e defendem. Uma guardiã, que vela pelo melhor que ela mesma possa compreender para seus filhos.
Por isto, previno: antes que venham as saudades, antes que o tempo e as situações descubram sua farsa de imortalidade, antes de tudo o mais, olhe para o encargo duro que lhe foi dado: ser responsável por você. O desafio supremo de ter cuidado de você, num desejo de ser perfeita e, ao mesmo tempo, sabendo que tal tarefa é impossível. Um desafio que por si mesmo já deveria ser digno de aplauso. Mas, o aplauso se adia, até que, muitas vezes, se torna impossível de ser escutado.
Esta mãe preciosa é também finita, tão comum como nós, contudo tão especial como só ela mesma. Então, só nos resta o curto momento e a oportunidade de dizer: Mãe, agradeço toda a vida, que você depositou em mim e espero que eu seja digna dela.
Não é justo adiar mais os aplausos, por isso quero uma salva de palmas para todas as mães aqui e até para as que não estão aqui! Abrace a sua mãe! Desfrute deste privilégio!