22/03/2025
Uma história que nasceu da dor, mas floresceu em amor: o começo da nossa missão
Tudo começou com uma jovem menina de apenas 15 anos. Eu sempre fui alguém dedicada à família, mas a vida me levou cedo para responsabilidades que pareciam grandes demais para minhas mãos pequenas. Casei-me jovem, torcendo para construir um lar de paz. Porém, a vida tomou rumos inesperados: meu casamento não deu certo e, de repente, me vi sozinha, com duas crianças pequenas nos braços, longe da casa dos meus pais e enfrentando a perda da minha mãe.
Houve dias em que o vazio da despensa era tão grande quanto o vazio do coração. Eu saía cedo para trabalhar, buscando forças onde já não havia mais. E foi em um desses dias, exausta e sem esperança, sentada em uma praça, que um encontro mudou tudo. Um morador de rua, vendo minhas lágrimas, me disse palavras que jamais esquecerei:
"Moça, não chora. Você vai ser conhecida nos quatro cantos do mundo."
Naquele momento, aquelas palavras pareceram apenas um co***lo, mas carregavam uma promessa. Cheguei em casa e, com fé, falei com Deus: "Se for verdade, escreve uma nova história para mim. Não só para mim, mas para os meus filhos."
E assim foi. Deus reescreveu minha história. A vida virou uma página. Comecei a trabalhar, novas portas se abriram e, pouco tempo depois, fui chamada para uma obra missionária na Bolívia. Ali, algo acendeu em meu coração: a certeza de que eu não deveria apenas cuidar dos meus filhos, mas também ser uma mãe para muitas outras crianças espalhadas pelo mundo.
Hoje, nossa ONG alcança mais de 600 crianças órfãs em países como África, Bolívia, Uruguai, Venezuela, Chile, Peru e tantos outros. Crianças que, assim como meus filhos um dia, precisavam não só de alimento e brinquedos, mas também de amor, cuidado e esperança.
A promessa daquele morador de rua não era apenas sobre mim. Era sobre todas essas vidas que hoje podemos transformar juntos. A história que começou com lágrimas agora transborda em sorrisos.
Venha fazer parte dessa missão. Juntos, podemos mudar o destino de muitas crianças.
Presidente da ong O.M.A
Cleide Gamenha Domiciano