Igreja Assembleia de Deus Reformada em Itaipuaçu

Igreja Assembleia de Deus Reformada em Itaipuaçu (Marcos 13:31.)

Somos um grupo de cristão, a maioria de origem assembleiana, que busca reafirmar a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer tipos de manisfestações humanas. Quem Somos

Somos um grupo de cristão, a maioria de origem assembleiana, que busca reafirmar a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer tipos de manisfestações humanas.

05/01/2026
01/10/2025

Aos 16 anos, ouvi falar de Karl Marx. Ele me ensinou a olhar para as estruturas que sustentam as desigualdades, a enxergar a luta de classes como um motor da história, e a perceber que política e economia não são esferas separadas — mas entrelaçadas no tecido da vida material e social.
A partir dele, comecei a questionar as injustiças normalizadas, as opressões institucionalizadas, e a buscar uma sociedade mais justa e igualitária.
Marx acendeu em mim o senso de justiça social.

Aos 20 anos, ouvi falar de Sigmund Freud. Ele me apresentou o mundo interior: os impulsos, os traumas, os desejos inconscientes que moldam o comportamento humano.
Freud me guiou pelas estruturas internas do ser. Com ele, aprendi que nossa subjetividade também precisa ser redimida — que há feridas na alma que influenciam nossas escolhas políticas e relacionais.
Aos 40 anos, ouvi falar verdadeiramente de Jesus. Não o Jesus domesticado por sistemas religiosos, mas o Jesus vivo — o Cristo que reina. Nele, encontrei a integração plena entre o social, o psicológico e o espiritual.
Jesus me libertou do medo, da mentira e da manipulação. Ele me deu Sua Palavra como lâmpada para os meus pés, e Seu Espírito como poder para viver como cidadão do Reino — aqui e agora.
Com Jesus, entendi que não se trata apenas de mudar estruturas ou compreender a mente humana, mas crer na restauração de todas as coisas.
Não vivo mais à espera do fim do mundo, mas da sua transformação até que "a terra se encha do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Isaías 11:9).
Reconheço com gratidão a importância de Marx, que me ensinou a lutar por justiça; de Freud, que me ensinou a buscar integridade interior; mas é em Jesus que encontrei o sentido último de todas as coisas.

26/09/2025

Ao contrário do que muitos pensam, o plano de Deus não é destruir o mundo, mas redimi-lo. O evangelho não veio anunciar uma retirada do mundo, mas sua transformação total, por meio do reinado progressivo e vitorioso de Jesus Cristo.
Como escreveu o apóstolo Paulo, toda a criação participa da história da redenção. (Romanos 8:19-21)
Essa expectativa cósmica aponta para a renovação do mundo, não sua destruição. A Bíblia nos diz que o mundo será restaurado à glória do Éden, e que o Reino de Deus avançará até que a terra esteja cheia do conhecimento do Senhor (cf. Isaías 11:9).
Cristo já reina — e esse reinado está em expansão. A história não caminha para o fracasso, mas para o triunfo do Reino. (Apocalipse 19:16; 21.5);
A restauração começou com a ressurreição de Cristo, e continua por meio do evangelho e da ação do Espírito Santo na igreja e no mundo. Não se trata de esperar passivamente o fim, mas de agir ativamente como agentes do Reino em todas as esferas da vida.
Em vez de anunciarem o avanço do Reino de Deus, muitos pastores que aderiram ao bolsonarismo passaram a profetizar o caos, promovendo medo e desespero em seus rebanhos. Usam mensagens apocalípticas distorcidas como ferramenta de controle emocional e político, tornando-se tutores autoritários da consciência cristã.
Ao esconderem a esperança bíblica da restauração e vitória do Reino, negligenciam o testemunho claro das Escrituras e perpetuam a ignorância espiritual entre os fiéis.
Cristo já reina. O Reino de Deus está em crescimento histórico, não em retirada. O futuro não pertence ao anticristo, nem ao colapso do mundo — pertence ao Cordeiro entronizado.

