Ilè Ajagunán Axé Odó Tí Fàdàká

Ilè Ajagunán Axé Odó Tí Fàdàká Ilè Ajagunán Axé Odó Tí Fàdàká

O Ilè Ajagunán tem como zelador e fundador o Babalorixá André Gonçalves Oliveira (Ofúniràn Aládètó), de Oxaguian, que foi niciado no Candomblé da Nação Jeje-Nagô em 02 de Maio de 1998 pelo Bàbálorixá Euclides Menezes Ferreira (Talabyian Fésunkisé), Sacerdote fundador do ILÈ FANTHI-ASHANTI, de São Luis - MA . No decorrer de sua vida religiosa passou também pelo axé de Nação Ketú, onde recebeu com a

nuência do seu Bàbálòrixá, o Oyè (Deká), pelas mãos da Iyálorixá Lúcia Oliveira (Oxum Omidèwá) do ILÈ AXÉ OPÓ OMIDÈWÁ. Hoje, no
Ilè Ajagunán Axé Odó Tí Fàdàká, Ofúniràn
Aládètó processa o Candomblé de nação Jeje-nagô também com elementos da tradição Ketú. Mas acima de tudo temos como função primordial, prestar auxílio espiritual aqueles que dela necessitam, dentro de nossas práticas litúrgicas desta religião de matriz africana!

O PILÃO DE OXAGUIÃNOxaguian teria nascido em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Valente guerreiro, desej...
10/12/2020

O PILÃO DE OXAGUIÃN

Oxaguian teria nascido em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê.

Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Ele tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.

Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado.

Awoledjê, seu companheiro, era babalawo, um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos.

Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.

Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.

Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com p***a entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada.

Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.

Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. "Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!"
Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.

"Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se".

Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.

A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, também, na Bahia.

Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta... e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá "Comedor-de-inhame-pilado."

Referência Bibliográfica: VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997. VERGER, Pierre; Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999. PRANDI, Reginaldo; Mitologia dos Orixás; Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

Ogum faz instrumentos agrícolas para OxaguianOxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilad...
10/12/2020

Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian

Oxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado", inventou o pilão para saborear mais facilmente seus prediletos inhames. Todo o povo do seu reino adotou a sua preferência. Todo o povo de Ejigbô comia inhame pilado. E tanto seu comia inhame em Ejigbô que já não se dava conta de plantá-lo. E assim, grande fome se abateu sobre o, povo de Oxalá.

Oxaguian foi consultar Exu, que o mandou fazer sacrifícios e procurar o ferreiro Ogum, que naquele tempo viva nas terras de Ijexá. O que podia fazer Ogum para que o povo de Ejigbô tivesse mais inhame?, consultou Oxaguian. Ogum pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro.

Fez a enxada e o enxadão, a foice e a pá, fez o ancinho, o rastelo, o arado. "Leve isso para o seu povo, Elejigbô, e o trabalho na plantação vai ser mais fácil. Vão colher muitos inhames, mais do que agora quando plantam com as mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame, como se colheu. E a fome acabou.

O povo de Ejigbô, agradecido cultuou Ogum e ofereceu a ele banquetes de inhames e cachorros, caracóis, feijão-preto regado com azeite-de-dendê e cebolas.

Ogum disse a Oxaguian: "Na casa de seu Pai todos se vestem de branco, por isso também assim me visto para receber as oferendas". E o povo o louvava e Ogum ficou feliz. E o povo cantava: "A kaja lónì fun Ògúnja mojuba". "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá, Ogum que come cachorro, nós te saudamos".

Oxaguian disse a Ogum: "Meu povo nunca há de se esquecer de sua dádiva. Dê-me um laço de seu abadá azul, Ogum, para eu usar com meu axó funfun, minha roupa branca. Vamos sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram

O maior amor do mundo é o amor de Oyá. Oya é chamada T'okan Odara, o bom coração. Oyá amava Sango, mesmo com a vida cont...
10/12/2020

O maior amor do mundo é o amor de Oyá. Oya é chamada T'okan Odara, o bom coração. Oyá amava Sango, mesmo com a vida conturbada ela o amava, e o amava muito. Ela se relacionou com muitos homens, mas somente Sango tinha seu amor.

Sango não era o Rei legítimo da cidade de Oyó e quando Ajaká vem para recuperar seu lugar e destronar Sango, ele se desespera pois sabia que o seu destino seria ser tratado como um ladrão. Sango prefere a morte do que a humilhação, e então se suicida se enforcando em um pé de Obí.

Oyá Perdeu seu grande amor. Ela então tenta de todas as formas encontrar a alma de Sango em algum dos Nove Oruns que ela comandava, mas a alma de um suicida não tem rumo, ela não o achou.

Oyá havia ganho um Asé, sua comida Akará (Acarajé), o bolinho de feijão frito em azeite de dendê que ela abençoava e seus filhos comiam em honra ao ato de Oyá engolir brasas. O Akara é o símbolo de Oyá.

Oyá então faz um Akará branco, frito em óleo claro, e junta os bolinhos em um cesto junto com suas folhas e sobe no topo de um monte. Oyá iria oferecer o seu Ase para Olodumare, grande Deus.

Em meio à lágrimas, ela implorou a Olodumare que deixasse ela ver Sango pelo menos uma vez mais, ela entregaria tudo que tinha e tudo que era para poder ver Sango.

