Igreja Sal da Terra Manifesto Ituiutaba

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Grupo cristão que se reúne em Ituiutaba para compartilhar a Palavra de Deus, com o propósito de atuar na sociedade de forma a comunicar por meio de ações práticas a simplicidade do evangelho de Cristo.

16/01/2019

(...)nunca devemos fazer nada que torne mais difícil para qualquer pessoa o ser cristão; e que isto bem pode significar renunciar a algo que é correto e seguro para nós, por causa do irmão mais fraco. A liberdade cristã nunca deve ser usada de tal maneira que danifique a vida ou a consciência de outro. ( willian Barclay)

06/01/2019

PG MANIFESTO, O retorno, 05/01.
Não há nada de novo debaixo do sol, a igreja sempre foi a mesma desde seus primórdios.
Atos 15.
1Alguns homens, que haviam descido da Judeia, passaram a ensinar aos irmãos: “Se não vos circuncidardes conforme a tradição instituída por Moisés, de forma alguma podeis ser salvos!” 2Por este motivo, Paulo e Barnabé tiveram uma acirrada divergência com eles. E os irmãos decidiram que Paulo e Barnabé, juntamente com outros, deveriam subir até Jerusalém e tratar dessa questão com os apóstolos e com os presbíteros. 3A Igreja os enviou e, quando estavam atravessando a Fenícia e Samaria, compartilharam como havia acontecido a conversão dos gentios, notícias essas que alegraram sobremaneira o coração de todos os irmãos. 4Tendo eles chegado a Jerusalém, foram muito bem recebidos pela Igreja, pelos apóstolos e por todos os presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus havia realizado por intermédio deles. 5Entretanto, alguns do grupo religioso dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se protestando: “É necessário circuncidá-los e ordenar-lhes expressamente que observem toda a Lei de Moisés!”
Enquanto alguns põem suas esperanças na prática da lei, outros reconhecem, pelo Espírito, que a salvação é pela graça mediante a fé em Cristo Jesus (Ef 2.8), e que Deus não faz acepção de pessoas (AT 10:34), desejando que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1TM 2:4).
6Diante disso, os apóstolos e os presbíteros se reuniram para deliberar sobre a questão imposta. 7Depois de um grande debate, Pedro tomou a palavra e ponderou-lhes: “Irmãos, vós sabeis que desde há muito, Deus me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a Palavra do Evangelho e cressem. 8E Deus, que conhece os corações, testemunhou em benefício deles, concedendo-lhes o Espírito Santo, da mesma forma como o deu a nós; 9e não fez qualquer distinção entre os gentios e nós outros, purificando o coração deles pela fé. 10Agora, pois, por que quereis tentar a Deus, colocando sobre as costas dos discípulos uma carga que nem nossos antepassados nem nós mesmos conseguimos suportar? 11De modo algum! Cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, exatamente do mesmo modo que os gentios também”.
Pedro reconhece a incapacidade de seus antepassados, de sua geração e consequentemente de si próprio, de evoluir espiritual e moralmente mediante a observação e prática da Lei Mosaica, o mesmo que Paulo vai dizer em sua epístola aos Hebreus: “a Lei jamais conseguiu aperfeiçoar nada, sendo, portanto, estabelecida uma esperança muito superior, por meio da qual temos pleno acesso a Deus” (Hb 7: 19).
A lei é boa porque depõe contra nós, evidenciando nossa total dependência da graça de Deus, a qual somente é percebida pela fé em Cristo, esperança nossa (1TM 1:1).

30/12/2018

Cristo veio ao mundo não para mudar as realidades em favor dos que por ventura se tornariam seus discípulos ou seguidores, mas Ele se manifestou para transtornar o mundo e transformar nosso pensamento sobre nós, o outro e o próprio Deus, em um contexto relacional, fazendo de nós pessoas aptas para os relacionamentos onde se dá toda transformação, pois Cristo não se manifestou para salvar uma comunidade de indivíduos, e sim, a relação.

