Inzo Tumbansi

Inzo Tumbansi Comunidade Tradicional Centro Africana Inzo Tumbansi - Terreiro de Candomblé de Matriz Kongo Angola, mantido pelo ILABANTU

Comunidade Tradicional Centro Africana Inzo Tumbansi

Kwa Dianda Inzo Tumbansi Twa Nzambi Ngana Kavungu
A Comunidade Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios

Tata Kwa Nkisi Katuvanjesi

Representante diplomático responsável para Brasil, América Latina e Caribe, do Centro Internacional de Civilizações Bantu – CICIBA)

Coordenador do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu – ILA

BANTU, entidade conservadora e mantenedora do InzoTumbansi Twa Nzambi Ngana Kavungu – Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios – Terreiro Candomblé que mantém e conserva a cultura e tradição ancestral congo-angola(Bantu), dirigido e organizado por Taáta Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, que é graduado em Comunicação Social com especialização em jornalismo e jornalista de profissão, licenciado em Letras e bacharel em Direito, sacerdote de candomblé de matriz kongo-angola, e um dos mais respeitados sacerdotes de candomblé do Brasil. Baiano da zona rural da Fazenda Liberdade, município de Barra do Rocha, território médio Rio das Contas, região cacaueira do sul da Bahia, foi iniciado no candomblé em 22 de setembro de 1974 no Terreiro Santa Luzia Tumbenci Filho, no bairro de boca do Rio, em Salvador, e é descendente direto do primeiro terreiro de candomblé congo-angola fundado na Bahia por Maria Nenén, precisamente Maria Genoveva do Bonfim, Nengwa Kwa Nkisi Twenda kwa Nzaambi, do Nkisi Kavungu. Dando prosseguimento a sua vida religiosa, Taáta Nkisi Katuvanjesi tomou as obrigações de 1, 3 e 7 anos com d. Silzélia Bispo da Silva, Nengwa kwa nkisi Nvujiká, do Tarreiro Nvujiká, na rua Protógenes Jaqueira, 257, Bairro da Democracia, em Ipiaú (Bahia), em 1986. No ano de 1989 tomou obrigação de 14 anos no Inzo Ia Tumbansi, quando este funcionava na rua Anízio Moreira, 89, Parque Peruche, bairro Casa Verde, zona norte de São Paulo, pelas mãos de d. Ilza Rodrigues Pereira dos Santos, Nengwa kwa Nkisi Mukalê e seu filho carnal, Gilvan Rodrigues Santos, Kajiongongo, do Terreiro Matamba Tombenci Neto, de Ilhéus – Bahia. Atualmente, pertence ao Kioxi Tumbenci (Terreiro Tumbenci), Nzo(Casa) matriz, sediado na rua Nossa Senhora da Conceição, nº 206-E, bairro Beirú/Tancredo Neves, na periferia de Salvador-Bahia, espaço este onde se encontram guardados os pertences sagrados da saudosa e lendária Nengwa kwa nkisi Tuenda kwa Nzambi. O Terreiro Tumbenci, a morada de Tat`etu Kavungu, nkisi tutelar da matriarca das tradições religiosas afro bantu no Brasil, Maria Neném, foi reerguido e está vivo e tratado com muito zelo, e se tornou o grande referencial de candomblé de origem e influência bantu, recuperado pela Nengwa Kwa Nkisi Lembamuxi, d. Gereuna Passos Santos, sua atual sacerdotisa que presidiu e conduziu com muita determinação, experiência, saber e respeito que lhe é peculiar, as suas obrigações de 21 anos realizadas em maio de 2003 no Inzo Ia Tumbansi quando este funcionava no bairro do Tanquinho, em Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana leste da Grande São Paulo. Sua iniciação no candomblé deu-se aos onze anos de idade por apresentar sérios problemas de saúde; não andava, se arrastava pelo chão e seu corpo apresentava ferimentos em toda sua extensão. Seus pais, pequenos lavradores, eram católicos fervorosos e não acreditavam que a tradição afro pudesse trazer-lhe a cura. Eram tomados de temor e receio causados pelo preconceito e pela discriminação, tão comuns em nosso país. No entanto, uma tia o levou a um terreiro de candomblé, onde permaneceu enclausurado por três meses durante seu processo iniciático. Só após essa iniciação e ser tomado pela Divindade, o nkisi (santo) Kavungu, é que foi experimentando sensíveis melhoras e voltou a andar. Como retribuição foi predestinado a desenvolver essa atividade, a de sacerdote do culto e cumprir essa responsabilidade. Em 1987, como milhares de outros nordestinos, sai da Bahia com destino a São Paulo. Chegando aqui se encantou com a selva de pedra, acabou ficando e concomitante às suas ocupações profissionais, passa então, a fazer um trabalho de resgate da cultura Bantu no Brasil. Seu trabalho já ultrapassa fronteiras e sua intenção é a de adquirir e implantar no seu terreiro o conhecimento do que existe na África Central que permanece aqui no Brasil, fazendo parte da cultura religiosa afro-bantu. Para tal empreendimento, tem se acercado de pesquisadores e homens de cultura que tem visto nele um empreendedor cultural na esfera religiosa afro-bantu. A cultura Bantu faz parte da alma do povo brasileiro. Com seu trabalho de pesquisa pode constatar que a contribuição bantu pode ser percebida nos costumes do povo, nos falares, na maneira de ser da brasilidade.

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