Igreja Anglicana do Brasil em Ilhéus

Igreja Anglicana do Brasil em Ilhéus Página da Paróquia Anglicana Santíssima Trindade (Ilhéus/BA), da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ANGLICANA.

Reitor Paroquial: Reverendo Padre Luciano Campelo (Frei Leão de Jesus)

Neste Santo Dia de Pentecostes, celebramos a descida do Espírito Santo sobre a Igreja nascente, sinal vivo de que Deus c...
25/05/2026

Neste Santo Dia de Pentecostes, celebramos a descida do Espírito Santo sobre a Igreja nascente, sinal vivo de que Deus continua soprando esperança sobre o mundo. O Espírito não veio para criar muros, mas para unir povos, línguas e corações na mesma graça do amor divino.

Como cristãos da tradição anglicana, reconhecemos que a ação do Espírito nos conduz à fidelidade às Escrituras, à vida sacramental e ao compromisso com a missão de Cristo no mundo. Pentecostes nos recorda que a Igreja deve permanecer aberta à renovação, ao diálogo, à justiça e ao serviço humilde ao próximo.

Na espiritualidade franciscana, o Espírito Santo é também o sopro da paz, da simplicidade e da fraternidade universal. Foi pelo fogo do Espírito que São Francisco encontrou coragem para abandonar os privilégios e abraçar os pobres, os esquecidos e toda a criação como expressão do amor de Deus.

Hoje, mais do que nunca, precisamos permitir que este fogo santo transforme nossas palavras em instrumentos de reconciliação, nossas mãos em serviço e nossa fé em testemunho vivo do Evangelho. Que o Espírito Santo cure nossas divisões, fortaleça nossa esperança e reacenda em nós a coragem de viver o amor de Cristo com autenticidade.

“Vinde, Espírito Santo, e renovai a face da Terra.”

— Frei Leão de Jesus

✨ SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR ✨“Homens da Galileia, por que ficais olhando para o céu?” (At 1,11)A Ascensão do Senh...
18/05/2026

✨ SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR ✨

“Homens da Galileia, por que ficais olhando para o céu?” (At 1,11)

A Ascensão do Senhor não celebra a ausência de Cristo, mas a plenitude da sua presença. Jesus sobe aos céus, mas não abandona a humanidade. Ao contrário: envia a Igreja ao mundo como sinal vivo do Reino de Deus.

O Evangelho de hoje nos recorda que a fé cristã não é fuga da realidade. Cristo não nos chama para uma espiritualidade distante das dores humanas, mas para uma missão de amor, justiça e esperança.

Dentro da espiritualidade franciscana, aprendemos que contemplar o céu deve nos levar a cuidar da terra, dos pobres, das crianças, dos enfermos e de toda a criação de Deus.

A Ascensão é um chamado:
✝️ servir com humildade
✝️ acolher com misericórdia
✝️ anunciar a paz
✝️ defender a dignidade humana
✝️ testemunhar o Evangelho no mundo

Cristo reina, mas o seu reinado não se manifesta pelo poder dos impérios. Seu trono é a cruz. Seu cetro é a misericórdia. Sua glória é o amor que se doa.

E a promessa permanece viva:
“Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo.” (Mt 28,20)

Que a Igreja seja presença de Cristo:
na Palavra proclamada,
na Eucaristia celebrada,
nos pobres esquecidos,
na comunidade reunida
e na luta pela justiça e pela paz.

Olhemos para o céu, sim…
mas caminhemos pela terra como testemunhas do Reino.

* Frei Leão de Jesus
Igreja Católica Apostólica Anglicana

6º DOMINGO DA PÁSCOA - DIA DAS MÃES (10/05/2026)Amados irmãos e irmãs em Cristo,a liturgia deste Domingo da Páscoa nos c...
10/05/2026

6º DOMINGO DA PÁSCOA - DIA DAS MÃES (10/05/2026)

Amados irmãos e irmãs em Cristo,
a liturgia deste Domingo da Páscoa nos conduz ao coração do Evangelho: o amor que se transforma em compromisso concreto com Deus e com o próximo.

No Evangelho segundo São João, Jesus afirma:

> “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15).

Nosso Senhor não fala de um amor abstrato, sentimental ou apenas religioso. O amor cristão verdadeiro produz frutos de justiça, misericórdia e solidariedade. Amar Jesus significa defender a dignidade humana, acolher os pobres, proteger as crianças, respeitar os idosos e lutar contra toda forma de violência e exclusão.

Vivemos tempos marcados pela intolerância, pela desigualdade social e pela cultura do descarte. Muitos sofrem com a fome, com o desemprego, com a solidão e com a ausência de esperança. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus nos recorda que o Espírito Santo continua sendo enviado para sustentar a Igreja em sua missão profética e pastoral.

