05/05/2026
Hannah é um musical cristão contemporâneo que atravessa três gerações de uma mesma família para narrar, com delicadeza e profundidade, o encontro entre fé, escolhas e legado espiritual. A história tem início com Eliam, um jovem universitário criado pelo avô Beniel, um pastor jubilado cuja fé silenciosa molda mais pela vida do que pelas palavras. Ao se ver diante de uma gravidez inesperada de Nara, Eliam é confrontado com o peso da responsabilidade, do medo e da própria incompletude espiritual.
Em meio ao caos das decisões adultas, ele vivencia um encontro íntimo e transformador com Jesus, cuja presença acompanha toda a narrativa, visível ao público, invisível aos personagens, como símbolo constante da graça que observa, espera e age.
O segundo ato desloca o foco para Hannah, filha de Eliam e Nara, agora adolescente. Criada em um lar cristão, Hannah vive o conflito típico de sua geração: a tensão entre a fé herdada e o desejo de pertencimento ao mundo. Entre a pressa cotidiana, amizades sedutoras e convites que prometem liberdade, Hannah passa a perceber o vazio escondido sob as máscaras sociais. O embate entre consciência, curiosidade e silêncio espiritual conduz a jovem a uma busca honesta, não por respostas fáceis, mas por sentido verdadeiro.
No terceiro ato, o olhar de Hannah se aprofunda. Ela passa a enxergar não apenas a si mesma, mas as dores ocultas de seus amigos: a superficialidade, a carência, o abandono, o cansaço de fingir força. Em um clímax espiritual intenso, Hannah deixa de ser apenas uma frequentadora da fé para viver um encontro pessoal e definitivo com Cristo. O toque silencioso de Jesus sela sua transformação interior, marcando a passagem da religião herdada para a fé vivida.
O último ato apresenta o legado. Hannah, agora jovem adulta, inicia sua vida universitária carregando consigo a herança espiritual de sua família, especialmente a sabedoria de Beniel, já idoso, registrada em uma carta que atravessa o tempo. No mesmo banco onde tudo começou para seus pais, Hannah se vê diante de uma nova possibilidade de escolha, espelhando o passado, mas respondendo com maturidade e convicção.