Centro Espirita Bezerra de Menezes - Jaboticabal/SP

Centro Espirita Bezerra de Menezes - Jaboticabal/SP O Centro Espírita Bezerra de Menezes tem por meta divulgar e ensinar os princípios basilares que resultaram na Doutrina dos Espíritos.

O Centro esforça-se por manter a união dos frequentadores em relação ao comportamento espírita no seu dia-a-dia.

10/05/2026

MÃES QUE FICAM, MÃES QUE PARTEM

Há vínculos que não se desfazem com o tempo, nem se encerram com a distância. Alguns laços permanecem como presença silenciosa, sustentando a vida mesmo quando parecem estar ausentes.

O amor verdadeiro não se apressa, não exige provas. Quando os dias se transformam, quando a vida muda de ritmo e as certezas parecem frágeis, esse amor continua sendo referência.

Nas expressões desse amor, encontramos as mães que ficam.

Estão no cuidado diário, no olhar atento, na palavra que orienta sem ferir. Acompanham de perto, até mesmo quando os filhos seguem caminhos próprios.

Sua presença é chão firme, ainda que nem sempre percebido. São mães que aprendem a amar respeitando, que sabem soltar sem abandonar, confiar sem se ausentar.

Ficam, muitas vezes, sem ser notadas. Ficam no cotidiano, nos gestos repetidos, nas pequenas preocupações que ninguém vê. Ficam sustentando a vida, embora possam não ser agraciadas com reconhecimentos ou aplausos.

Existem mães que partem.

Às vezes, cedo demais. De outras, depois de uma longa caminhada. A ausência dói. A rotina muda. A saudade ocupa espaços antes preenchidos por gestos simples.

Porém, o amor vivido não se perde. Ele se transforma em memória, em valor aprendido, em força interior que sustenta os dias mais silenciosos.

Nos primeiros tempos, a falta parece insuportável. Contudo, aos poucos, o que era dor se torna referência. O que era ausência se transforma em base emocional para continuar caminhando.

O importante é que essas mães continuam.

Continuam no gesto que ensinaram, no conselho que ecoa quando as decisões se fazem presentes. Continuam no modo como enfrentamos as dificuldades, na coragem de seguir, na maneira de cuidar do outro.

O amor verdadeiro não conhece despedidas definitivas. Ele se converte em presença íntima, em voz interior que inspira e consola.

Essas mães continuam como uma força serena, que não manda, mas orienta. Que não impõe, mas acolhe. Uma presença que habita o interior da vida.

Aqueles que amamos de verdade permanecem conosco, sustentando a caminhada, mesmo quando a presença já não é visível. Amor verdadeiro não se perde nas alterações do tempo. Ele se torna parte de quem somos.

A maternidade é mais do que presença física. É laço espiritual. É compromisso de amor que atravessa a existência. Mães ficam, mães partem, mães continuam. Tudo isso porque o amor que ama jamais fenece.

Onde houver amor verdadeiro, sempre haverá presença.

Redação do Momento Espírita

29/04/2026

BUSCANDO O CENTRO ESPÍRITA

As pessoas que procuram o Centro Espirita, esperando benefícios que possam resolver sua vida, apresentam usualmente, um ou todos os problemas que relacionamos abaixo:
• enfermidades fisicas;
• disturbios psíquicos;
• dificuldades sociais, familiares ou profissionais.
Imaginam que os mediuns e os bons espiritos irão resolver os problemas para eles. Isso é muito natural e compreensivel porque não têm ainda o conhecimento necessário para uma correta interpretação. Até porque, já receberam de alguém de fora ou até mesmo em algum Centro Espirita, a informação de que os espiritas podem fazer muito por eles, verdadeiros "milagres".
Infelizmente, tais dirigentes não estavam adequadamente bem informados sobre o mecanismo e o alcance do tratamento espirita. Deste modo, os candidatos ao beneficio chegam desejando e aguardando resultados rápidos e eficazes. Quando tais resultados não chegam, ou demoram, decepcionam-se com o que ele imaginavam ser a Doutrina Espirita; não crêem mais na Instituição e, não raro, afastam-se falando mal. Numa situação dessa, todo mundo perde: os que procuram o Centro, porque não receberam nada de concreto e os trabalhadores espiritas, porque não conseguiram efetuar o bem que pretendiam, apesar de terem dispendido parte do seu tempo e do seu trabalho.
Temos, então, que esclarecer: há no tratamento espirita bem planejado, dois tipos de incumbencias: uma para o Centro Espirita, outra para o próprio interessado. As vezes este ultimo não está disposto a fazer a sua parte; então não há muito a fazer a não ser esperar que sua hora chegue, pois a fruta não amadurece antes da hora.
Nem todos os problemas fisicos, psiquicos ou sociais são produzidos por espiritos maus, mas as vezes, eles podem complicar as coisas. Cada um desses acontecimentos podem estragar a alegria de viver, alterar a crença na própria vida, eliminar as esperanças das pessoas, e é neste momento que os espiritos desorientados podem agir com mais facilidade. Ocorreu aí a falha no sistema de proteção pessoal.
Resumindo: ou`os espiritos inimigos produzem os males diretamente através da somatização de enfermidades geradas por eles na mente do individuo; ou agem nas brechas criadas por outras causas, se aproveitando delas para agravar as situações.
Por isso, repetimos mais uma vez, que o esclarecimento e a consequente utilização dele, produzem resultados reais e duradouros, verdadeiras aquisições espirituais que "a traça não come e a ferrugem não corroi".