Na primeira leitura, o apóstolo Paulo fala ao povo de Atenas sobre o Deus da vida, o Deus que “não está longe de cada um de nós” (At 17,27). Essa mensagem permanece atual. Deus não habita apenas nos templos; Ele também se manifesta nas periferias, nas comunidades esquecidas, nos territórios indígenas, nas famílias feridas e no clamor dos que sofrem injustiça.

Como anglicanos, somos chamados a viver a fé equilibrando Escritura, Tradição e Razão, testemunhando um cristianismo comprometido com a reconciliação, a dignidade humana e a construção da paz. Nossa espiritualidade não pode se fechar em formalismos religiosos enquanto tantos irmãos padecem necessidade.

E aqui resplandece também o carisma franciscano: simplicidade, humildade, fraternidade e amor por toda a criação. São Francisco de Assis nos ensinou que o Evangelho deve ser vivido com radicalidade e ternura. O Cristo Ressuscitado nos chama a sermos instrumentos de paz em um mundo marcado pela violência e pela indiferença.

Neste Dia das Mães, contemplamos com gratidão aquelas mulheres que refletem o cuidado amoroso de Deus na vida cotidiana. Muitas mães carregam silenciosamente o peso do sustento da família, da educação dos filhos e das dores escondidas do coração. Algumas sofrem pela ausência de seus filhos, outras enfrentam dificuldades financeiras, enfermidades ou abandono.

A elas nossa reverência e nossas orações.

O amor materno nos ajuda a compreender o próprio amor de Deus: um amor paciente, cuidador e perseverante. Assim como uma mãe protege seus filhos, também a Igreja deve acolher os pequenos, defender os vulneráveis e cuidar dos que foram esquecidos pela sociedade.

O apóstolo Pedro, na segunda leitura, nos exorta a permanecer firmes na prática do bem, mesmo em meio às adversidades (1Pd 3,13-22). Essa é a missão do povo cristão: não retribuir ódio com ódio, mas testemunhar esperança; não alimentar divisões, mas construir pontes; não se acomodar diante da injustiça, mas anunciar o Reino de Deus com coragem.

Que nossas comunidades sejam espaços de acolhimento, partilha e serviço. Que nossas famílias sejam escolas de amor e respeito. Que nossas mães sejam honradas não apenas com palavras, mas também com presença, cuidado e gratidão.

E que o Espírito Santo, prometido por Cristo, nos fortaleça para vivermos autenticamente os valores do Evangelho.

Amém.

* Frei Leão de Jesus, Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Anglicana e Ministro Geral da Ordem Franciscana Anglicana.

*O Coração por Trás da Estola: O Peso Invisível da Missão* Muitas vezes, olhamos para o altar e vemos uma figura que par...
09/05/2026

*O Coração por Trás da Estola: O Peso Invisível da Missão*

Muitas vezes, olhamos para o altar e vemos uma figura que parece inabalável. O sacerdote é aquele que abençoa, que aconselha, que perdoa em nome de Deus e que parece ter respostas para todas as angústias do mundo. Mas, quando as luzes da igreja se apagam e as portas se fecham, existe uma realidade que poucos conhecem:
*o padre também é humano.*

A missão sacerdotal é sublime, mas é também um fardo de uma densidade imensurável. É uma entrega que exige o abandono de si mesmo para carregar as dores alheias. O padre ouve o choro do luto, o desespero do desemprego, a crise das famílias e o peso dos pecados que ninguém mais quer carregar. Ele se torna o receptáculo das sombras de sua comunidade, oferecendo em troca a luz da esperança — mesmo quando, por dentro, ele também se sente no escuro.

*As Lágrimas que Ninguém Vê*

É doloroso ser alvo de julgamentos e descréditos gratuitos. Muitas vezes, a incompreensão e a dureza de coração daqueles a quem o padre se dedica tornam o caminho ainda mais íngreme. O que o povo não vê são:

*As noites de solidão:* Onde o silêncio do seu quarto ecoa o cansaço de um dia exaustivo.

*O choro escondido:*
Sim, os padres choram. Choram escondido para que ninguém veja, para não escandalizar a fé alheia, para manter a postura de "fortaleza" que todos esperam.

*O peso da responsabilidade:*
A sensação de que não se pode errar, de que não se pode estar cansado ou triste.

*Um Apelo ao Carinho e à Empatia*

Ser padre não é um cargo administrativo; é uma paternidade espiritual. E, como qualquer pai, o sacerdote precisa de cuidado, de um olhar de afeto e de orações que sustentem seu cansaço. Quando desacreditamos de um sacerdote sem motivos, ou o atacamos com críticas impiedosas, estamos ferindo alguém que escolheu renunciar à própria vida para servir à nossa.
Seja no rito Romano, Anglicano ou em qualquer missão pelo mundo, o sacerdócio é uma ponte. Mas, para que a ponte não desabe, ela precisa de alicerces. E o alicerce de um padre, além da Graça de Deus, é a caridade de seu povo.