26/09/2025

Dirijo-me a você, evangélico, que acreditou no bolsonarismo e, agora, com tristeza, percebe que tudo não passou de uma farsa — marcada por nepotismo, corrupção, idolatria política e malandragem de uma família desestruturada e narcísica. Muitos líderes religiosos, que deveriam ser pastores segundo o coração de Deus, apoiaram cegamente esse projeto de poder, enganando o rebanho e até levando fiéis a situações de humilhação, prisão e julgamento sob acusações gravíssimas, como terrorismo.
Não falo isso com ódio ou deboche, mas com compaixão e zelo pela verdade. Meu apelo é para que você volte os olhos para Cristo e Sua verdadeira Igreja. Quero te anunciar verdades bíblicas que muitos líderes esconderam — seja por ignorância das Escrituras, seja por má fé e interesses pessoais.
A vitória de Cristo na cruz não foi apenas espiritual ou futura, mas real, histórica e presente. Ele já reina agora — conforme profetizado no Salmo 110:1-2 e confirmado pelos apóstolos em Atos 2:33-36. O Senhor Jesus venceu o pecado, a morte e Satanás, e foi exaltado à direita do Pai, onde recebeu toda autoridade nos céus e na terra (Mateus 28:18).
Portanto, essa vitória não é apenas escatológica, para “depois do fim”, mas é um processo em andamento, progressivo e transformador, que já está em ação por meio da Igreja fiel, guiada pelo Espírito Santo.
Jesus nos ensinou que o Reino de Deus é como o fermento que leveda toda a massa e como uma pequena semente que cresce até se tornar uma grande árvore (Mateus 13:31-33). Isso revela que o Reino cresce gradualmente, mas de forma irresistível, influenciando todas as esferas da sociedade: cultura, economia, política, educação, ciência e família.
Ao contrário do que você talvez tenha sido ensinado — que tudo vai piorar até Jesus voltar —, a Bíblia mostra que o Reino de Deus está avançando na história. Ele triunfará antes da volta visível de Cristo, não por força humana ou ideologia, mas pelo poder do evangelho, que transforma indivíduos, famílias e nações.

24/09/2025

Seis anos após a adesão massiva da liderança evangélica ao bolsonarismo, emerge a percepção de que o “protetor” político não cumpriu o papel prometido. Justif**ada como uma defesa contra supostas ameaças à liberdade religiosa, essa aliança revelou-se, com o tempo, um projeto de poder pessoal, familiar e enriquecimento ilícito, sustentado pelo manipulação e aparelhamento do Estado.
A liderança evangélica esperava que Bolsonaro oferecesse segurança simbólica, proteção moral e previsibilidade — assumindo, assim, uma função cuidadora idealizada. Projetou-se nele um valor protetivo quase materno, como se fosse responsável por sustentar a identidade e a sobrevivência espiritual da igreja em um mundo percebido como hostil.
No início, essa idealização corresponde à “função materna primária”: uma dedicação total às necessidades do bebê — neste caso, a igreja neófita no campo político — que cria uma ilusão de segurança e fusão. Esperava-se que, com o tempo, o líder se tornasse uma “mãe suficientemente boa”, capaz de permitir frustrações graduais e estimular o amadurecimento.
O que ocorreu, no entanto, foi o oposto. O bolsonarismo alimentou a dependência simbólica, fortaleceu a fusão emocional e reforçou a onipotência moral da comunidade evangélica, sem oferecer espaços para reflexão crítica ou autonomia espiritual. O resultado foi a formação de um falso self coletivo (ou uma falsa espiritualidade coletiva) — uma adaptação superficial às demandas de um projeto político, que esconde a essência da fé evangélica.
A liderança, ao impor essa adesão, falhou na função de cuidado espiritual. Ao invés de conduzir o rebanho ao discernimento, entregou-o a um cuidador narcisista, que não oferece contenção, mas manipulação. O ambiente, ao invés de confiável, tornou-se predatório.
Agora, com o colapso da ilusão, a igreja enfrenta uma crise identitária profunda. É a chance de romper com a idealização do poder e reconstruir o self espiritual com base na verdade, na graça e na liberdade do Evangelho. A fé cristã não precisa de salvadores políticos, mas de comunidades maduras, livres e enraizadas em Cristo, o único, suficiente e verdadeiro salvador.

