Templo Iniciático Terra Úmida

Templo Iniciático Terra Úmida Templo Iniciático de Umbanda - Candomblé Ketu Jacareí/ SP O nosso Templo é uma escola iniciática.

StatmentMr. Legba Abdullahi,At present, I do not have clear knowledge of the criteria adopted for recognizing an individ...
04/01/2026

Statment

Mr. Legba Abdullahi,

At present, I do not have clear knowledge of the criteria adopted for recognizing an individual as a member of the Nagô Igala tradition in Brazil.

What I observe is that, within Brazilian territory, there have been recognitions granted to individuals who do not yet possess the necessary knowledge, understanding, or lived experience within the tradition. This has resulted in distortions and misrepresentations of values they do not fully understand, thereby contributing to the fragmentation of the tradition itself.

Many of these individuals have not undergone initiation in the Santo, regardless of the specific lineage, having access only to what are known as the lesser mysteries. This, in itself, clearly limits the responsibilities they can or should assume.

During the time of Inu Mestre Obashanan, there were interviews and other rigorous criteria for recognition by the community, which ensured greater coherence, responsibility, and preservation of traditional foundations.

I respect the vision, the manner of leadership, and the criteria currently being applied. However, being immersed in this context and aware of the existing challenges, I do not believe that, in the long term, this model will yield results that are beneficial to the preservation of the tradition.

I consider it extremely detrimental to a tradition such as Nagô Igala to allow individuals without the proper knowledge and understanding to assume responsibilities involving the care of the Orixá itself—especially when they do not demonstrate the necessary humility to seek learning from those who truly possess such knowledge.

For these reasons, I hereby formally request my withdrawal from the Nagô Igala tradition in Brazil.

Sincerely,

Mestre Arakamby

Morreu na madrugada desta sexta-feira (26), aos 98 anos de idade, Carmen Oliveira da Silva, conhecida como Mãe Carmen, i...
27/12/2025

Morreu na madrugada desta sexta-feira (26), aos 98 anos de idade, Carmen Oliveira da Silva, conhecida como Mãe Carmen, ialorixá do Terreiro de Gantois, em Salvador. Contadora aposentada do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, ela comandava o candomblé do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase desde 2002. Com profundo pesar, nos unimos a dor de toda a família...

24/12/2025
A Maestria da LoucuraA maestria da loucura…não habita o insano —mas o sutil.É o ego… mascarado de luz.Que se veste de ca...
11/11/2025

A Maestria da Loucura

A maestria da loucura…
não habita o insano —
mas o sutil.

É o ego… mascarado de luz.
Que se veste de caridade,
e com voz mansa…
se alimenta das brechas do coração humano.

Manipula com doçura.
Encanta com palavras.
Aproxima-se pela compaixão…
apenas para colher das fragilidades…
o fruto do domínio.

Assim…
o jogo da conquista se torna ritual.
Um rito de poder.

Onde o necessitado vira oferenda,
e o manipulador…
sacerdote de um altar erguido
sobre carências e ilusões.

Já ouvi histórias demais…
para ainda acreditar em toda virtude que se veste de moral.

Porque há os que servem pela alma…
e há os que servem… pela vaidade de servir.

E é aí…
que até a caridade se converte em sombra,
e o amor…
sem consciência…
se torna armadilha de luz.

Obiel Filtt
Mestre Arakamby

Os Ventos Os ventos não sopram — ensinam.Eles dançam entre mundos, tocando a fronteira do visível e do invisível,carrega...
29/10/2025

Os Ventos

Os ventos não sopram — ensinam.
Eles dançam entre mundos, tocando a fronteira do visível e do invisível,
carregando nas suas asas o sussurro das verdades antigas,
aquelas que o homem esqueceu ao nascer na matéria.

Entre as formas que se erguem no tempo,as forças ocultas ocultam-se ainda mais,pois o sagrado se vela para ser revelado apenas
àquele cujo coração aprendeu a ouvir o silêncio.

