Ilê Alaketú Asé Odé Iboalama

Ilê Alaketú Asé Odé Iboalama O Ilê Alaketú Asé Odé Iboalama é uma casa de candomblé fundada em 1999 na cidade de Itapevi, pelo Babalorisá Carlos, carinhosamente conhecido como pai Kita.

Nesta casa prevalece o amor ao sagrado e fazer o bem, sem olhar a quem.

UM AXÉ QUE TEM RAIZ NÃO MORREHá coisas que os olhos não conseguem compreender.Há forças que não fazem barulho, não preci...
25/08/2026

UM AXÉ QUE TEM RAIZ NÃO MORRE
Há coisas que os olhos não conseguem compreender.
Há forças que não fazem barulho, não precisam se provar e não dependem da aprovação de ninguém para existir.
Assim é o Axé.
Há momentos em que o ser humano olha para um terreiro, para uma casa, para uma história e pensa que a força se perdeu.
Olha para as dificuldades e acredita que o sagrado enfraqueceu.
Olha para o silêncio e confunde com ausência.
Olha para as portas que se fecham e acredita que o caminho chegou ao fim.
Mas quem conhece o Orixá sabe: nem todo silêncio é morte.
Às vezes, o silêncio é apenas o sagrado trabalhando onde os olhos não alcançam.
Porque Axé não é aquilo que aparece.
Axé é aquilo que permanece.
É a força que continua existindo quando tudo ao redor parece dizer que não.
É a chama que permanece acesa mesmo quando o vento sopra forte.
É a raiz que continua segurando a árvore quando ninguém consegue enxergá-la debaixo da terra.
E quando um Axé foi verdadeiramente plantado, firmado e alimentado pelo Orixá, ele deixa de ser apenas um lugar.
Ele passa a ser memória.
Passa a ser chão ancestral.
Passa a carregar a energia daqueles que chegaram antes, daqueles que rezaram, cantaram, choraram, trabalharam, sacrificaram, ensinaram e entregaram suas vidas ao sagrado.
Um Axé verdadeiro carrega gente, mas também carrega ancestralidade.
Carrega histórias que não estão escritas em papel.
Estão escritas nas paredes.
Nos assentamentos.
Nas folhas.
Nos cantos.
Nas mãos dos mais velhos.
Na memória daqueles que aprenderam a chamar o Orixá pelo coração.
E talvez seja por isso que alguns não consigam compreender a força deste lugar.
Porque procuram a força naquilo que é visível.
E a força do Orixá nunca precisou ser vista para ser sentida.
São 27 anos de existência.
Vinte e sete anos de um chão que recebeu pés, lágrimas, sorrisos, obrigações, preces, oferendas, ensinamentos e sonhos.
Vinte e sete anos em que muitas coisas mudaram, muitas pessoas passaram e muitos ciclos se encerraram.
Mas uma coisa permaneceu:
O Orixá.
E onde o Orixá permanece, o Axé encontra força para continuar.
Pode haver tempestade.
Pode haver cansaço.
Pode haver momentos em que a esperança humana quase desapareça.
Mas existe uma diferença entre a esperança do homem e a força do sagrado:
o homem pode pensar que acabou.
O Orixá sabe quando ainda está apenas começando.
Por isso, não confundam dificuldade com fim.
Não confundam silêncio com abandono.
Não confundam transformação com morte.
Um Axé que tem raiz pode até se recolher, mas não deixa de existir.
Porque aquilo que foi plantado pelas mãos do sagrado não se desfaz pela vontade dos homens.
Aquilo que foi firmado na ancestralidade não desaparece simplesmente porque alguém deixou de enxergar.
E aquilo que nasceu do Orixá carrega dentro de si uma força que atravessa gerações.
O Axé não é apenas a casa.
O Axé é o que vive dentro dela.
É a energia que circula.
É a força dos Orixás.
É a presença dos ancestrais.
É o fundamento passado de geração em geração.
É aquilo que ninguém consegue tocar com as mãos, mas que muitos sentem quando colocam os pés neste chão.
Por isso, depois de 27 anos, este Axé continua dizendo:
Nós estamos aqui.
Não porque tenha sido fácil.
Mas porque houve fé.
Não porque nunca houve dor.
Mas porque houve Orixá.
Não porque nunca houve vontade de desistir.
Mas porque houve ancestralidade sustentando aqueles que permaneceram.
E enquanto houver Orixá, haverá Axé.
Enquanto houver Axé, haverá força.
Enquanto houver força, haverá caminho.
Que ninguém tenha pressa em anunciar o fim daquilo que o sagrado ainda sustenta.
Porque existem forças que o tempo não apaga.
Existem raízes que nenhuma tempestade consegue arrancar.
E existem histórias que não terminam quando os homens pensam que terminaram.
Elas continuam sendo escritas pelo próprio Orixá.
Este Axé tem 27 anos.
Tem memória.
Tem fundamento.
Tem ancestralidade.
Tem história.
Tem Orixá.
E, acima de tudo, tem vida.
E enquanto houver alguém disposto a cuidar desse chão, honrar os que vieram antes e lutar para que o sagrado permaneça vivo...
A chama continuará acesa.
O Axé continuará pulsando.
E a ancestralidade continuará falando através deste chão.
Àṣẹ.