29/04/2026
30/03/2026

AMOR FRATERNAL

Os que nascemos em uma mesma família estamos unidos pelos laços de sangue que, no entanto, não configuram laços de amor necessariamente.
Não é raro irmãos terem ciúme e inveja uns dos outros, criando dificuldades de relacionamento.
Ou chegarem mesmo à agressão, à usurpação dos direitos e bens uns dos outros.
Contudo, quando os laços afetivos existem, é comovedor observar a dedicação de alguns irmãos.

Soubemos da história de uma garotinha de cinco anos de idade.
Seu irmãozinho, de oito anos, foi diagnosticado com leucemia.
Exames, internamentos, quimioterapia. Tudo o que a medicina oferece aos portadores dessa enfermidade.
Certo dia, a mãe tomou a menina entre seus braços e explicou que o irmão ficaria num hospital, durante algum tempo.
Ele precisava de um tratamento especial.
Explicou também que, quando ele voltasse, ela não se assustasse porque, por causa do tratamento, ele teria perdido todo seu cabelo.
Recomendou que ela não risse ou fizesse brincadeiras quando visse a carequinha do irmão.

A menina ouviu com atenção e ficou calada. A mãe acreditou que ela não havia entendido bem.
Dias depois, os pais foram buscar o garoto no hospital. Quando o carro chegou na frente da casa, a garotinha olhou pela janela do primeiro andar e sorriu.
Seu irmão estava de volta. Na cabeça, um boné vermelho. Correu para o banheiro, tomou a tesoura de sua mãe e concretizou o plano que estava em sua cabecinha, desde a conversa com a mãe.
Pouco depois, desceu as escadas aos pulos. Abriu a porta no exato momento em que o irmão chegava.

Ela o olhou por um segundo. Então, estendeu para ele as mãozinhas cheias de seus próprios cabelos.
Ele olhou para a irmãzinha e viu que ela trazia os cabelos desalinhados, mostrando que os havia cortado, do jeito que pudera.
Um lado mais curto do que o outro, as franjas tortas como se fossem degraus de uma escada mal construída.
Ela não disse nada. Nem ele. Os pais observavam, atônitos.
Então, o garoto tomou nas suas mãos os cabelos que a irmã lhe oferecia e, com um sorriso largo, tirou o próprio boné e colocou na cabecinha dela.
Depois, ajoelhou-se e ambos se abraçaram longa e demoradamente.
* * *
Amor fraternal é a mais fundamental espécie de amor. É a que alicerça todos os tipos de amor.
Se desenvolvemos a capacidade de amar a um irmão consanguíneo, não podemos deixar de amar, na sequência, a todos os demais irmãos.

O amor fraternal é o amor entre iguais. Iguais por sermos todos Espíritos, filhos do mesmo Pai.
Iguais, na Terra, por estarmos na condição humana.
Se pensarmos nas diferenças de talento, inteligência, conhecimento, veremos que são pequenas se compararmos com a identidade essencial, comum a todos nós.
O amor é uma força ativa no homem. Uma força que irrompe pelas paredes que o separam de seus semelhantes.