26/12/2018

"Duas condições são exigidas para fazer o bem: um dom de Deus que é a graça e o livre-arbítrio. Sem o livre-arbítrio não haveria problemas; sem a graça, o livre-arbítrio (após o pecado original) não quereria o bem ou, se o quisesse, não conseguiria realizá-lo. A graça, portanto, não tem o efeito de suprimir a vontade, mas sim de torná-la boa, pois ela se transformara em má. Esse poder de usar bem o livre-arbítrio é precisamente a liberdade. A possibilidade de fazer o mal é inseparável do livre-arbítrio, mas o poder de não fazê-lo é a marca da liberdade, E o fato de alguém se encontrar confirmado na graça, a ponto de não poder mais fazer o mal, é o grau supremo da liberdade. Assim, o homem que estiver mais completamente dominado pela graça de Cristo será também o mais livre”.
(Gilson, Etienne. Introduction à 1'étude de Saint Augustin).

26/12/2018

Assim fala Iahweh dos Exércitos): Fazei um julgamento verdadeiro, praticai o amor e a misericórdia, cada um com o seu irmão. Não oprimais a viúva, o órfão, o estrangeiro e o pobre, não trameis o mal em vossos corações, um contra o outro. (Zacarías 7. 9,10)

17/12/2018

PG MANIFESTO
No último sábado 15/12 encerrando a temporada 2018.
Mateus capítulo 5.
O SERMÃO DA MONTANHA.
As bem-aventuranças.
“Em aramaico e hebreu há uma expressão muito corrente, que é uma espécie de interjeição e que significa: Que feliz é...! Esta expressão (em hebreu clássico asheré) é muito comum no Antigo Testamento. Por exemplo, o Salmo 1 começa com essa expressão, e quer dizer literalmente: "Que feliz o homem que não andou acompanhado nem obedeceu o conselho dos maus!" (Salmo 1:1). Esta é a mesma forma que Jesus utiliza nas "bem-aventuranças". As bem-aventuranças não são simples afirmações, são exclamações enfáticas: "Que feliz é o pobre de espírito...!" Isto é muito importante, porque significa que as bem-aventuranças não são piedosas exclamações de esperança no que poderia chegar a ser; não são profecias brilhantes com um halo de glória futura em algum céu distante; são exclamações de alegria por algo que já é, que já existe. São felicitações”. (William Barclay)
O ENSINO
1Jesus, vendo as multidões, subiu a um monte e, assentando-se, os seus discípulos aproximaram-se dele. 2E Jesus, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
Jesus começa a ensinar após se sentar.
A postura de ensino do rabino judeu era sentado. Com frequência os rabinos comunicavam alguns de seus ensinos enquanto caminhavam com seus discípulos, ou estando de pé; mas os ensinos que ditava como professor profissional os repartia sentado. Por isso a sugestão de que Jesus se sentou para ensinar estas coisas indica o caráter fundamental dos ensinamentos proferidos por Cristo, compilados por Mateus em seu Evangelho e posteriormente denominado, “Sermão da Montanha”.
Mateus também diz que Cristo ensinava abrindo sua boca.
Em grego a expressão "abriu a boca" tem dois significados.
a) É usada como prefácio de alguma declaração particularmente solene ou importante.
b) Refere-se às afirmações de alguém que está abrindo seu coração e compartilhando os conteúdos mais íntimos de sua mente.
Jesus "ensinava-lhes, dizendo".
O tempo pretérito referido pelo termo “ensinava-lhes”, em grego, refere-se não a uma ação que teve início e fim em um único momento, mas denota uma ação contínua, uma prática habitual que se realizava no passado, ou seja, o denominado, “Sermão da Montanha”, tal como chegou até nós não foi um único sermão proferido por Jesus em um momento específico, mas é uma reunião dos ensinamentos compartilhados por Cristo no decorrer de seu ministério e que foram compilados por Mateus na forma que conhecemos.
OS DESTITUÍDOS
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus.
Tal como nós as temos, as bem-aventuranças estão, originalmente, no idioma grego, e a palavra que se utiliza para dizer "pobres" é ptojós, que descreve o homem que não tem nada. No entanto, as bem-aventuranças foram pronunciadas por Jesus em aramaico, e as palavras que correspondem ao termo pobre são, ‘ani e ebion e se referem ao homem que, por não possuir nenhum recurso terrestre, coloca toda sua esperança e confiança em Deus. De maneira que em hebreu a palavra, "pobre", designava ao homem humilde que põe toda sua confiança em Deus.
Ptojós descreve ao destituído total, ao homem que não possui nada; 'ani e ebion descrevem ao pobre, ao humilde, ao impotente, que colocou sua esperança em Deus. Portanto, "Bem-aventurados os pobres" significa: Bendito e feliz é o homem que tomou consciência de sua total necessidade, e que colocou sua confiança em Deus.

