06/07/2026
https://www.facebook.com/share/p/1BnqNRJrxz/
Comunicado à Comunidade Judaica Brasileira.
Caros chaverim.
Recebemos um relato de um estimado e honrado judeu hoje residente fora de Pernambuco, cuja essência do mesmo apresentamos a seguir:
"Hoje, 5 de julho de 2026, acordei mais cedo, por volta das cinco e cinquenta e oito, depois de um sonho muito estranho. No sonho, parecia que eu estava em uma fazenda ou chácara. Recebi a visita de alguém que, embora fosse conhecido dentro do sonho, não sei quem era na vida real. Essa pessoa me ligava dizendo que precisava falar comigo com urgência. Dizia que já estava na entrada, naquela passagem de emergência que eu havia feito, mas quando olhava pela porteira não via ninguém.Em outro momento, essa mesma figura falava novamente: “preciso falar com você urgente”. Entrávamos em um lugar que parecia uma casa de hóspedes. Perguntei se ele ficaria ali, mas respondeu que seria rápido, que só vinha tratar de um assunto muito importante. Então explicou: “vocês terão um sete de outubro aqui no Brasil e precisam se organizar”. Fiquei confuso e questionei como assim. Ele esclareceu que estavam preparando uma situação semelhante ao Sete de Outubro para a comunidade judaica brasileira e que era necessário se organizar, já que somos muitos e espalhados em diferentes lugares do país."
Diante do que me foi repassado acima, , pela natureza do aviso, embora nascido de um sonho, e exatamente por essas circunstâncias, traz uma mensagem que não pode ser ignorada. Ele nos alerta para a possibilidade de situações adversas dirigidas à comunidade judaica no Brasil.
Não cabe aqui especular ou alimentar sensacionalismos, mas sim reconhecer que a história nos ensina a estar preparados, unidos e organizados diante de qualquer ameaça.
O ponto central é a união. Independentemente de posições políticas, somos judeus — uns mais, outros menos praticantes, mas todos partícipes de um mesmo destino. Essa identidade comum deve ser a base da nossa força.
Precisamos fortalecer os laços entre sinagogas, associações, grupos comunitários e entidades culturais, criando canais de comunicação ágeis e confiáveis.
A resposta não é apenas espiritual, mas também prática. Devemos intensificar nossas tefilot e ações de tsedaká, lembrando o ensinamento dos Provérbios de que a justiça e a solidariedade nos protegem contra julgamentos severos. Ao mesmo tempo, é necessário investir em medidas concretas:
Organização comunitária: estabelecer redes de apoio mútuo em cada
cidade.
Segurança:
revisar protocolos de proteção em sinagogas e centros judaicos.
Comunicação: garantir que informações circulem de forma rápida e responsável.
Educação: preparar nossas famílias e jovens para compreenderem a importância da vigilância e da união.
Este chamado não é para o medo, mas para a responsabilidade. É um convite à ação consciente, à cooperação e ao fortalecimento da nossa comunidade. Que possamos transformar este alerta em oportunidade de crescimento coletivo, reforçando nossa fé, nossa solidariedade e nossa capacidade de enfrentar desafios.
Jefferson Linconn - Associação dos Judeus Sefarditas de PE.