Redação a partir de cenas do vídeo "Gesto de Amor", de autoria desconhecida

16/03/2026

A PINTURA DA PAZ

Certa vez, houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.
Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.
O primeiro retratava uma imensa pastagem, com lindas flores e borboletas que bailavam no ar, acariciadas por uma brisa suave.
O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve, em meio ao azul anil do céu.
O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar, em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.
Para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.
Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
Como este quadro tão violento pode representar a paz, sr. Juiz?
E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:
Vocês repararam que, em meio à violência das ondas e à tempestade, há numa das fendas do rochedo, um pássaro com seus filhotes dormindo tranquilamente?
E os pintores sem entender responderam: Sim, mas...
Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:
Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que, mesmo nos momentos mais difíceis, nos permite repousar tranquilos.
* * *
Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade...! Não é difícil entender.
Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranquila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.
Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro, que repousava serenamente com seus filhotes representa a nossa consciência.
A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranquilo e nossa consciência arder em chamas e estar tumultuada.
A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós.
É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção.
Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, abrindo portas dentro da sua própria intimidade.

Redação do site Momento Espírita

01/03/2026

AS PALAVRAS CORRETAS

Um suéter cinza, largado sobre a carteira vazia de Tommy, lembrava o menino desanimado que acabara de sair da sala do terceiro ano, com seus colegas.

Logo, os pais de Tommy, que haviam acabado de se separar, chegariam para uma reunião, convocada pela diretora para falar sobre o mau desempenho escolar e o comportamento insubordinado de seu filho. Nenhum deles sabia que a diretora havia chamado o outro.
Tommy, filho único, sempre fora feliz, gostava de cooperar e era ótimo aluno.

A responsável pela escola havia pensado, por alguns dias, em como poderia mostrar para aquele pai e aquela mãe, que as recentes notas insuficientes representavam a reação de uma criança magoada com a separação dos pais.
A mãe de Tommy entrou e se sentou em uma das cadeiras que havia perto da mesa da diretora. Em seguida, o pai chegou.
A pontualidade dos dois evidenciava sua preocupação. Eles se olharam com surpresa e irritação.

Enquanto a diretora fazia um relato do comportamento e do rendimento escolar de Tommy, rezava para encontrar as palavras capazes de ajudar aqueles pais a perceber o que estavam fazendo com o filho.
Mas as palavras não vinham.
Ela pensou, então, em lhes mostrar um dos trabalhos de Tommy, todo borrado, feito sem cuidado, achando que poderia lhes dar a dimensão da perturbação do menino.
Era uma folha de papel amarrotada e manchada de lágrimas, um dever de inglês. Ele escrevera dos dois lados da folha, sem atender a tarefa, apenas uma frase, escrita e reescrita.

Em silêncio, ela desamassou a folha e a entregou à mãe de Tommy. Ela a leu e, sem dizer palavra, entregou-a ao marido.
Primeiro, ele franziu as sobrancelhas, depois sua face se desanuviou. Ele ficou lendo por um tempo que pareceu uma eternidade.
Finalmente, dobrou o papel cuidadosamente e o colocou no bolso, estendendo a mão para a mulher. Ela enxugou as lágrimas e sorriu para o marido. A diretora tinha os olhos marejados, mas eles nem a notaram. Ele ajudou a esposa a colocar o cas**o e saíram juntos.

À sua maneira, Deus fez aquela dedicada diretora encontrar as palavras corretas para reunir uma família. Ele a guiou até a folha do dever de Tommy, toda escrita com o angustiado desabafo do coração atribulado de um menino.
As palavras escritas foram: Querida mamãe... Querido papai... Eu amo vocês, eu amo vocês, eu amo vocês.

* * *
A união e o amor de um casal são todo o chão da confiança e das certezas e todo o céu da esperança e dos sonhos de uma criança.

