11/05/2020
DIAS DIFÍCEIS
De repente tudo muda. A bonança se vai, a tempestade chega. A liberdade se torna um conceito discutível, até onde vai? A ordem social tem novas cores, o que era não é mais, o que permitido fora não mais o é. Saudade de abraçar o ente querido, o irmão, de compartilhar uma mesa com amigos. Tensão, medo, temor, pavor e terror agora estão estampados nas fisionomias, incredulidade e temeridade são transformadas em espanto e sofrimento mediante perdas dolorosas. Porque não sorri mais uma vez? Porque não abracei mais uma vez? A insegurança traz um constante ‘será quê’ a comida vai dar, a conta vai fechar, o trabalho vai faltar, e o pior: será que estou contaminado? O inimigo é invisível, imprevisível e mortal. Não importa se é jovem, velho, novo, idoso, rico, pobre, famoso ou anônimo. É uma roleta russa e ninguém quer ser o contemplado. Tempos difíceis que já eram esperados por alguns, ignorados por outros. Fato é que as profecias apocalípticas estão sendo recordadas e estudadas em busca de compreensão. Vozes se levantam para louvar o caos e enaltecer a desgraça. Porém quero recordar o que me dá esperança. Quero trazer a memória a certeza de que Deus cuida de nós e descansar em Sua fidelidade sabendo que suas promessas não serão olvidadas. Ter em mente o fato de que a minha vida está nas mãos de Deus e só ele sabe dia e hora do findar dos meus dias. Quero me alegrar não com a desgraça, mas com o fato de que ela anuncia o caminhar da humanidade para o desfecho da história e o consequente encontro com O Criador pois creio que haverá consequências após este evento que trarão cumprimento de outras profecias anunciadoras dos tempos do fim. Os dias são difíceis, mas não é o choro a resposta e sim a alegria que nos faz cantar: ‘Maranata, ora vem Senhor Jesus!’