12/11/2018

PG MANIFESTO
Aos sábados às 19:30h no nº 101 da Naime Pales, Residencial Portal dos Ipês.
Em nosso último episódio, 10/11/2018.
Mateus 4.
O Espírito, Jesus e o deserto.
Embora alguns afirmem que Jesus sabia que estava sendo conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo, o texto não permite esse entendimento. Cristo sabia que quem o estava conduzindo para o deserto era o Espírito, no entanto não é possível afirmar com segurança que Ele sabia o motivo pelo qual era levado àquele lugar.
Se é o Espírito de Deus quem conduz, o Cristão obedece sem pedir razões ou garantias!
O silêncio de Deus.
Cristo chega ao deserto, lugar de dificuldade e escassez. Sabendo ter sido levado pelo Espírito, o mesmo Espírito que se manifestara quando fora batizado momentos antes, Ele então espera, dias, semanas, um mês, e Deus não fala nem faz nada,
Se Deus não diz nada, o Cristão aguarda sua orientação com resiliência, independentemente do quanto lhe custe!
O 40º dia: Jesus não responde somente por si.
Satanás tenta a Cristo apresentando-lhe elementos que sempre foram muito caros à humanidade, especialmente ao universo cristão contemporâneo, o milagre, o sobrenatural e o poder; ele direciona sua palavra a Cristo, no entanto, Jesus, sabendo que o homem seria constantemente acossado por tais tentações, não responde apenas por si, mas fala e age em defesa do homem produzindo um padrão de conduta a ser imitado quando resiste às sugestões do tentador.
Em momento de extrema dificuldade e vulnerabilidade, 40 dias sem se alimentar, Jesus Cristo rechaça todas as propostas e oportunidades de facilitação dos processos a partir da obtenção de benefícios individuais, pois sabia que se o fizesse corromperia sua vocação e propósito, visto que nunca teve dúvidas de que seu ministério não dizia respeito a si próprio, mas a toda humanidade, dessa forma Cristo não poderia fazer escolhas que dissessem respeito somente a Ele; o “pão nosso de cada dia” em hipótese alguma poderia ser comido sem que antes fosse repartido.
Se Cristo fosse visto flutuando nos ares, sustentado por anjos, arrebanharia multidões de devotos que se inclinariam diante dele somente pelo sinal, mas nenhum discípulo que o seguiria pelo referencial revelado no cotidiano da relação.
Um milagreiro.
Cristo sabia que sua firmeza seria relatada nas Escrituras, atravessaria as idades, atingiria as regiões mais longínquas, e pretendia que, seguindo o seu exemplo, o homem se contentasse com Deus, sem recorrer ao milagre, simplesmente olhando para Ele, o autor e consumador da fé, o qual deveria ser imitado, como bem disse o Apóstolo Paulo.
O problema da humanidade: De toda palavra que procede da boca de Deus.
Muito se fala sobre Deus, pelos mais variados meios, mas o que Cristo disse não é que o homem viveria do que se fala sobre Deus, e sim, da palavra que procede da boca de Deus, assim sendo, a essência da vida cristã está não em ouvir falar sobre Deus, mas ouvir o próprio Deus falar e viver de acordo com suas palavras.
É necessário construir uma relação íntima com Deus e não apenas ser ouvinte de quem fala sobre Ele!
Conclusão
Em tudo o que Cristo fez, estava produzindo uma referência a ser observada e um modelo de pensamento e conduta a ser imitado, demonstrando na prática que o sentido da vida cristã está não na operação de sinais para a legitimação da fé, pois, segundo as palavras de Cristo: “os sinais acompanharão os que crerem”, mas pela dedicação em seguir seu exemplo, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, pois, ainda segundo as palavras de Jesus, os discípulos legítimos somente seriam reconhecidos como tal se tivessem amor uns pelos outros, o mesmo amor com que Cristo os amou e o levou a abrir mão da eternidade entrando no tempo como homem e se gastando nas relações até a morte, e morte de Cruz, para manifestar o amor de Deus.