O amor do casal é o gerador do núcleo familiar, e também seu alicerce mais importante.
As crianças precisam ser amadas, é certo, mas necessitam também fazer parte do amor dos pais entre si. Necessitam ser a extensão desse sentimento tão nobre.
Quando a reconciliação não for mais possível na instituição conjugal, os cuidados e a atenção aos filhos devem redobrar, para que as consequências do divórcio sejam minimizadas às crianças, evitando traumas e sofrimentos que podem permanecer para sempre.
Mesmo quando a união estiver ameaçada, nunca esqueçamos de que as palavras corretas ainda serão aquelas que expressem o amor.
Redação do Momento Espírita

17/02/2026

O NAUFRÁGIO NAS AGUAS DA INTERNET

Alice estava desnorteada, e encontrando um gato sentado sobre o galho de uma árvore, perguntou-lhe:
- O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho tomar para sair daqui?
- Isso depende muito de onde você quer ir... - Respondeu o gato com um sorriso enigmático de orelha a orelha.
- Não me importa muito para onde... - Afirmou Alice.
O felino sentenciou:
- Então não importa o caminho que você escolher. Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.
* * *
Nestes tempos de informações abundantes, de possibilidades infinitas, de tecnologia surpreendente, fazem-se necessários alguns cuidados.
Cada dia fala-se, mais e mais, sobre a triunfal entrada da Humanidade na era do conhecimento.
Exalta-se a capacidade humana de estar vivendo, a partir deste momento, um período no qual o conhecimento será a primeira riqueza.
Tudo é fonte para o conhecimento, e a principal delas é a internet.
É neste ponto que precisamos ir devagar com as coisas.
Não se deve confundir informação com conhecimento. A internet, dentre as mídias contemporâneas, é a mais fantástica e estupenda ferramenta para acesso à informação.
No entanto, transformar informação em conhecimento exige, antes de tudo, critérios de escolha e seleção, dado que o conhecimento - ao contrário da informação - não é cumulativo, mas seletivo.
Seria como alguém que entra numa dessas grandes livrarias, sem saber muito bem o que deseja.
Corre o risco de entrar em pânico, tendo a sensação de débito intelectual, sem ter clareza de por onde começar e imaginando que precisa ler tudo aquilo.
Faz-se fundamental o critério, isto é, saber o que se procura, para poder escolher, em função da finalidade que se tenha.
Os computadores e a internet têm um caráter ferramental que não pode ser esquecido.
Ferramenta não tem objetivo em si mesmo. É instrumento para outra coisa, para outro fim.
O critério, o equilíbrio nos permitirão, assim, poder utilizar desse ferramental com sabedoria, na dosagem certa, no momento adequado.
Sem critérios seletivos, muitos ficam sufocados por uma ânsia precária de ler tudo, acessar tudo, ouvir tudo, assistir tudo.
Esquecem-se de se perguntar: Eu quero isso para mim? Eu preciso disso? Para que serve? Aonde desejo ir?
Nos tempos de hoje, se não formos muito cuidadosos, corremos o risco de navegar na internet, e naufragar.
Sêneca, sabiamente, já havia dito, que nenhum vento é a favor, para quem não sabe para onde ir.
* * *
David Hume, afirmava: Por conhecimento, entendo a certeza que nasce da comparação de ideias.
Para que nasça o conhecimento é necessário pensar, comparar, conectar ideias.
Nenhuma informação poderá ser tomada por verdade, por conhecimento, antes de amadurecer dentro da alma humana.
Sabedoria não se transmite. É preciso que nós mesmos a descubramos depois de uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar.

