Capela São Cristóvão

20/04/2013
13/04/2013

Eucaristia, manjar de vida
Ela nos sustenta no meio das aflições que encontramos neste mundo

É muito belo, meus irmãos, passar de uma festa para outra, de uma oração para outra, de uma solenidade para outra. Aproxima-se o tempo que nos traz um novo início e o anúncio da Santa Páscoa, na qual o Senhor foi imolado.
Do Seu alimento nos sustentamos como de um manjar de vida, e a nossa alma delicia-se com o Sangue precioso de Cristo como numa fonte. Contudo, temos sempre sede desse Sangue, sempre O desejamos ardentemente, mas o nosso Salvador está perto daqueles que têm sede, e na Sua bondade, convida todos os corações sedentos para o grande dia da festa, dizendo: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba” (Jo 7,37).
Sempre que nos aproximamos d'Ele para beber, Ele nos mata a sede; sempre que pedimos, podemos nos aproximar do Senhor. A graça é própria desta celebração festiva, não se limita apenas a um determinado momento; nem seus raios fulgurantes conhecem ocaso, mas estão sempre prontos para iluminar as almas de todos que o desejam. Exerce contínua influência sobre aqueles que já foram iluminados e se debruçam, dia e noite, sobre a Sagrada Escritura. Estes são como aquele homem que o Salmo proclama feliz quando afirma: “Feliz aquele homem que não anda conforme o conselho dos perversos; não entra no caminho dos malvados nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar” (Sl 1,1-2).
Por outro lado, amados irmãos, o Deus que, desde o princípio, instituiu esta festa para nós, concede-nos a graça de celebrá-la cada ano. Ele que, para nossa salvação, entregou à morte Seu próprio Filho, pelo mesmo motivo nos proporciona esta santa solenidade que não tem igual no decurso do ano.
Esta festa nos sustenta no meio das aflições que encontramos neste mundo. Por ela, Deus nos concede a alegria da salvação e nos faz amigos uns dos outros. Conduz-nos a uma única assembleia, unindo espiritualmente a todos em todo lugar, concedendo-nos orar em comum e render comuns ações de graças, como deve-se fazer em toda festividade. É este um milagre de sua bondade: congrega, nesta festa, os que estão longe e reúne, na unidade da fé, os que, porventura, encontram-se fisicamente afastados.


Santo Atanásio, Bispo – Século IV

13/04/2013

Oração na hora do Sofrimento

Ó Pai, vede os sofrimentos de Vossos filhos, vede o momento difícil pelo qual passamos. Pai, é chegada a hora, glorificai Vossos filhos, sustentando nossa fraqueza, para que também Vos glorifiquemos manifestando Vosso poder. Pai, se for possível, afastai de nós este cálice. Mas nosso entendimento não penetra Vosso plano de amor e se não for conforme a Vossa vontade, se temos de beber este cálice de amargura, ajudai-nos com a força de Vossa graça, para que possamos repetir, não só com os lábios, mas também com o coração a oração de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras: “Faça-se como Vós quereis, não como nós queremos”.
Muitas vezes somos perseguidos, humilhados, injustiçados. Dai-nos perceber que o discípulo não é maior que o mestre e que Cristo vive em nós e os mistérios de Sua paixão redentora. Ajudai-nos a superar todo o ressentimento e a rezar como Vosso Filho na Cruz: “Pai, perdoai-lhes”.
Sabemos que Vosso plano de amor, muitas vezes nos coloca na cruz. Que ele se realize em nós, para que possamos repetir confiantes a última oração de Vosso Filho: “Em Vossas mãos, ó Pai, entrego Meu Espírito” e, assim esperarmos, tranquilos, que Vosso poder se manifeste na glória de nossa ressurreição.
Amém.

PROF. FELIPE AQUINO

13/04/2013

MENSAGEM:
Em que consiste a nossa felicidade?

Somente quando estamos ancorados na vontade de Deus é que somos verdadeiramente felizes. Não é o quanto possuímos ou sabemos; os amigos que temos ou não temos que nos tornam mais ou menos felizes. É Jesus Cristo a fonte de felicidade.

É na vontade de Deus que encontramos a felicidade inesgotável, porque esta é uma fonte da qual jorra a alegria por toda vida até a eternidade.

Jesus, eu confio em Vós!

12/04/2013

MENSAGEM:
Os obstáculos precisam ser transpostos

Quando temos um ideal, precisamos persegui-lo até o alcançarmos com a graça de Deus. Os obstáculos que encontramos no caminho não devem nos fazer desistir; pelo contrário, devem fortalecer a nossa confiança em Nosso Senhor Jesus Cristo e nos fazer avançar.

Há uma palavra que deve permear toda a nossa vida, sobretudo quando tudo nos parecer nublado: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece” (Fl 4,13).

