25/07/2020
"A encíclica Humanae Vitae salvou muitos casais do precipício. Uma encíclica profética para a Igreja e para o Mundo. Depois dela, tudo mudou!"
"Hoje, dia 25 de julho de 2020, a encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, completa 52 anos de publicação. Como qualquer outro documento magisterial, também esse, que originalmente trata da “reta propagação da vida humana” (do original latino: de propagatione humanae prolis recte ordinanda), precisa ser lido à luz da doutrina católica, e deve ser aceito por todos os católicos. Em linhas gerais, a encíclica não se limita ao tema da regulação da natalidade, como se pode entender pelas traduções do seu título em língua vernácula, mas repete aquilo que outro documento da Igreja já havia proclamado anos antes: que a natureza dos atos conjugais está primeiramente ordenada à geração da prole.
A limitação do número de filhos foi um tema discutido pela Igreja Anglicana na Conferência de Lambeth, em 1930. Nesse encontro, os bispos anglicanos aprovaram, pela primeira vez na história do cristianismo, o uso de métodos artificiais para a contracepção. Prevendo o alcance de uma decisão como aquela, o Papa Pio XI não demorou para reagir, e logo mandou publicar a encíclica Casti Connubii, de cujas linhas Paulo VI tomaria notas, quatro décadas depois, para redigir a Humanae Vitae.
Ambos os textos defendem a moral católica sobre o matrimônio, advertindo os fiéis contra a mentalidade anticristã. Todavia, a força de seus argumentos não procede só da luz sobrenatural da fé, mas apela à razão natural, à lei natural inscrita no coração de todos os homens.
Ninguém precisa de um documento papal para entender que a finalidade primária da alimentação é a nutrição. É verdade que, em nossas refeições, preparamos um ambiente celebrativo, onde podemos partilhar amigavelmente nossas experiências enquanto nos saciamos com os alimentos, cujos sabores agradáveis nos causam prazer e satisfação..."
Texto adaptado de www.padrepauloricardo.org.br