As Entidades não têm nomes:
elas assumem frequências.
O nome de trabalho é apenas a veste astral de sua vibração,
enquanto o nome cabalístico dorme nas esferas do Verbo primordial.

O não iniciado vê um nome;
o iniciado percebe uma chave sonora —uma senha vibratória que abre portais no espaço interno.

Toda forma-pensamento gerada no campo mental
é o reflexo de uma consciência em movimento.
Assim, o médium é o espelho,
e o reflexo, o ensinamento.

A Iniciação é o reencontro da Alma com seu próprio som.
No templo, o rito desperta o poder da Palavra Dourada,
que modela a energia,
transforma o sopro em fogo,
e o fogo em consciência.

A Verdade não se move: ela pulsa.
É o eixo onde o tempo se curva e o espaço se expande,
sem distorção, sem forma, sem limite.

Os Orixás — mestres dos elementos permitem que o buscador atravesse o limiar da ignorância,
mergulhando no mistério da própria existência.

Templo é o Corpo que aprende.
Médium é o Espaço que respira.
Iniciação é a Alma que recorda.

Quando as três formas se alinham,
o aprendiz ascende,
e o Vento, antes apenas ar,
revela-se como Sopro Divino:
a respiração secreta de Deus dentro do homem.
Motumbá Asé.

Obiel Filtt
Mestre Arakamby

Astronauta Por Obiel Filtt – Mestre ArakambyTemplo Caboclo GuaracyTalvez, para a Umbanda, o maior desafio seja expressar...
17/05/2025

Astronauta

Por Obiel Filtt – Mestre Arakamby
Templo Caboclo Guaracy

Talvez, para a Umbanda, o maior desafio seja expressar, com clareza e fidelidade, aquilo que verdadeiramente é.

Por abrigar em si uma diversidade de aspectos historicamente marginalizados, a Umbanda carrega um árduo caminho de afirmação. Atualmente, dentro de muitos terreiros, observam-se práticas que se distanciam — e até se opõem — à sua verdadeira essência. São toneladas de movimentos que não pertencem a ela, mas sim a médiuns mal formados, que confundem o sagrado com a vaidade e o poder pessoal.

Umbanda não se resume ao corpo mediúnico ou ao transe espiritual. Ela é também arte, filosofia, ciência e consciência. E essas consciências precisam ser despertas antes de qualquer iniciação verdadeira.

Infelizmente, há movimentos ocultos dentro da própria Umbanda genuína, com o intuito de apagar seu brilho fraterno e seu apogeu espiritual.

Hoje, ela enfrenta o seu terceiro grande desafio diante da coletividade social.
No primeiro momento, ressurgiu com força, superando todos os obstáculos.
No segundo, demonstrou, para os que verdadeiramente a estudam, a projeção de um novo horizonte espiritual.
Agora, neste terceiro momento, os desafios são ainda maiores — e exigem de nós mais lucidez, mais firmeza e mais amor pela sua essência.

Sigo como um simples jardineiro dentro desse movimento, compartilhando tudo o que aprendi ao longo de mais de vinte anos de caminhada com a Umbanda.
Com humildade, sigo plantando, mesmo diante das tempestades, porque acredito na força da raiz.

*Deturpação dos Itans* Ao longo dos séculos as Religiões Afro-Ameríndias têm sido alvo de difamação, deturpação e margin...
31/03/2025

