01/03/2023
O vento que me rege é o mesmo vento
que me levanta, seja nos tropeços da vida ou nos dias de exaustão.
Oyá foi o meu primeiro suspiro de vida e
com certeza não será o último, pois o nosso elo ultrapassa a dimensão dos 9 céus que rasgam seus ventos.
Oyá é a mão firme que me ergue, me tira da dor e permite ter uma visão mais ampla das situações.
Quando Oyá passa na terra ninguém vê, só sente!
Oyá não se eterniza por onde passa, e mesmo assim, ninguém esquece Oyá.
O vento é livre, domina os céus e
quando pisa na terra faz o chão tremer, tira tudo do lugar.
Faz o impossível virar possível. Oyá multiplica, se desdobra e jamais deixa um filho sem resposta.
Ela é o amor de Xangô e a menina dos olhos de Ogún.
O fogo que arde, o sentimento que pulsa do lado de dentro e trás aquela sensação gostosa de se sentir vivo!
Oyá é a certeza da vitalidade, da juventude, da alegria.
Oyá é livre! Oyá é força feminina que faz muito homem se curvar.
Alguns até morrem de amor, outros de raiva.
Ela é assim, ela é Oyá!
Quem não tiver uma, que arrume!
Texto e Arte: Autores desconhecidos