*Antes de julgar, ofereça uma oração. Antes de criticar, ofereça um sorriso. O seu padre também precisa de você para continuar sendo um sinal de Deus na terra.*
> *"O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor."* — *São João Maria Vianney*

Em oração,
Dilvano Westenhofer Brum
Sacerdote Anglicano

Texto de PadreAgostinho De Jesus Anglicano

5º Domingo da Páscoa (03/05/2026)As leituras de hoje nos conduzem a um caminho de confiança radical em Deus, mesmo em me...
03/05/2026

5º Domingo da Páscoa (03/05/2026)

As leituras de hoje nos conduzem a um caminho de confiança radical em Deus, mesmo em meio às adversidades. Em Atos dos Apóstolos (7,55-60), contemplamos o testemunho de Estêvão, que, cheio do Espírito Santo, enfrenta a morte com o olhar fixo no céu. Sua atitude não é de revolta, mas de entrega: ele perdoa, ama e confia. Eis o sinal de uma fé pascal autêntica.

O Salmo (31) ecoa essa mesma confiança: “Em tuas mãos, Senhor, entrego o meu espírito”. Trata-se de uma espiritualidade que não nega o sofrimento, mas o transforma em oferta. É aqui que encontramos profunda sintonia com o espírito franciscano: a confiança filial em Deus, mesmo na dor, e a escolha do amor como resposta.

Na Primeira Epístola de Pedro (2,2-10), somos chamados “pedras vivas”, edificados como casa espiritual. A Igreja, no ethos anglicano, é compreendida como comunidade viva, sacramental e missionária, fundada em Cristo, mas construída por cada um de nós. Não somos espectadores da fé, mas participantes ativos da obra de Deus no mundo.

Por fim, no Evangelho de NSJC segundo João (14,1-14), Jesus nos consola: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Não se trata de uma ideia abstrata, mas de uma relação viva com o Cristo. Seguir esse caminho implica viver como Ele viveu: na humildade, no serviço e no amor.

Assim, à luz da Páscoa, somos convidados a trilhar o caminho de Cristo com coragem, como Estêvão; com confiança, como o salmista; e com consciência de nossa missão, como nos ensina Pedro. Que nossa fé não seja apenas professada, mas vivida — simples, pobre e cheia de amor, como nos inspira São Francisco.

Paz e Bem!

Frei Leão de Jesus

Em oração por todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do mundo.
01/05/2026

Em oração por todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do mundo.

**MENSAGEM DO DIA DOS TRABALHADORES – 1º DE MAIO**A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ANGLICANA, por meio de seu Conselho Episc...
01/05/2026

**MENSAGEM DO DIA DOS TRABALHADORES – 1º DE MAIO**

A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ANGLICANA, por meio de seu Conselho Episcopal Primacial, dirige-se a todos os trabalhadores e trabalhadoras neste 1º de Maio, data que simboliza luta, resistência e esperança.

À luz da Sagrada Escritura, recordamos: “O trabalhador é digno do seu salário” (Lucas 10,7). Esta Palavra reafirma a dignidade do trabalho humano e o direito inalienável a condições justas e dignas de vida.

Reconhecemos a importância da consciência de classe como instrumento legítimo de libertação e justiça social, bem como a urgente necessidade de união, organização e mobilização dos trabalhadores na defesa de seus direitos históricos.

Em um tempo marcado por desigualdades e precarizações, conclamamos todos à solidariedade ativa e ao compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e inclusiva.

Manifestamos, com veemência, nosso apoio aos projetos em tramitação no Congresso Nacional que visam a eliminação da escala de trabalho 6x1, como medida necessária à promoção da dignidade humana, do descanso justo e da qualidade de vida do povo trabalhador.

Que Deus fortaleça cada trabalhador e trabalhadora, sustentando-os na esperança e na luta por justiça.

Conselho Episcopal Primacial

Sermão – 4º Domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor)Amados irmãos e irmãs em Cristo,a paz e o bem!Neste 4º Domingo da P...
26/04/2026

Sermão – 4º Domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor)

Amados irmãos e irmãs em Cristo,
a paz e o bem!

Neste 4º Domingo da Páscoa, a Igreja nos convida a contemplar uma das imagens mais ternas e, ao mesmo tempo, mais desafiadoras do Evangelho: Cristo, o Bom Pastor. As leituras que ouvimos — Atos dos Apóstolos (2,42-47), o Salmo 23, a Primeira Carta de Pedro (2,19-25) e o Evangelho de João (10,1-10) — nos conduzem a uma profunda reflexão sobre cuidado, comunhão e responsabilidade.

Jesus afirma: “Eu sou o Bom Pastor… Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.”

Mas que vida é essa? E para quem ela é destinada?

