25/12/2024
Jesus nasceu pobre, na simplicidade de uma manjedoura de Belém.
Muito diferente dos personagens históricos tão enaltecidos por nós (encarnados), o Mestre separou a história em dois tempos: antes e depois d’Ele.
Sua mensagem foi vivida, exemplificada.
Dois mil anos depois e ainda estamos aprendendo a compreender sua Boa Nova.
Em seu discurso do monte, conhecido como as Bem-aventuranças (descrito em sua íntegra pelo evangelista Mateus em seu capítulo 5) Jesus nos deixou a orientação de como construirmos as virtudes necessárias para nossa evolução.
A primeira bem-aventurança nos faz refletir sobre a humildade que Jesus ensinou com seu nascimento: em uma estrebaria de Belém, encarnou na Terra em meio à posse do necessário. Onde nós, ainda muito apegados aos bens materiais, enxergamos animais e roupas singelas, Maria e José nos mostraram a maior riqueza - o amor.
Só conseguimos compreender o roteiro das Bem-aventuranças se os acompanharmos com os eventos da trajetória do Cristo entre nós. Ele nos mostrou a resignação, a paciência, a justiça, a misericórdia, a pureza de coração, a promoção da paz e, ainda assim, superou todas as perseguições por causa da justiça e de sua mensagem. E, por fim, finalizou sua estada entre nós, no suplício do madeiro.
Nos ensinou que somos capazes de sermos luz, através da indulgência para com o próximo e conosco mesmo, praticando o perdão e vivendo a caridade em todos os seus aspectos.
Nasceu e viveu entre os desprezados pela sociedade da época. Ajudou leprosos, ricos, deficientes de toda natureza, famintos de comida e de paz, viúvas, órfãos, cobradores de impostos.
E viveu amando e exemplificando, sem armas, sem ter onde descansar a cabeça – somente na posse do necessário. Como bem reflete Emmanuel no livro “Religião dos Espíritos”, “os personagens de tua epopeia chamam-se ‘O cego Bartimeu’, ‘o homem de mão mirrada’, ‘o servo do centurião’, ‘o mancebo rico’, ‘a mulher cananeia’, ‘o gago de Decápolis’, ‘a sogra de Pedro’, ‘Lázaro, o irmão de Marta e Maria’...
Para alcançarmos o Reino dos Céus, destino final da estrada das Bem-aventuranças, é preciso que deixemos a mensagem do Cristo nascer em nós. Que a simplicidade da manjedoura nasça em nossos corações para que acolhamos a paz e a luz do Cristo. Que possamos trabalhar nosso egoísmo e enxergar os que sofrem preconceitos de todo tipo, os leprosos, os famintos, os órfãos e todos os necessitados de nossos dias.
Que o Natal nos lembre de fazermos nascer em nós o perdão, a indulgência, a caridade e a gratidão.
E, por fim, louvemos em prece ao Mestre como nos ensina Emmanuel: “Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!”