Olodumare nunca havia visto um Orisa se humilhar daquele jeito, Oyá estava oferecendo todo seu Ase em troca de estar com Sango por mais um momento.

Oyá nao parava de chorar e implorar, e seu desespero causou um sentimento de compaixão em Olodumare.

Olodumare então disse a Oyá:
"Acalme-se Ayaba! Nunca houve um amor como este em todo o Orum e em todo o Ayê! Oyá é bendita por ter tanto amor dentro de si, e Sango será bendito por ter sido agraciado com tanto amor."

Olodumare trouxe Sango do mundo dos mortos e lhe devolveu a vida e o Ase de Orisa. Graças a Oyá, Sango voltou a ser Orisa. Agora Sango ama somente a Oyá e ela o ama com todas as suas forças. Nas trovoadas eles dançam juntos sobre as nuvens escuras.

Oyá é feita de amor. Os candomblés que cultuam Oyá oferecem à ela uma grande festa no mês de setembro chamada Akará L'Oya. Nesta festividade se louva Oyá em todas suas ações, e então uma das ultimas cantigas relata a história contada aqui.
Se canta:

"OYA AGBA MI SORO MI SORO Ê
AKARA FUNFUN EBÓ EMI ARÊ
OYA AGBA MI SORO MI SORO Ê
AKARA FUNFUN EBÓ EMI ARÊ
TOKAN TOKAN
ELENU Ê
OJÉ MALA OJE ARÊ
TOKAN TOKAN
OBA KO SO NITA WE SE ARÊ"

Quando uma filha de Oyá sofre por amor, Oyá a entende e a conforta. Oyá é a Ayaba do bom coração e do amor incondicional.

Hepa Hey!

Samba de caboclo Gentilheiro no Ilè Ajagunan! Xetruá meu Rei.
20/09/2020

Samba de caboclo Gentilheiro no Ilè Ajagunan! Xetruá meu Rei.

Minha ancestralidade! Saudades...
11/09/2020

Minha ancestralidade! Saudades...

Ilê Ajagunan Axé Odo Ti FàdakáR. Doméstica Alcina dos Santos Araújo - Gramame, João Pessoa - PB
19/07/2020

Ilê Ajagunan Axé Odo Ti Fàdaká
R. Doméstica Alcina dos Santos Araújo - Gramame, João Pessoa - PB

Religious institution · R. Doméstica Alcina dos Santos Araújo

Bom dia todos meus amigos e familiares da espiritualidade. Hoje sou grato a Deus Olòórun e a Oxaguian pelos meus 22 anos...
02/05/2020

Bom dia todos meus amigos e familiares da espiritualidade. Hoje sou grato a Deus Olòórun e a Oxaguian pelos meus 22 anos de iniciado. Em 22 de maio de 1998 estava Oxaguian dando seu Orunkó, na Casa Fanthi Ashanthi em São Luís - MA, serei eternamente grato a meu Babalorixá Euclides Menezes Ferreira (Talabyian Fesunkisé Lissanon), por ser meu iniciador, pai e amigo de tantos momentos. Saudades desse grande homem e sacerdote .
Sua bênção minha Mãe Kabeca (Obá Onisémawí)? Sou muito feliz por ter a senhora como minha Iyákekerè e minha iniciação e hoje minha Iyálorixá. Agradeço também a minha Mãe criadeira (Ajibonan) Mãe Anunciação (Omi Ikarejyi), a meus padrinhos Mãe Lindalva (Odémiassí), Padrinho Estêvão e minha Madrinha de Orunkó Ana Cleide (Oyá Debyi). Obrigado por tudo.
E serei sempre grato a minha casa Matriz a Casa Fanthi Ashanthi e a todo minha irmandade por ter me acolhido e sempre me acolher no coração deste axé que considero minha família.

01/05/2020
Sou aquela que fala ao seu ouvido, as chamadas "intuições". Sou eu que às vezes altero o rumo da sua vida, para evitar d...
05/03/2020

Sou aquela que fala ao seu ouvido, as chamadas "intuições". Sou eu que às vezes altero o rumo da sua vida, para evitar danos maiores. Sou eu que te causo arrepios quando se aproxima de pessoas, lugares ou situações que podem te fazer mal.
Sou eu quem chora por você, quando a vida desafia seus sentimentos. Sou eu quem zela por sua saúde, cuidando das dores do seu corpo, da sua alma e do seu coração.
Sou eu quem está sempre ao seu lado, renovando suas energias, mesmo quando você acredita estar totalmente sozinho. Sou eu quem segura sua mão, consola seu coração e mostra sua força, sua capacidade de resolver problemas, por mais insolúveis que pareçam.
Sou eu quem te mostra que a vida está repleta de pessoas, lugares e coisas maravilhosas, quando você quer desistir de ser feliz. Sou eu quem está sempre contigo, te cuidando, te orientando, te amando.
Olorun foi quem me enviou para te ajudar nessa grande, difícil e maravilhosa missão, que é viver!
ÓSÚN, ORE YE YE O...🌷
(Texto: Claudia Krindges / Imagem:

Meu iniciador! Saudades 🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾
29/02/2020

Meu iniciador! Saudades 🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾

Meus iniciadores! Meus respeitos a minha ancestralidade!
24/02/2020

Meus iniciadores! Meus respeitos a minha ancestralidade!

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