Atenciosamente,
Babalorixá Kita.
Fundador do Axé e, há 27 anos, aquele que segue lutando, com fé, amor, resistência e compromisso com os Orixás, para manter este chão firme, vivo e honrando sua ancestralidade.

Há noites que não terminam quando a festa acaba. Ontem celebramos uma vida, uma história e um sacerdote que, ao longo do...
09/08/2026

Há noites que não terminam quando a festa acaba.

Ontem celebramos uma vida, uma história e um sacerdote que, ao longo dos anos, se tornou parte da história de tantos de nós.

Cada abraço, cada sorriso e cada presença carregou um pouco de amor, respeito e gratidão.

As fotos registram os momentos, mas o coração guarda aquilo que nenhuma fotografia consegue mostrar: o sentimento de pertencer, de caminhar juntos e de fazer parte de uma história que continua sendo escrita.

Que essa noite permaneça em nossas memórias como mais um capítulo bonito da nossa família de Axé.

Ser pai é muito mais do que gerar uma vidaSer pai é assumir a responsabilidade de ser presença, direção, proteção e exem...
09/08/2026

Ser pai é muito mais do que gerar uma vida
Ser pai é assumir a responsabilidade de ser presença, direção, proteção e exemplo.
É compreender que uma vida pode aprender muito mais com aquilo que você faz do que com aquilo que você diz. É saber que cada palavra, cada atitude, cada ensinamento e até cada silêncio pode deixar marcas profundas no coração de um filho.
Pai de sangue é aquele que gera.
Mas pai de verdade é aquele que se faz presente.
É aquele que segura a mão quando o caminho assusta, que ensina a levantar quando a vida derruba, que corrige quando é preciso, mas também sabe acolher. É aquele que entende que proteger não significa impedir que o filho enfrente o mundo, mas prepará-lo para caminhar nele com dignidade, caráter e fé.
E existem também os pais de santo, que recebem uma responsabilidade ainda maior: cuidar de almas que lhes foram confiadas pelo caminho espiritual. Orientar, aconselhar, ensinar, corrigir, acolher e, muitas vezes, carregar em oração dores que nem sempre são suas.
Ser pai espiritual é compreender que filho de santo não é propriedade, é responsabilidade.
É cuidar sem aprisionar, ensinar sem humilhar, corrigir sem destruir e amar sem exigir que o outro seja uma cópia de si.
Há ainda os pais de coração. Aqueles que a vida não uniu pelo sangue, mas uniu pelo amor. Pessoas que chegaram, permaneceram e fizeram aquilo que talvez muitos que deveriam fazer nunca fizeram.
E também existem mães que são pai. Mulheres que precisaram ser colo e direção, ternura e firmeza, proteção e sustento. Mulheres que, diante das dificuldades, não tiveram o privilégio de escolher o papel que exerceriam — simplesmente fizeram o que precisava ser feito.
Porque, no fim, ser pai não está apenas no sangue. Está na responsabilidade de cuidar de uma vida que confia em você.
Que todo homem que carrega esse título compreenda a grandeza e o peso dessa missão.
Que nunca falte sabedoria para conduzir, humildade para reconhecer os próprios erros, força para proteger, discernimento para ensinar e amor para permanecer.
E que aqueles que já não têm seus pais fisicamente possam encontrar, nas boas lembranças, o conforto de tudo aquilo que foi amor.
Que Olódùmarè abençoe todos os pais.
Os de sangue, os de santo, os de coração e todos aqueles que, mesmo sem ter gerado, escolheram cuidar.
Que os Òrìṣà cubram seus caminhos de proteção, saúde, sabedoria e axé.
Que suas mãos sejam firmes para conduzir, mas nunca duras para ferir.
Que seus olhos saibam enxergar além das aparências.
E que seus corações nunca se esqueçam da responsabilidade sagrada de formar, proteger e iluminar aqueles que lhes foram confiados.
Àṣẹ.
Feliz Dia dos Pais!