24/09/2025

Por muito tempo, a liderança evangélica brasileira manteve distância da política partidária. Havia aí uma mistura de alienação teológica, desconhecimento institucional e medo real de se corromper. Como Ulisses em A Odisseia, que se amarra ao mastro para ouvir o canto das Sereias sem ser tragado por elas, os evangélicos adotavam uma postura de cautela diante do poder político.
Com a chegada do bolsonarismo, essa postura mudou rapidamente. O “canto” do poder — com promessas de influência, protagonismo moral e combate a inimigos comuns — tornou-se sedutor demais. Muitos líderes não apenas quiseram ouvir, mas se jogaram ao mar, convencidos de que poderiam se aproximar do poder político sem perder a alma.
O resultado foi ambíguo: houve visibilidade política e acesso às esferas de decisão, mas também surgiram sinais claros de confusão ética, perda de identidade e distorção dos valores do Evangelho.
A metáfora das Sereias nos lembra que o problema não é o desejo em si, mas o risco de perder o rumo. O herói Ulisses sobrevive porque mantém o foco em seu destino — sua casa, sua identidade, sua fidelidade.
Parte do movimento evangélico, no entanto, parece ter esquecido sua casa, sua identidade, sua fidelidade ao Evangelho de Cristo. O verdadeiro desafio não é evitar a política, mas atravessá-la com fidelidade aos princípios — manter-se firme, mesmo diante das seduções do poder.
A liderança evangélica, no entanto, seguiu o caminho oposto. Em vez de prudência, escolheu o mergulho cego. Atirou-se nos braços das Sereias, sem cordas, sem filtros, encantada pelo som das promessas fáceis e do poder imediato.
Embevecidos com o veneno da corrupção, muitos negaram a verdade, desprezaram a democracia e elevaram um réu condenado ao status de Deus e mito. O naufrágio foi coletivo: afogaram-se mutuamente — fé, ética e lucidez tragadas pela idolatria política de um réu condenado.
Ulisses sobreviveu porque sabia que resistir ao canto era mais importante do que seguir o desejo. A pergunta que f**a é: quem ainda quer voltar para casa?

17/09/2025

A apreensão pela Polícia Federal do caderno de anotações do pastor Silas Malafaia revelou sua participação direta na produção de conteúdo bolsonaristas, frequentemente disseminados por setores evangélicos. No entanto, a adesão evangélica ao bolsonarismo é psicossocialmente complexa e vai além de motivações meramente político-partidárias. É preciso compreender por que esse movimento político-religioso produz sentimentos de confiança e pertencimento, especialmente entre os fiéis.
Essa adesão pode ser analisada à luz de Donald Winnicott e Émile Durkheim. Para Winnicott (1975), o sujeito necessita, desde a infância, de um “ambiente suficientemente bom” que proporcione segurança, acolhimento e espaço para expressão. Quando essa base emocional falha, o indivíduo tende a buscar substitutos simbólicos na vida adulta que restaurem esse sentimento de cuidado — muitas vezes em grupos ideológicos ou religiosos. O bolsonarismo oferece esse ambiente simbólico ao promover valores conservadores previsíveis (família, fé, autoridade), acolhimento identitário e legitimidade para a expressão da moral evangélica no espaço público, principalmente quando se reduz a prática evangélica ao moralismo legalista.
Por sua vez, Durkheim (1996) compreende a religião como um fato social que organiza a vida moral e promove coesão coletiva. Em contextos de anomia — como vivido no Brasil durante o período pré-Bolsonaro, marcado sobretudo pelo discurso de crises institucionais e morais — há uma tendência à emergência de sistemas normativos rígidos, tal como o bolsonarismo.
O bolsonarismo, nesse sentido, funciona como uma “religião civil”, com rituais, símbolos e dogmas que distinguem os “de bem” dos “inimigos”, gerando pertencimento e identidade grupal.
A convergência entre evangélicos e bolsonarismo articula, portanto, duas dimensões: o acolhimento emocional individual (Winnicott) e a integração moral coletiva (Durkheim). Juntas, respondem à busca por sentido, estabilidade e pertencimento em meio ao discurso do caos.

