02/03/2026
Ontem tivemos a alegria de nos reunir como igreja para o culto de Santa Ceia, um momento solene, reverente e profundamente significativo para a nossa fé. A Santa Ceia, instituída pelo próprio Senhor Jesus, é um dos sacramentos deixados à Sua Igreja como sinal visível da graça invisível. Ao participarmos do pão e do cálice, não estamos diante de uma simples tradição, mas de um memorial vivo da obra redentora de Cristo na cruz.
Na compreensão reformada congregacional, entendemos que o pão e o vinho não se transformam literalmente no corpo e sangue de Cristo, mas representam espiritualmente o Seu sacrifício perfeito e suficiente. Pela fé, somos conduzidos a Cristo e fortalecidos interiormente. A Ceia nos lembra que fomos salvos não por méritos próprios, mas exclusivamente pela graça, mediante o sacrifício substitutivo do Filho de Deus.
Ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, somos chamados ao autoexame, ao arrependimento sincero e à renovação da nossa aliança com Ele. Não é a mesa dos perfeitos, mas daqueles que reconhecem sua dependência total da graça divina. Também é um momento de comunhão: comunhão com Cristo, que é o centro da nossa fé, e comunhão com os irmãos, pois somos um só corpo n’Ele.
Cada vez que participamos da Ceia, proclamamos a morte do Senhor até que Ele venha, renovando em nosso coração a esperança da Sua volta e do grande banquete eterno prometido aos remidos. Que o que vivemos ontem continue ecoando em nossa vida diária, produzindo gratidão, santidade e perseverança.
Seguimos firmes, alimentados pela Palavra e fortalecidos pela graça.