19/08/2026
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Momento em que soldados do Exército Soviético abriram os portões de Auschwitz — o maior campo de extermínio construído pela Alemanha nazista, localizado na Polônia ocupada.
Auschwitz não era apenas um campo de prisioneiros. Era uma fábrica de morte. O regime nazista de Adolf Hi**er havia decidido, a partir de 1941, assassinar sistematicamente todos os judeus da Europa — uma política que ficou conhecida como Holocausto. Auschwitz foi o centro dessa operação. Pessoas chegavam em trens lotados, vindas de toda a Europa. Ao desembarcar, passavam por uma seleção: os considerados úteis para trabalho forçado iam para os barracões. Os demais — crianças, idosos, mulheres com bebês — iam diretamente para as câmaras de gás, onde eram assassinados com veneno.
Mais de 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas em Auschwitz. A maioria era judia. Os demais eram poloneses, ciganos, pessoas com deficiência, prisioneiros soviéticos e homens presos por serem homossexuais.
Quando os soldados soviéticos chegaram em janeiro de 1945, os nazistas já haviam evacuado a maioria dos prisioneiros forçando-os a marchar em direção à Alemanha no meio do inverno — marchas que mataram dezenas de milhares pelo caminho. Os que ficaram eram os que não conseguiam mais andar.
Aproximadamente 7.000 sobreviventes foram encontrados vivos. As pessoas nessa foto estão atrás do arame farpado que as havia mantido presas. Estão olhando para os soldados que abriram o portão.
O 27 de janeiro é hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Fontes:
Cesarani, David. Final Solution: The Fate of the Jews 1933–1949. Macmillan, 2016.
Gutman, Yisrael & Berenbaum, Michael (eds.). Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Indiana University Press, 1994.