14/08/2026
Homilia por padre Arlindo
A FELICIDADE DE CRER
Neste terceiro domingo de agosto toda a Igreja Católica celebra a Assunção de Nossa Senhora ao Céu e da vocação à Vida Consagrada, feminina e masculina. Vida essa, consagrada a Deus e ao serviço dos irmãos. A Palavra de Deus apresenta o modelo dessa vida, que é Nossa Senhora.
Maria uma jovem, filha de São Joaquim e Santa Ana, buscou desde cedo revestir-se da melhor roupagem. Conforme Ap 12,1, ela se vestiu de sol, ou seja, de Deus e do seu amor à humanidade. Acreditava piamente no amor de Deus e, por isso mesmo, disse sim a ele durante toda a sua vida, derrotando, desse modo, o egoísmo próprio da natureza humana, inclinada ao pecado. Nesse cenário sentiu-se a serva de Deus e aceitou ser mãe do seu filho Jesus.
Grávida de Deus, não se encheu de vaidade, mas apressadamente foi compartilhar a sua alegria e serviço com a família de Zacarias e Isabel, seus primos. Tamanha foi a alegria que todos ficaram felizes e proromperam em cânticos de louvor a Deus que faz maravilhas em favor dos que creem. Isabel esclamou: " Feliz es tu Maria que creste ..." ( Lc 1,45 ).
Eis, queridos leitores, a alegria verdadeira do cristianismo. Alegria essa que brota da fé e do sim a Deus. A fé em Deus, segundo a testemunho vivo de Maria, é a religião da alegria. Não é a religião das proibições e da tristeza, como pessoas de má vontade afirmam. É a religião do amor a Deus e aos urmãos e, por isso, a religião da liberdade amorosa e da alegria. Alegria e liberdade essas que nada e ninguém podem nos roubar ( cf. Rm 8, 31-39 ).
A Vida Religiosa verdadeira só pode surgir nesse revestir-se de Deus e como resposta a esse infinito amor que Ele tem pelos seus filhos e filhas. Nesse ambiente, um menino ou menina pode sentir-se chamado, como Maria, a consagrar-se inteiramente a Deus para servir os seus irmãos e irmãs. Além disso, esse sim deveria acontecer na alegria de quem descobriu um grande amor e se empenha inteiramente para adquirí-lo, conforme a parábola do Tesouro escondido no campo ( cf. Mt 13, 44 ). Não pode ser na tristeza de um perdedor.
Como Maria, onde chega um Consagrado Religioso, não pode faltar a alegria de quem crê que carrega Jesus e a Ele serve em cada pessoa. Não poderia ser diferente onde chega, trabalha e vive um cristão autêntico. Sinal da sua autenticidade é a alegria que irradia com seu modo de crer, pensar, agir e ser.
Pe. Arlindo Toneta- Pároco