*Deturpação dos Itans*

Ao longo dos séculos as Religiões Afro-Ameríndias têm sido alvo de difamação, deturpação e marginalização no Brasil. Infelizmente, esse cenário não mudou completamente nos dias de hoje. Além das perseguições externas, encontramos pessoas que se dizem pertencentes às Religiões Afro-Ameríndias mas que demonstram incerteza e distanciamento da verdadeira por meio de comportamentos pejorativos. Muitas vezes, atribuem às entidades, características distorcidas e de ma compreensão.
Há aqueles que utilizam a religiosidade como um meio de fugir de suas próprias mazelas ou até mesmo de alimentar o próprio ego. Dessa forma, distorcem os propósitos das entidades, cuja função é promover igualdade e justiça. Esse fenômeno ocorre, em grande parte, devido à iniciações mal compreendidas e conduzidas sem o devido preparo. A verdadeira iniciação não se resume ao assentamento do Orixá ou do Ori bara a compreensão profunda e transmitida por um verdadeiro Babalorixá ou Ialorixá aos seus discípulos.
Infelizmente, muitas pessoas deturpam as Religiões Afro-Ameríndias de maneira prepotente e irresponsável. Criando e divulgando nomes pejorativos para entidades que, na realidade, não existem. Esses nomes, muitas vezes frutos do animismo de determinados médiuns que foram mal desenvolvidos, e acabam por reforçar estereótipos negativos e marginalizar. É comum vermos, circulando na internet, denominações como : “Maria dos Sete Puteiros”, “Malandrinho da Encruzilhada” e os mais difamados são os Exus, nomes que qualquer pessoa com um mínimo de discernimento perceberia o tom ofensivo e distorcido e não dará crédito.
Os grandes Babalorixás e Yalorixás do Brasil são exemplos de respeito e compromisso com as tradições. Em nenhuma casa séria encontraremos entidades se apresentando com nomes que carregam conotações negativas. Isso porque há um processo de elevação e entendimento sobre o propósito espiritual para humanidade. A perpetuação apenas contribui para marginaliza ainda mais as Religiões Afro-Ameríndias.

Obiel Filtt
Mestre Arakamby

Amacy: A Renovação do Ori e a Força da TradiçãoO Amacy não é apenas um rito. É um chamado. Um renascimento. Um momento s...
30/03/2025

Amacy: A Renovação do Ori e a Força da Tradição

O Amacy não é apenas um rito. É um chamado. Um renascimento. Um momento sagrado em que a essência do axé se derrama sobre o Ori e o Bara, fortalecendo o espírito e alinhando destinos.
Realizados anualmente nos Ilês, o Amacy é a consagração do Ori e Bara, através das ervas sagradas e preparadas com muito respeito. Cada folha escolhida carrega o segredo do axé. Cada gota que toca a pele, traz a força dos ancestrais, proporcionando equilíbrio e saúde.
Quem deve participar do Amacy?
O Amacy é para aqueles que buscam mais do que respostas. Buscam pertencimento, raiz e iniciação. É um dos primeiros ritos a ser vivenciado, independentemente se o discípulo já seja iniciado ou não.
Mas seu poder vai além. O Amacy não pertence apenas ao iniciado. Ele se estende à comunidade. Um presente do Babalorixá ou Iyalorixá para seus filhos e adeptos. É um elo que fortalece, um axé compartilhado que pulsa e une.
Por que o Amacy é tão essencial?
Porque é o começo. O primeiro passo na busca do sagrado.
Esse rito, de extrema importância e profundidade, não é apenas um gesto. É a transmissão do axé para o Ori e o Bara do médium. É a reafirmação do compromisso com os Orixás, com a ancestralidade,
Infelizmente, em algumas casas, essa tradição iniciática vem se perdendo, ritos tão essenciais… Mas não aqui.
Nós, da Casa do Caboclo Guaracy, Ilê Axé Funfun Ajagunã, seguimos preservando e vivendo essa tradição. Assim como, mantemos vivos outros ritos fundamentais:
✅ Rito da Mata – A imersão na energia da floresta e dos encantados.
✅ Rito da Praia e da Encruzilhada – A conexão com o infinito e os caminhos do destino.
Seguimos firmes, comprometidos e reverentes. Mantendo a chama do conhecimento acesa, garantindo que nossas tradições não apenas sobrevivam, mas floresçam, e continuem a transformar-se em axé.
Porque enquanto houver axé, a sabedoria continuará.

Mestre Arakamby

Obiel Filtt

Endereço

Avenida Leopoldo Leite, Nº 1040/Bairro Campo Grande, Jacareí/
Jacareí, SP
12319441

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