🏹 FELIZ VIDA, PAI! 🏹Hoje celebramos a vida de um homem que, há tantos anos, escolheu fazer da sua caminhada uma missão d...
08/08/2026

🏹 FELIZ VIDA, PAI! 🏹

Hoje celebramos a vida de um homem que, há tantos anos, escolheu fazer da sua caminhada uma missão de fé, amor e acolhimento.

Desde 1999, sua história como sacerdote é marcada por lutas, perdas e recomeços. Duas vezes foi preciso começar do zero… e duas vezes o senhor se levantou. Permaneceu firme, fiel à sua espiritualidade e à sua missão.

Talvez alguns olhem e digam que somos poucos. Mas quem conhece nossa história sabe: não somos galhos que o vento leva, nem folhas que o tempo derruba. Somos raízes. E raízes profundas permanecem.

O senhor é aquele que sempre tem uma palavra para quem precisa, uma mão estendida para quem pede ajuda e um coração disposto a acolher.

Por isso, hoje não queremos apenas lhe desejar parabéns. Queremos lhe desejar VIDA. Vida longa, com saúde, paz, alegrias e muitas realizações.

Que este novo ciclo seja de colheita, depois de tantos anos de plantio. Que venham mais sorrisos, mais conquistas e que as perdas deem lugar às bênçãos.

Que Oxóssi continue abrindo seus caminhos, protegendo seus passos e fortalecendo sua fé.

Nós, seus filhos, netos e amigos, somos gratos por ter o senhor em nossas vidas.

Que o senhor nunca se esqueça do quanto é amado, respeitado e importante para todos nós.

Feliz vida, Pai! ❤️
Que o melhor ainda esteja por vir. 🙌🏹

Ajudum de Ogum e Oxóssi STR 2026.
17/05/2026

Ajudum de Ogum e Oxóssi STR 2026.

10/03/2026

🚨 Nosso axé hoje se une em oração e em um pedido urgente.

Uma mãe Fabiana Carvalho do nosso sagrado está vivendo dias de profunda aflição.
Seu filho está desaparecido, e o coração dessa mãe clama por qualquer notícia, qualquer sinal, qualquer informação que possa levá-la novamente ao encontro do seu filho.

Pedimos ao nosso povo de fé: ajudem a compartilhar este vídeo o máximo possível.
Às vezes, um simples compartilhamento pode chegar à pessoa certa e trazer a resposta que essa família tanto espera.

Quando uma mãe chora, todo o axé sente.
E quando o povo de fé se une, a força espiritual se levanta.

Que Olodumarê, na sua infinita misericórdia, ilumine os caminhos.
Que Iemanjá, mãe das águas e mãe de todos nós, cubra esse filho com seu manto sagrado onde quer que ele esteja e conduza seus passos de volta para os braços de sua mãe.

Nos ajudem a espalhar este pedido.
Que a corrente de fé e solidariedade alcance quem precisa ver e traga notícias para esse coração de mãe que espera.

🤍 Compartilhe. Uma família aguarda por uma resposta.

Ajodum de Oxalá 2026  Que a paz do Pai abençoe os que estiveram presentes e também os que, mesmo ausentes, estavam em pe...
08/03/2026

Ajodum de Oxalá 2026 Que a paz do Pai abençoe os que estiveram presentes e também os que, mesmo ausentes, estavam em pensamento e fé.

Obrigação de 1 ano da Yawô de Iemanjá Tati concluída com amor, respeito e dedicação. Nosso axé celebra esse ciclo firmad...
12/02/2026

Obrigação de 1 ano da Yawô de Iemanjá Tati concluída com amor, respeito e dedicação.
Nosso axé celebra esse ciclo firmado com fé, responsabilidade e gratidão à Mãe Iemanjá, que segue guiando, protegendo e fortalecendo essa caminhada.

Ajọdún ìṣe ọdún kan ti Yàwó Dirceu ti Ọ̀sóọ̀sí.
01/02/2026

Ajọdún ìṣe ọdún kan ti Yàwó Dirceu ti Ọ̀sóọ̀sí.

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