Durante a construção do novo templo definitivo para abrigar a Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, no centro de Curitiba, uma pequena igreja provisória de madeira, abrigava aproximadamente 300 pessoas. Nas homilias do sacerdote tinha-se a impressão de que ele falava diretamente a cada um dos presentes. Com a inauguração do templo muito maior, belo e imponente, ao término das celebrações seus pa
rticipantes rapidamente saiam, mal se cumprimentando ou mesmo sem sinal de amizade e muitos nem sequer lembravam de saudar o sacerdote celebrante, perdendo assim o aconchego da antiga igreja, que ao final das celebrações unia a maioria dos fiéis em conversas e bate papos na saída. Monsenhor bem percebia a indiferença existente entre os membros de sua comunidade. Tal atitude bem mais visível no novo templo, machucava e entristecia muito o coração do pároco. Monsenhor Bernardo rezava diariamente a Nossa Senhora de Guadalupe, de quem era grande devoto, pedindo inspiração em profunda oração, que o ajudasse a criar uma verdadeira comunidade cristã. O Concílio Vaticano II provoca uma profunda reforma na igreja, abrindo mais espaço para a participação dos leigos. Conhecedor e participante dos movimentos existentes como Focolarinos, Familiar Cristão, Cursilho de Cristandade e outros, reconhecia e admirava cada um deles e seu valor para a Igreja particular de Curitiba. Para realizar seu IDEAL sentia que estava faltando alguma coisa. Não gostaria de criar apenas mais um movimento, mas algo que viesse resolver o problema de sua paróquia. Acreditava que o homem podia amar com amor puro, onde não houvesse interesse pessoal independentemente das condições culturais, sociais, econômicas ou políticas. O que ele vislumbrava era o amor de uma criatura de DEUS para com outra. Horas e horas aos pés de Nossa Senhora de Guadalupe, orava e pedia inspiração, forças e sabedoria para realizar um trabalho que seria a concretização de seu SONHO. Um dia, depois de 4 horas de oração ajoelhado aos pés da Virgem de Guadalupe, teve a INSPIRAÇÃO do que deveria ser feito e ao mesmo tempo, a certeza da possibilidade de sua realização, surgindo então o MOVIMENTO DE IRMÃOS.