29/08/2019
Afirmamos, na última pergunta, que só existe um Deus, porém, quando falamos desse Deus, falamos em três personalidades, a de Deus Pai, a de Deus Filho (o Messias) e do Santo Espírito. Talvez uma das maiores dificuldades da igreja do primeiro século foi entender a relação entre as personalidades. Algumas das maiores heresias combatidas nessa época foram atreladas a este assunto. Mas como podemos chegar a um bom conhecimento acerca dessa doutrina? A primeira coisa que precisamos entender é que esse assunto faz parte daqueles que são mais difíceis para a compreensão humana, sendo necessária apenas a força da fé para nos dar o suprimento necessário para acreditarmos nessa verdade. Às vezes, querendo entender o funcionamento da Trindade, ingenuamente tentamos exemplifica-la com elementos que acabam diminuindo em muito a natureza e a sublimidade do ser de Deus, a ponto de ridicularizarmos a manifestação gloriosa de Sua essência, como no exemplo da laranja, do gelo entre outros conhecidos. O que as Escrituras Sagradas nos evidenciam é que existem essas três pessoas na Trindade Santíssima, sendo elas distintas entre si, com personalidade própria, assumindo funções diferentes, no que chamamos de economia da Trindade. Essas pessoas, por mais que atuem de formas diferentes, subsistem em uma unidade de essência, tendo o mesmo grau de poder e glória. Dentro do conselho da trindade, nenhuma das pessoas de Deus se exalta como maior nem rebaixa outra a menor. Muito pelo contrário, o que percebemos é uma harmonia indescritível de respeito, cuidado e amor, a qual nos faz pensar: se esse Deus magnífico e complexo vive em perfeita harmonia, com tamanho poder, glória e louvor que lhe envolvem, essa mesma harmonia deve repercutir em todas nossas relações, pois fomos criados a sua imagem e semelhança.
(Texto trabalhando conjuntamente entre o Pr. Joselito Gomes, pastor auxiliar na PIPR, e do Miss. Pedro Pontes).