13/09/2025

Não é coincidência que muitos bolsonaristas confessem fé cristã — sobretudo de viés moralista e legalista. Essa adesão pode ser compreendida tanto pela psicanálise quanto pela teologia calvinista, pois ambas reconhecem que o ser humano não é senhor de si: há forças internas que o atravessam e limitam sua autonomia.
Segundo Freud, o sujeito não lida com a realidade objetiva de forma direta: ela é mediada pela realidade psíquica — marcada por desejos inconscientes, recalques e angústias — que deforma os fatos para que se ajustem às necessidades internas. Já na teologia calvinista, a doutrina da depravação total afirma que o pecado original afetou todas as áreas do ser humano (razão, vontade, afetos), tornando-o incapaz de buscar o bem sem a graça divina.
Ambas as visões negam a soberania do sujeito sobre si mesmo. O versículo de Romanos 7:19 — “o mal que não quero fazer, esse continuo fazendo” — pode ser lido tanto como expressão do pecado, quanto da atuação do inconsciente.
A psicanálise não fala em termos de salvação, mas de autoconhecimento e elaboração dos conflitos internos. Ainda assim, ao descrever o ser humano como dividido e ambíguo, ela oferece um paralelo profundo com a ideia calvinista de natureza caída.
Assim, o sujeito cristão — inclusive o bolsonarista — precisa tanto da graça que salva quanto da análise que revela. A fé em Cristo salva; a análise ilumina. Ambas apontam para a mesma verdade: o mal não está apenas no outro, mas habita em nós — e precisa ser confrontado.

12/09/2025

A psicanálise nos ajuda a compreender a adesão ao bolsonarismo para além da razão. Uma visão de mundo, longe de ser apenas um conjunto de ideias, pode operar como uma estrutura psíquica inconsciente, que organiza desejos recalcados, conflitos internos e mecanismos de defesa.
Indivíduos moralistas e rígidos, por exemplo, podem recalcar impulsos se***is ou agressivos, projetando no outro — comunistas, artistas, minorias, PT, Lula, etc — tudo aquilo que não suportam em si mesmos. Essa realidade psíquica compartilhada se manifesta como uma narrativa de guerra moral, sustentada por recalques, projeções, clivagens e negações da realidade objetiva.
Para Bolsonaro, a condenação judicial representa mais do que um revés legal: trata-se de um ataque ao Eu ideal, um confronto com a castração simbólica, intolerável para estruturas narcísicas. Sua reação tende à negação: transformar a derrota em martírio e o fracasso em narrativa de perseguição.
O bolsonarismo se sustenta não pela razão, mas por sua eficácia psíquica: oferece identidade, sentido e coesão frente a um mundo vivido como ambíguo e ameaçador.
Diante disso, é possível afirmar que Bolsonaro alimenta a pulsão de morte, canalizando afetos destrutivos latentes no inconsciente coletivo. Ao negar a realidade, exaltar a força e estimular o ódio, seu projeto simbólico atua em favor da exclusão, da rigidez e da destruição — marcas claras da pulsão de morte em ação.

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