04/11/2018

PG MANIFESTO.
Aos sábados às 19h no nº101 da Naime Pales, Residencial Portal dos Ipês.
Em nosso último episódio 03/11.
Mateus capítulo 3.
OS ANOS INTERMEDIÁRIOS
“do suor de teu rosto comerás o teu pão”.
Antes de iniciar seu ministério, Jesus Cristo vive a vida cotidiana como qualquer ser humano experimentando na prática as venturas e desventuras de ser, humano.
O APARECIMENTO DE JOÃO BATISTA
Há uma voz que clama: “Em meio à terra desértica preparai o caminho para Yahweh; na estepe, aplanai uma vereda para o nosso Deus! Seja entulhado todo o vale, todos os montes e colinas sejam aplanados; eis que os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas serão niveladas. (Isaías 40: 3, 4)
João Batista o sumo-sacerdote.
Características de João e sua mensagem.
1- Ele denunciava o mal de forma intrépida;
• Ele não alisava ninguém
2- Convocava com urgência os homens à prática da justiça.
• Não se limitava à condenação do mal, mas punha diante dos homens o bem.
3- João vinha de Deus.
• Antes de falar com os homens tinha passado muito tempo em companhia de Deus.
4- João apontava para além de si mesmo.
• Não desejava que os homens se fixassem nele, seu objetivo era prepará-los para Aquele que havia de vir.
Por ordem de sucessão.
• Anás e Caifás eram sumos sacerdotes naquele ano, pois essa manobra atendia os interesses políticos tanto de Israel quanto de Roma.
• João era da tribo de Levi e descendente direto da linhagem de Arão.
• Se as prescrições sobre o sacerdócio focem observadas tal como estavam no Levítico, João Batista seria, por ordem de sucessão, o sumo sacerdote naquele ano.
• O sumo sacerdote era o único que poderia indicar o cordeiro para o sacrifício.
• O batismo de Jesus sucedido pela manifestação do Espírito Santo e da voz de Deus, simbolicamente demonstrava que ele, Jesus, era, o cordeiro, aquele que estaria apto para ser oferecido em sacrifício e sobre o qual estariam os pecados do mundo inteiro.
A MENSAGEM DE JOÃO: A AMEAÇA
• Temos por pai a Abraão.
• O machado já está posto à raiz das árvores.
João Batista denunciava a hipocrisia dos fariseus e dos saduceus, visto que esses judeus vangloriando-se de serem descendência de Abrão e filhos legítimos de Deus, no entanto, não praticavam as obras de Abraão o qual em tudo foi fiel a Deus vivendo uma vida justa e coerente com as palavras de Deus quando Ele por vários meios lhe falava, mesmo quando o censurava por seus erros. João lhes dizia que não bastava ser descendência de Abraão, como se isso representasse alguma vantagem, mas deveriam produzir frutos que demonstrassem seu arrependimento.
A DEMANDA
Arrependei-vos.
A palavra hebraica equivalente para "arrependimento" é teshubá, que é o substantivo correspondente ao verbo shub que significa "dar a volta". O arrependimento é o rosto dar volta ao mal e voltar-se para Deus.
No judaísmo o arrependimento incluía uma exigência ética. É apartar-se do mal voltando-se para Deus, com a correspondente mudança no comportamento, na ação. João estava plenamente inscrito na tradição de seu povo quando exigia que seus ouvintes trouxessem frutos dignos do arrependimento.

04/11/2018

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)
Jesus profere essa sentença em um debate com alguns judeus que, ressentidos de que ele, Jesus, se apresentasse como filho de Deus, diziam que ele na verdade estava possuído por um demônio, pois Jesus denunciava sua hipocrisia, visto que esses judeus vangloriando-se de serem descendência de Abrão e filhos legítimos de Deus, no entanto , não praticavam as obras de Abraão o qual em tudo foi fiel a Deus vivendo uma vida justa e coerente com as palavras de Deus quando Ele por vários meios lhe falava, mesmo quando o censurava por seus erros.
Essa sentença, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, quase sempre é aplicada pela igreja cristã contemporânea como se referindo ao não cristão que, ao conhecer a “verdade” (palavra de Deus) seria liberto da cegueira espiritual tornando-se assim um cristão, mas no sentido imediato do texto onde tal sentença aparece, Jesus não está falando com néscios, mas sim com um grupo de indivíduos, os judeus, os quais se achavam melhor que aqueles que não compartilhavam de sua visão de mundo, por tanto, essa “verdade” a qual Jesus Cristo se refere nesse contexto deveria libertar os judeus de sua presunção e práticas religiosas mortas conduzindo-os a vivência dos elementos mais importantes contidos na lei judaica, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé.

