28/08/2026
TRINTA DIAS DE SAUDADE.
Hoje faz trinta dias da tua partida,
e ainda dói...
E, eu sei, ainda vai doer por muito tempo.
Porque existem pessoas que não partem de verdade:
ficam nas lembranças,
nos lugares, nas histórias,
nas mesas servidas, nos corações.
Mas, em meio à saudade,
há uma certeza que consola:
tu estás em boa companhia,
na presença do nosso Senhor,
junto daqueles que partiram antes de nós,
e sob os cuidados daquele Deus
em quem sempre depositaste a tua fé.
E olhando para trás,
percebemos que não faltaram momentos.
Não faltaram conversas.
Conversas simples, descontraídas, engraçadas,
às vezes demoradas,
mas sempre acompanhadas daquela atenção
que fazia cada pessoa se sentir importante.
Não faltaram jantas, almoços e churrascos,
e quase sempre havia lugar para mais um.
Todos à mesa, família...
comida compartilhada,
histórias contadas,
e aquela alegria de estar junto.
Não faltaram sorrisos,
simpatia, afetos e abraços.
Não faltou gentileza,
nem aquele jeito amável e atencioso
de quem servia sem esperar reconhecimento.
Não faltaram amigos.
Muitos amigos,
de todos os lugares,
de todas as histórias,
porque onde chegavas,
deixavas um pouco de ti
e levavas um pouco de cada pessoa contigo.
Entre o trabalho e os trabalhos,
não faltaram planos, projetos e sonhos.
Alguns realizados,
outros ainda esperando o tempo certo,
mas todos carregados de esperança
e daquela confiança de que o amanhã
poderia ser melhor.
Não faltou bom humor.
Não faltaram piadas,
brincadeiras e risos.
Porque sabias que, mesmo diante das dificuldades,
um sorriso podia aliviar o peso,
uma palavra podia renovar as forças,
e uma boa risada podia aproximar os corações.
Não faltaram cultos.
Não faltou comunhão.
Não faltou oração.
Não faltou fé.
E talvez seja essa a maior lembrança:
um homem que procurou servir,
que amou a Deus,
que amou a Igreja,
que amou as pessoas
e que fez do serviço uma forma de demonstrar amor.
Não faltaram apoio e incentivo.
Não faltaram demonstrações de força e coragem.
palavras de confiança,
gestos de carinho
e esperança no futuro.
Tu transmitias confiança.
Fazias acreditar que era possível.
Que ainda havia caminho.
Que ainda havia projeto.
Que ainda havia amanhã.
E entre viagens e viagens,
quilômetros e quilômetros,
idas e vindas,
estradas percorridas
e tantas histórias vividas...
Passaram por tua vida
amigos e amigas,
passageiros e clientes,
cooperadores e parceiros,
Irmãos e irmãs.
Família...
Muitos talvez nem saibam
o quanto fizeram parte da tua história.
Mas cada encontro deixou uma marca,
cada viagem trouxe uma lembrança,
cada pessoa teve um momento contigo.
E agora, trinta dias depois,
Partisse sem olhar para trás,
De cabeça erguida.
ficamos nós com a saudade
e com tudo aquilo que vivemos.
F**a o exemplo de um servo bom e fiel,
amável, gentil, atencioso e dedicado.
F**a o homem que servia,
que acolhia,
que ajudava,
que acreditava
e que fazia questão de estar presente.
A ausência é grande,
mas maior ainda é a gratidão.
Gratidão a Deus
pelo privilégio de ter caminhado contigo,
de ter compartilhado mesas,
viagens, cultos, trabalhos,
conversas, sonhos e risadas.
Hoje sentimos tua falta.
Amanhã provavelmente também.
Mas um dia,
pela graça de Deus,
a saudade dará lugar ao reencontro.
Até lá,
seguiremos guardando tua memória
não apenas com lágrimas,
mas também com sorrisos.
Porque quando lembrarmos de ti,
haverá sempre uma história,
uma viagem,
um churrasco,
uma conversa,
uma piada,
um abraço,
um projeto,
um culto...
E então entenderemos
que tua passagem por nossas vidas
foi um presente de Deus.
Trinta dias sem tua presença,
mas uma vida inteira de lembranças.
Descansa em paz, servo bom e fiel.
Nós continuaremos a caminhada por aqui,
com saudade no coração,
mas com a certeza da fé que professamos
até que nos encontremos novamente
na presença do nosso Senhor.
“Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé.”
— 2 Timóteo 4:7