Redação do Momento Espírita

PARA REFLEXÃO
01/02/2026

PARA REFLEXÃO

25/01/2026

DESARMANDO ESPÍRITOS

Meus caros amigos

Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês.
Gostaria muito de aqui chegar, trazendo boas notícias, bons fluidos e comunicações edificantes.
Infelizmente, estou hoje, ainda mais preocupado com tudo que tenho presenciado sobre o Orbe terrestre.
Não me refiro às calamidades e outros fenômenos geológicos, e sim, ao comportamento, às ações e à incúria do próprio homem.
Seria inacreditável, inadmissível mesmo, em época não tão distante das práticas cruéis e sanguinárias do período medieval imaginarmos o nível de violência que ainda grassa no meio de vocês.
Antigamente, se incorporava na mente popular, a figura do bandido, do malfeitor, do assassino, apenas em pessoas mais velhas. Hoje parece que a escola do crime já começa na pre´- escola.
Crianças armadas em sala de aula, disparando contra os próprios colegas; adolescentes, aproveitando-se do vazio de moralidade deixado por uma educação deficiente, praticam os mais diferentes delitos contra a sociedade, quando não, são recrutados para as fileiras do tráfico e do crime.
Jovens que não mais respeitam a autoridade, agredindo pais e professores, como sendo a volta a uma terra sem lei, e porque não, aos princípios da barbárie, que a Humanidade julgava já ter desaparecido, há mais de três séculos.
Em pleno terceiro milênio, pode-se lamentar que uma grande parcela da sociedade, representada, hoje, pelos jovens, não demonstra nenhuma esperança de contribuição à evolução moral dos próprios cidadãos com os quais convivem.
É triste, lamentável mesmo, que os princípios evangélicos não sejam praticados, diga-se de passagem, que muitas vezes nem são conhecidos.
A religiosidade parece ter sido abolida dos corações humanos. A educação moral, representada por conceitos básicos de formação do caráter de cada um, é considerada cafona, coisa de gente velha e ultrapassada.
Os atos condenáveis são praticados, conscientemente, por aqueles que, muitas vezes, não sentem sensibilizar-lhes a menor fibra de arrependimento ou de remorso em seus corações.
Meus amigos! Sei perfeitamente que isso não ocorre com a maioria dos seres encarnados. Mas, a mudança, a higienização dos costumes em seus próprios lares, deve ser preocupação constante, pois a medida que aumenta o número de laranjas podres dentro de um s**o, em pouco espaço de tempo, os demais frutos também se deteriorarão.
É o momento de cada um trabalhar para amenizar, ou se possível, tentar mudar tal situação. Essa é uma tarefa que deve começar com os jovens. Não há necessidade de pressioná-los, evocando princípios ou dogmas religiosos, porque sabemos que eles exteriorizam, nesse momento, toda a sua força interior, representada pelo caráter herdado espiritualmente, somado às experiências e exemplos observados na presente encarnação.
Para isso, não se esqueçam de que o poder das trevas tem interesse e encontram um amplo campo de ação, especialmente sobre os jovens.
Poder-se-ia começar, transmitindo noções básicas de civilidade, iniciando com a necessidade de se cultivar o respeito. Como exemplo, pode-se recorrer a um princípio divulgado a um bom tempo atrás, que ficou conhecido pela denominação de “princípio dos três erres”: 1º) Respeito a si próprio; 2º) Respeito ao seu próximo; 3°) Responsabilidade pelos seus atos.
Isso representaria um bom começo, mas o mais importante mesmo, seria a evangelização do ser, procurando seguir os passos de Jesus.
Enquanto o homem não reconhecer que nessa sua jornada terrena deverá garantir seus tesouros espirituais para o futuro, e continuar desconsiderando esse conselho, estará fadado sempre a um vazio existencial e espiritual.
Precisamos recuperar essas mentes jovens, não que sejam de espíritos neófitos, mas que se acham um tanto tumultuadas, principalmente, porque elas deverão formar a estrutura da sociedade de amanhã; e essa sociedade deverá estar imbuída da existência de Deus, da obrigação de cada um cumprir seus desígnios na presente existência, em consonância com as leis divinas. Como resultado final, estaria sendo consolidada a tão sonhada paz sobre a Terra.
Que Nosso Senhor Jesus Cristo possa continuar enviando suas energias amoráveis à Sua Terra tão querida. Conforme Ele mesmo já dissera, há mais de vinte séculos, que seriam bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque eles herdariam a Terra. Não se esqueçam disso.
Deus abençoe a todos vocês e recebam um abraço fraterno do amigo

Marcos

Mensagem psicografada recebida no Centro Espírita Bezerra de Menezes

18/01/2026

QUAL O BANQUETE ESPIRITUAL DA CASA ESPÍRITA

Você procurou a Casa Espírita porque já era de família espírita, foi convidado ou foi pela dor?
Será que não fazemos parte daqueles que estavam precisando de um alimento e fomos incentivados a participar dessa ceia espiritual?
Será que não fazemos parte daqueles pobres, coxos e estropiados que a parábola de Jesus nos ensina? (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XIII).

Tal compreensão nos leva a crer que o atendimento espiritual na Casa Espírita procura estender a mão ao irmão que está carente, sofrendo e, numa escuta sensível, identificar suas misérias ocultas, fazendo o melhor ao nosso alcance, sem qualquer forma de discriminação ou indiferença.