Hoje é o dia de recobrarmos o ânimo e recomeçarmos a nossa vida do ponto em que paramos, porque Deus está conosco e para Ele nada é impossível.

Jesus, obrigada porque o Senhor é a nossa força e o nosso sustento na caminhada.

Jesus, eu confio em Vós!

HOMILIA DIÁRIATodos somos chamados a cooperar com Cristo 12de abril 2013Irmãos e irmãs, uma característica do Evangelho ...
12/04/2013

HOMILIA DIÁRIA
Todos somos chamados a cooperar com Cristo

12de abril 2013


Irmãos e irmãs, uma característica do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, é a insistência no senhorio de Cristo, o qual se manifesta antes mesmo do seu Mistério Pascal (Paixão-Morte-Ressurreição). Jesus é o Senhor em todos os momentos de sua história terrena e circunstâncias, ainda que tenham existido no passado – e até hoje – fatos que pareçam comunicar o contrário.

Na perícope evangélica apresentada pela Sagrada Liturgia em Jo 6,1-15 nos é apresentado Jesus, os apóstolos e uma multidão faminta do Pão da Palavra, mas também necessitada do pão como alimento material. É Jesus, o Pão Vivo descido do Céu, quem mais ama imensamente a humanidade, e por isso se revela o mais sensível ao homem integral e suas necessidades básicas e transcendentais.

Então a Boa Nova apresenta o Senhor tomando, incansavelmente, a iniciativa do diálogo: «Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?» (v.5). São João faz questão de ressaltar: «Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer» (v.6). Como é belo e verdadeiro constatarmos que o senhorio de Cristo não se impõe, revelando-se assim, um Deus sensível e amoroso, sem deixar de ser Onipotente e Todo-Poderoso. Ele não é tirano e nem déspota!

A Santíssima Trindade, que é Comunhão divina, plena e total das três Pessoas, revela-se como fonte e paradigma de comunhão e participação para o ser humano e a Igreja de Cristo. Retornando ao Evangelho e sua dinâmica, percebemos que pedagogicamente o Senhor Jesus estabelece um diálogo, dá tempo para pensarem a realidade, até que num ato realista possam reconhecem a verdade, mas sem fechar as portas para o impossível, que somente Deus poderia realizar: «Filipe respondeu: Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro disse: Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?» (vv.7-9). E pela Palavra e Poder do Espírito Santo, o Ungido do Pai realizou o milagre da multiplicação dos pães e peixes, em prol daquela multidão e também, a favor de cada um de nós!

Jesus, com os apóstolos, forneceram o pão do sustento corporal às pessoas daquele tempo, os quais se alimentaram com as mãos e pela boca. A nós, depois de mais de dois mil anos, o alimento espiritual da Verdade que liberta, entra em nós pela escuta e fé no Cristo que sempre é atual, pelo Espírito Santo: «Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre» (Hb 13,8).

Claro que é perceptível nos Evangelhos que as palavras e sinais de Cristo, anunciadores do Reino dos Céus e Fundador de Sua Igreja, revelam-lhe como causa primeira de todo o bem que salva. Mas nem por isso os discípulos estão dispensados de cooperarem com o seu Mestre e Senhor, ainda que seja um desafio de fé e razão a relação do homem com o Deus que procura agir também por causas segundas.

O Papa Emérito, em seu último livro, traduziu muito bem estes dois pólos de uma possível comunhão e participação: «Graça e liberdade compenetram-se mutuamente, e não podemos encontrar fórmulas claras para exprimir o seu operar uma na outra» (BENTO XVI, A infância de Jesus, 67). No entanto, o querer e procurar a Vontade de Deus sempre será parte nossa e meio de participação e comunhão com os desígnios do Senhor na história pessoal, família e eclesial.

O resultado de uma resposta generosa à generosidade primeira de Deus está muito bem representado neste mesmo Evangelho: «Recolheram os pedaços e encheram dozes cestos com as sobras dos cinco pães, deixada pelos que haviam comido» (Jo 6, 15). Não é difícil percebermos a carga simbólica agregada a este acontecimento histórico, quando ao mistério da Eucaristia, que o próprio evangelista escolheu expressar no mesmo capítulo, um pouco mais à frente, no discurso sobre o Pão da Vida (cf. Jo 6, 30-58).

Por fim, os primeiros discípulos de Cristo experimentaram o poder de Deus, presente e atuante no Filho e por meio d´Ele, agora no mesmo Espírito Santo que o acompanhou em toda a sua caminhada terrena. Precisamos aceitarmo-nos como profundamente amados e chamados a cooperarmos com o Amor, que quer “multiplicar” os corações tocados e comprometidos com a transformação deste mundo sedento de um alimento que o leve a reconhecer e proclamar: «Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo» (Jo 6,14).

Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova









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Mais uma vez, estamos diante dos opostos, característicos de São João: céu/terra. Enquanto o homem Adão foi tirado da terra e, por isso, à terra pertence, o Homem Jesus vem do céu e, por isso, ao céu pertence. Suas palavras e ações são de onde Ele veio.

EVANGELHO DO DIAEvangelho (João 6,1-15) Sexta-Feira, 12 de Abril de 2013 2ª Semana da Páscoa— O Senhor esteja convosco.—...
12/04/2013

EVANGELHO DO DIA
Evangelho (João 6,1-15)


Sexta-Feira, 12 de Abril de 2013
2ª Semana da Páscoa



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”.15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




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Venham todos participar com a Gente da Santa Missa!
11/04/2013

Venham todos participar com a Gente da Santa Missa!

11/04/2013

Evangelho (João 3,31-36)

Quinta-Feira, 11 de Abril de 2013
Santo Estanislau

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



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Dia 06 e 07 de Abril Jesus nos concede essa mesma Missão; "Vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso...
03/04/2013

Dia 06 e 07 de Abril Jesus nos concede essa mesma Missão; "Vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." Amados é chegada a hora de Proclamarmos o CRISTO RESSUSCITADO, é chegado a hora de Proclamarmos a Misericórdia de DEUS.

Nesse Final de Semana estaremos vivendo o "Domingo da Divina Misericórdia", onde a Igreja Declara: “Deus é amor e misericórdia!”
A MISSÃO agora é Nossa, pois Cristo continua presente em cada ato de amor que realizamos pelos seus.
VAMOS JUNTOS PROCLAMAR A MISERICÓRDIA DE DEUS... "Onde abundou o pecado, superabundou a graça!" (Rm 5, 20.)
Não deixem de estar Conosco. Estamos recebendo uma grande graça, pode realizar uma Missão, na FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA!

TODOS JUNTO PROMOVER A CIVILIZAÇÃO DO AMOR!
QUE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO ESTEJA A NOSSA FRENTE. QUE DEUS NOS ABENÇOE. AMÉM!

Está chegando, vamos Evangelizar!!!
03/04/2013

Está chegando, vamos Evangelizar!!!

03/04/2013

Homilia: O caminho requer capacidade de mudar!

Lucas é o único que narra a volta de dois discípulos de Jesus para a cidade de Emaús, após terem vivenciado o martírio de seu Mestre, em Jerusalém.
Jesus havia morrido e uma sensação depressiva tomava conta de Seus muitos discípulos - não apenas de Seus doze apóstolos. Cada um fugiu como pôde da presença das autoridades que queriam incriminar a todos os que seguiram Aquele que agora estava morto, por conta deste ter levantado tanta insurreição e contradição em Jerusalém e circunvizinhanças.
Aqueles dois discípulos sabiam de tudo. Tinham todas as últimas informações sobre a vida e a morte de uma pessoa conhecida deles. Mas não sabiam que Aquele que a eles se dirigia – e que outrora estivera morto e agora estava vivo – era a própria fonte de toda vida, o único capaz de lhes tirar daquele estado de profunda angústia.
Porque “sabia-se e sabe-se de tudo”, mas desconhece-se, ainda, o que o Senhor pode fazer, pois Ele é uma resposta que não mais agrada a uma sociedade encantada por tudo o que aprendeu e sabe fazer e ter.
Jesus faz menção de ir embora, mas os dois O convidam a repousar na cidade deles, já que a hora avançara bem. Jesus aceita o convite e compartilha com eles do pão. A partilha fraterna, a solidariedade e o amor constituem a prática que a todos revela a presença viva do Senhor nas comunidades e no mundo. É reconhecido, neste instante, mas desaparece do meio dos dois, segundo o texto.
Comentando o estranho episódio, um deles diz: “Por acaso não ardia o peito dentro de nós enquanto Ele nos falava aquelas coisas?”.
Estar a caminho, à procura, exprime a situação da nossa vida. O caminho requer, também, capacidade de mudar. A Bíblia indica-nos qual é a direção melhor, aquela que nos dá a liberdade dos filhos de Deus. Descubramos que nossos companheiros de viagem são especialmente as pessoas que sofrem. Reconheçamo-nos a nós mesmos como portadores de sofrimentos e necessitados de acompanhamento.
Em nossas convivências, como os dois discípulos a caminho para Emaús, falemos das coisas da vida, de acontecimentos e problemas concretos. Deus faz-se presente na história e indica-nos a direção duma mudança capaz de oferecer uma grande alegria. Então, como os discípulos, também nós diremos: “Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito, quando Ele nos falava na estrada e nos explicava as Sagradas Escrituras?”
Padre Bantu Mendonça
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