23/09/2018

PG MANIFESTO.
Em nossa última edição.
Mateus capítulo 2
O lugar de nascimento do Rei.
E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Miquéias 5: 2)
Belém era uma cidade pequena a cerca de 10 quilómetros ao sul de Israel.
Belém era a cidade natal de Davi. (1 Samuel 16: 1, 17: 12, 20: 6)

A HOMENAGEM DO ORIENTE
Os Magos.
De acordo com Heródoto (484 A.C. - 425 A.C.) eram uma tribo de sacerdotes pagãos da Média. Eles também possuíam conhecimentos nas áreas da astrologia, astronomia, medicina, entre outros.

Sobre a estrela que guiou os magos.
A estrela aparece de duas formas.
No horizonte, conduzindo os magos até Jerusalém e posteriormente no caminho para Belém guiando os magos até a casa onde Jesus estava.
Não há nenhuma profecia bíblica relacionada com o aparecimento de um sinal no céu que indicasse o lugar de nascimento de Jesus.
Alguns interpretam tal sinal como um fenômeno da parte de Deus pela forma atípica como se sucede, pois nenhum astro se move como a tal estrela se posicionando sobre um lugar específico, enquanto outros entendem como uma estratégia de satanás para matar Jesus, pois a notícia transtornou o rei Herodes o qual intentou matar o menino Jesus, pois se sentiu ameaçado pela noticia do nascimento de um rei dos judeus que pudesse tomar seu trono.
Como esses sábios do oriente sabiam com tanta precisão o período e lugar do nascimento de Jesus?
Dentre inúmeras teorias e literaturas apócrifas que nos dão alguma indicação, o mais provável é que esses magos do oriente tenham tido contato com os judeus e sua cultura, especialmente no período da primeira diáspora judaica ocorrida a partir do ano 720 A.C quando o rei da Assíria conquista o reino de Israel levando o povo cativo e os fazendo abitar nas cidades da Média onde viviam os magos. (2º Reis 17: 5, 6)
Por volta do ano 586 A.C, quando o rei Nabucodonosor destrói Jerusalém e leva muitos cativos para a babilônia, dentre os quais estava Daniel, que, após interpretar um sonho de Nabucodonosor é elevado por ele à posição de chefe dos sábios, astrólogos, encantadores e magos que viviam em Babilônia. (2 Crônicas 36, Daniel 1)
Por essa relação com os judeus os magos teriam tido contato com a cultura judaica e seus escritos nos quais continham profecias como a de Miquéias 5. 2, ou com as profecias de Daniel que foram reveladas a ele enquanto estava na Babilônia, especialmente a profecia das 70 semanas, (Daniel 9), na qual, segundo os estudiosos do texto bíblico, estão contidas previsões exatas sobre acontecimentos como, a reconstrução de Jerusalém, a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, a crucificação de Cristo e A destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 D.C, tendo assim condições de prever com relativa precisão o local e período do nascimento de Jesus.

Nesse capítulo podemos observar 4 grupos distintos de indivíduos.
Os magos do oriente, os quais a partir de vestígios, indícios, conseguem calcular com incrível precisão o local e a data aproximada do nascimento do rei dos judeus e mesmo sendo sacerdotes pagãos se deslocam de sua terra para prestar culto a Cristo.
O rei Herodes que sentindo-se ameaçado pelo nascimento de um rei em Israel, não sendo legítimo seu reinado se sente ameaçado e decide matar o menino Jesus.
Os doutores da lei judaica que simplesmente não se deram conta dos fatos mesmo tendo conhecimento de toda escritura na qual estão contidas as profecias citadas acima.
José e Maria, que independentemente dos riscos, das dificuldades, tensões e medos se entregaram totalmente á vontade de Deus no exercício de sua vocação e propósito de cuidar e proteger o menino Jesus.

05/08/2018

Por que Cristo não transformou as pedras em pães no deserto? (MT 4. 3, 4)
Que autoridade teria Jesus Cristo para dizer: “dá-nos hoje o nosso pão diário” (MT 6, 11) se Ele tivesse transformado pedras em pães no deserto e se servido deles antes de iniciar seu ministério?
Cristo não transformou as pedras em pães no deserto porque para Ele era inadmissível comer o pão sozinho sem repartir; por isso que ao final da tentação não foi ele, Jesus, quem se servil, mas “vieram anjos e o serviram”. (MT 4, 11)

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Ituiutaba, MG
38302-248

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