Fazer o melhor significa cumprir o dever do verdadeiro espírita que é jamais deixar de fazer o bem. Confortar corações aflitos; consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa é a sua missão.
Quando recebemos alguém na Casa Espírita cujo coração está tomado por dramas pessoais, são inúteis os demorados discursos doutrinários ou exposições alongadas sobre as normas e dinâmica da Doutrina. Antes de você pensar que ele deve aprender a pescar, de lhe o peixe primeiro.

É uma questão de bom senso: primeiro aliviamos o sofrimento de nosso irmão, abraçando-o fraternalmente e manifestando de tal modo o nosso sentimento de acolhida que, através do nosso olhar atento, escutando suas lamúrias através de diálogo esclarecedor, será possível estabelecer um laço de confiança para podermos ajudá-lo.

Para a segunda etapa do atendimento vamos nos informar a respeito da situação transitória de sofrimento do irmão que nos roga auxílio, muitas vezes por estar passando por tormentos financeiros ou de relacionamento.
Daí a importância do diálogo no atendimento fraterno na Casa Espírita que deve ser orientado pela necessidade primordial de lhe escutarmos a narrativa e, para tanto, precisamos abrir mão de qualquer ansiedade ou de procurar converter o outro à nossa crença.

Mesmo porque o Espiritismo é uma doutrina de livre adesão pelo raciocínio e pela maturidade do senso moral e, também, o momento do atendimento fraternal não é senão para consolar mediante breves esclarecimentos ou pela via do socorro improvisado, conforme a carência daquele que procura o atendimento espiritual.

Portanto, cabe-nos no atendimento espiritual – o acolhimento do nosso irmão na recepção, o diálogo fraterno, convite para assistir palestras e, quando necessário, submeter-se aos passes. É o alimento leve e imediato.

Curioso que muitas pessoas ficam apenas nesse antepasto. Melhoram, experimentam algum bem-estar: qualquer que seja o problema parece superado, a mente pacificada… E logo procuram a saída.

Deixam o melhor, o prato principal, representado pelo conhecimento da Doutrina, pois é esse que realmente nos alimenta e fortalece, ajudando-nos a viver de forma mais tranquila e feliz.

11/01/2026

OS OUTROS NOS AJUDAM A EVOLUIR

Quando estamos no mundo espiritual, após rever atitudes equivocadas, atos condenáveis que cometemos nas oportunidades que tivemos como encarnados, reconhecemos a necessidade de reparar os danos causados, de ajudar a levantar aqueles que caíram por nossa negligência. Então, preparamo-nos para reencarnar e rogamos ao Pai a oportunidade de receber em nosso lar, ou fazer parte da família daqueles a quem mais prejudicamos no passado.

Chegando aqui na Terra, porém, esquecemos o compromisso firmado, e continuamos a agir como o “ser humano” de antes, em que o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a intolerância, a arrogância preponderaram.
Em concordância com o Evangelho de Jesus, nos damos conta de que uma das razões pelas quais estamos aqui é para aprender a amar e compreender que não somos capazes de mudar o outro, mas que podemos mudar a maneira como o outro se sente quando estamos por perto.

Essa é uma proposta que exige dedicação, empenho, determinação, paciência e, principalmente, humildade para aceitar que aquilo que estamos vendo no outro é o que somos ou fomos, o que temos ou tivemos. Importante aceitar que a natureza não nos oferece a possibilidade de reconhecer o desconhecido, que as experiências alheias são somente setas apontando direções, apenas vivencias nos auxiliando a interpretar as nossas experiências, servindo de espelho para as mudanças que precisamos fazer em nós e, também, para entendermos as virtudes que já possuímos e precisamos continuar a cultivar.

A partir desse novo entendimento, deixamos de reclamar, passando a agradecer aqueles que tornam difícil a nossa convivência, sabendo que são os melhores instrumentos, que por misericórdia divina, estão a nossa disposição para que pratiquemos a caridade como a entendia Jesus, ou seja, a benevolência, a indulgência e o perdão das ofensas.

E quando desejamos, do fundo da nossa alma, o bem do próximo, olhamos, sorrimos falamos com doçura e nos doamos aos outros, podemos dizer que estamos evoluindo, conscientes de que o mal é incapaz de ajudar alguém, pois, o amor sempre vence o ódio, ou seja, o bem aniquila todo o mal.

Fátima Weber

Endereço

Jaboticabal, SP

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