14/04/2015
Mesmo já tendo dado satisfação a quem realmente devo as mesmas, resolvi vir até aqui e me pronunciar sobre este assunto esta única e direta vez.
Para os que não me conhecem, e por pura falta de interesse e descomprometimento com o Asé, me chamo Daniel, sou neto da Ya Marlene d´ Osun e sobrinho do Babalorisa Alvinho de d`Omolú. Desde o último mês de junho me encontro a frente do Ile Ase Ifa Monge Gibanaue apos sofrer processos judiciais causados por falhas na administração que esteve presente na casa desde o falecimento de meu tio até a data que fui acionado.
Na ocasião foi convocada uma reunião, onde os presentes puderem ver todos os problemas que estavam sendo enfrentados, suas consequências e as possíveis soluções. Em tal data resolvemos conjuntamente que a partir daí faríamos valer somente a vontade de Azauane e dos ancestrais que regem a casa, o que foi feito deste dia em diante. Eu deixei todos à vontade para, que em tal ocasião, os que não tivessem convencidos da vontade do orisá que naquele momento abrissem um obí (semente sagrada e de uma única palavra) aos pés de Azauane para confirmar tais vontades e diretrizes para casa, porém ninguém fez questão de assim fazer.
Por isso contestar qualquer coisa hoje, de longe, sem de fato estar por dentro dos episódios ocorridos no asé nos últimos sete anos é além de cômodo desleal. Procurem se informar com um irmão que esteve presente.
O princípio básico de se contestar qualquer fato é no mínimo se inteirar dos acontecimentos para poder se posicionar, contudo acho que a maioria dos irmãos desconhecem a regra básica de se conviver em sociedade.
Falando da parte espiritual, hoje contestar tais decisões, não respeitar e questionar o meu cargo é, sobretudo não respeitar a vontade de Azauane, de Alvinho D´Omolú e o jogo de búzios da Ya Maria d´sango – Matriarca do asé efon .
Postar fotos ao lado de meu tio, declarar amor e devoção ao mesmo, se dizer efon e filho do Asé Gibanaue e ao mesmo tempo não ter contribuído para a perpetuação do trabalho do Senhor Álvaro Pinto de Almeida Sobrinho é ao mesmo tempo dúbio e duvidoso. Eu como parente co-sanguineo contesto cada um destes fatos, porém por respeito básico aprendido dentro do candomblé, me mantenho calado, na espreita e na espera que o tempo revele cada um dos pontos desta história, assim respeitando cada um dos meus mais velhos, mesmo que estes não sejam o exemplo me dado por cada um deles.
Quanto aos comentários sobre a Senhora Marlene, minha avó e matriarca daquele Ilé, o babá Artur d´iroko já se pôs em defesa brilhantemente do fato, porém não posso deixar de clamar que esta Osun, no auge de seus 57 odús, use seu lado “maluca” e “louca” para punir cada um que no mínimo não a respeita. Que Osun em toda sua sabedoria saiba punir, se fazer respeitar e mostrar a verdade a cada um deles.
A todos estes encaro apenas como pessoas que usam o nome da casa, de meu tio e do asé, porém não querem se comprometer com o ônus de realmente pertencer a ele, participar das funções, ter comprometimento com azauane e fazer a casa caminhar, continuar viva e perpetuar a história da qual são personagem vivos.
Antes de tudo, aquela casa e asé são a história da minha família, e a mim cabe lutar por ela. Realmente não consigo enxergar onde pessoas que perdem tempo espalhando nuvens de falsas informações pertentem ou almejam chegar. A mim cabe a luta de manter a casa aberta, viva e a vontade do orisá sendo feita. E assim será!
Enquanto isso estou reerguendo a casa que passou uma lacuna de seis anos (2008-2014) sendo destruída. E desde já convido a todos para celebrarem o Asé que TANTO AMAM e defendem, nas comemorações de 40 anos do Ilé Asé Ifá Monge Gibanaue que será comemorado em 2016!
Auwre oo e Asé a todos e que Azauane julgue e dê a sentença de cada um!
Daniel D`Osun