27/06/2026
Bauru, primeiro dia. E já dá pra sentir que viemos pra ser virados do avesso.
Tudo começou ouvindo que o nosso avesso é melhor que o nosso “natural”, porque é ali, sem máscara nenhuma, que Deus trabalha de verdade. A gente anda tão preocupado com idioma, dinheiro, logística, enquanto Deus se importa com uma coisa só: se deixamos Ele nos virar pelo avesso. A missão começa antes da passagem comprada. Começa numa pergunta que desmonta a gente: quem sou eu? Quem Deus me criou pra ser? Quando essa resposta aparece, todas as outras vêm junto.
E aí você percebe que missão não é algo pra fazer um dia, quando der, quando sobrar tempo. É agora. É abrir a porta de casa e ir pra fora com o que já temos na mão hoje: as boas novas. Sempre tem algo pra ser feito onde a gente já está.
Depois veio a nova geração, e mexeu com todo mundo. As crianças não são folha em branco, elas já interagem com o mundo. Ficou a pergunta ecoando: quantas pessoas são necessárias pra educar uma criança? Uma igreja inteira.
Conhecemos a Steiger e as missões urbanas, e fomos confrontados com o relativismo travestido de zona de conforto, aquela vontade de agradar todo mundo e nunca peitar conflito. O chamado veio direto: buscar a Deus, ser relevante, buscar santidade, pregar a cruz e ter coragem. E lembrar que conhecer as pessoas é a ponte pra evangelizar.
No meio de tanto sobre ir e fazer, veio um respiro: não dá pra cumprir a grande comissão sem cuidar de quem vai. O missionário também precisa ser cuidado, por inteiro.
À noite, fomos recebidos pela 1ª IPI de Bauru, e teve um culto inesquecível. A missionária Margaretha, 90 anos, pregou sobre missões. Uma vida inteira de entrega pra nos lembrar que esse chamado não tem prazo de validade. Ela ensinou que pra conhecer a vontade de Deus a gente precisa de uma Bíblia e um mapa abertos.
Primeiro dia e o coração já tá cheio.
Bora seguir INDO.