12/11/2018
PG MANIFESTO
Aos sábados às 19:30h no nº 101 da Naime Pales, Residencial Portal dos Ipês.
Em nosso último episódio, 10/11/2018.
Mateus 4.
O Espírito, Jesus e o deserto.
Embora alguns afirmem que Jesus sabia que estava sendo conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo, o texto não permite esse entendimento. Cristo sabia que quem o estava conduzindo para o deserto era o Espírito, no entanto não é possível afirmar com segurança que Ele sabia o motivo pelo qual era levado àquele lugar.
Se é o Espírito de Deus quem conduz, o Cristão obedece sem pedir razões ou garantias!
O silêncio de Deus.
Cristo chega ao deserto, lugar de dificuldade e escassez. Sabendo ter sido levado pelo Espírito, o mesmo Espírito que se manifestara quando fora batizado momentos antes, Ele então espera, dias, semanas, um mês, e Deus não fala nem faz nada,
Se Deus não diz nada, o Cristão aguarda sua orientação com resiliência, independentemente do quanto lhe custe!
O 40º dia: Jesus não responde somente por si.
Satanás tenta a Cristo apresentando-lhe elementos que sempre foram muito caros à humanidade, especialmente ao universo cristão contemporâneo, o milagre, o sobrenatural e o poder; ele direciona sua palavra a Cristo, no entanto, Jesus, sabendo que o homem seria constantemente acossado por tais tentações, não responde apenas por si, mas fala e age em defesa do homem produzindo um padrão de conduta a ser imitado quando resiste às sugestões do tentador.
Em momento de extrema dificuldade e vulnerabilidade, 40 dias sem se alimentar, Jesus Cristo rechaça todas as propostas e oportunidades de facilitação dos processos a partir da obtenção de benefícios individuais, pois sabia que se o fizesse corromperia sua vocação e propósito, visto que nunca teve dúvidas de que seu ministério não dizia respeito a si próprio, mas a toda humanidade, dessa forma Cristo não poderia fazer escolhas que dissessem respeito somente a Ele; o “pão nosso de cada dia” em hipótese alguma poderia ser comido sem que antes fosse repartido.
Se Cristo fosse visto flutuando nos ares, sustentado por anjos, arrebanharia multidões de devotos que se inclinariam diante dele somente pelo sinal, mas nenhum discípulo que o seguiria pelo referencial revelado no cotidiano da relação.
Um milagreiro.
Cristo sabia que sua firmeza seria relatada nas Escrituras, atravessaria as idades, atingiria as regiões mais longínquas, e pretendia que, seguindo o seu exemplo, o homem se contentasse com Deus, sem recorrer ao milagre, simplesmente olhando para Ele, o autor e consumador da fé, o qual deveria ser imitado, como bem disse o Apóstolo Paulo.
O problema da humanidade: De toda palavra que procede da boca de Deus.
Muito se fala sobre Deus, pelos mais variados meios, mas o que Cristo disse não é que o homem viveria do que se fala sobre Deus, e sim, da palavra que procede da boca de Deus, assim sendo, a essência da vida cristã está não em ouvir falar sobre Deus, mas ouvir o próprio Deus falar e viver de acordo com suas palavras.
É necessário construir uma relação íntima com Deus e não apenas ser ouvinte de quem fala sobre Ele!
Conclusão
Em tudo o que Cristo fez, estava produzindo uma referência a ser observada e um modelo de pensamento e conduta a ser imitado, demonstrando na prática que o sentido da vida cristã está não na operação de sinais para a legitimação da fé, pois, segundo as palavras de Cristo: “os sinais acompanharão os que crerem”, mas pela dedicação em seguir seu exemplo, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, pois, ainda segundo as palavras de Jesus, os discípulos legítimos somente seriam reconhecidos como tal se tivessem amor uns pelos outros, o mesmo amor com que Cristo os amou e o levou a abrir mão da eternidade entrando no tempo como homem e se gastando nas relações até a morte, e morte de Cruz, para manifestar o amor de Deus.