1. O Pastor que conhece e chama pelo nome

No Evangelho, Jesus não fala de um pastor distante, frio ou autoritário. Ele fala de um pastor que **conhece suas ovelhas pelo nome**. Isso significa intimidade, dignidade e reconhecimento.

Num mundo como o nosso — marcado pela massificação, pela cultura do descarte e pela invisibilidade dos mais pobres — essa afirmação é revolucionária.
No Brasil e no mundo, milhões de pessoas não são chamadas pelo nome: são números em estatísticas, são corpos esquecidos nas periferias, são rostos invisíveis nas filas da fome, da violência e da exclusão.

O Bom Pastor nos ensina que ninguém é anônimo diante de Deus.

E aqui ressoa o ethos anglicano: uma fé que une Escritura, tradição e razão para afirmar a dignidade de toda pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus. E ressoa também o carisma franciscano: ver em cada rosto humano — especialmente no pobre e no ferido — o próprio Cristo.

2. A comunidade que partilha e cuida (Atos 2,42-47)

A primeira leitura nos apresenta a Igreja nascente:
“Todos viviam unidos e tinham tudo em comum.”

Não era apenas uma comunidade de culto, mas de partilha concreta. Não bastava rezar juntos — era preciso viver juntos, cuidar uns dos outros, repartir o pão.

Essa Palavra nos interpela diretamente.

Vivemos em uma sociedade profundamente desigual. Enquanto poucos acumulam excessos, muitos lutam pelo mínimo. A fé cristã não pode ser reduzida a um discurso espiritual descomprometido com a realidade social.

A Eucaristia que celebramos só é autêntica quando se desdobra em solidariedade.

Como nos lembra São Francisco de Assis:
“É dando que se recebe.”

E como Igreja Anglicana, somos chamados a ser uma comunidade inclusiva, reconciliadora e comprometida com a justiça — uma Igreja que não fecha os olhos diante das dores do mundo.

3. O Pastor que sofre com suas ovelhas (1 Pedro 2,19-25)

A segunda leitura nos recorda que Cristo é o pastor que sofre conosco e por nós.
Ele não conduz de longe — Ele caminha no meio das dores humanas.

Num tempo de tantas feridas — violência, intolerância, crises políticas, guerras, deslocamentos forçados, sofrimento ambiental — somos chamados a reconhecer: Deus não está ausente. Ele está presente nas cruzes da história.

Mas atenção: isso não justifica a dor. Pelo contrário, nos convoca a combatê-la.

Ser discípulo do Bom Pastor é tornar-se também sinal de cuidado.
É assumir uma espiritualidade encarnada, que não foge do mundo, mas o transforma.

4. O Salmo 23: confiança em meio à escuridão

O Salmo nos diz:
“O Senhor é meu pastor, nada me faltará.”

Mas o mesmo salmo reconhece:
“Ainda que eu caminhe pelo vale da sombra da morte…”

Ou seja, a fé não nos livra das dificuldades — mas nos garante que não estamos sozinhos nelas.

Hoje, muitos caminham por vales sombrios: desemprego, depressão, insegurança, medo do futuro. Como Igreja, precisamos ser presença de co***lo, esperança e direção.

5. Quem são os “ladrões e assaltantes” hoje?

Jesus também alerta:
*“Quem não entra pela porta é ladrão e assaltante.”*

Esses “ladrões” continuam presentes:

* São sistemas que exploram e desumanizam;
* São lideranças que manipulam a fé para dominar;
* São discursos que dividem, alimentam o ódio e negam a dignidade do outro;
* São estruturas que impedem a vida plena.

O Bom Pastor, ao contrário, liberta, inclui e conduz à vida abundante.

6. Chamados a ser pastores com Cristo

Queridos irmãos e irmãs,
o Evangelho não nos convida apenas a admirar o Bom Pastor — mas a participar de sua missão.

Cada um de nós é chamado a ser sinal de cuidado:

* Na família, sendo presença de amor;
* Na sociedade, sendo voz de justiça;
* Na Igreja, sendo instrumento de comunhão;
* No mundo, sendo testemunha da paz.

O carisma franciscano nos recorda:
somos irmãos e irmãs de toda a criação.
O ethos anglicano nos recorda:
somos responsáveis pela construção de uma fé viva, inteligente e comprometida.

Concluindo...

Neste Domingo do Bom Pastor, deixemos ecoar em nosso coração a voz de Cristo.

Ele nos chama pelo nome.
Ele nos conduz com amor.
Ele nos envia em missão.

Que possamos reconhecê-lo, segui-lo e, sobretudo, imitar o seu pastoreio — com ternura, coragem e compromisso com a vida.

E que, ao celebrarmos esta Eucaristia, possamos sair daqui como uma comunidade que não apenas escuta a voz do Pastor, mas que se torna também voz de esperança para o mundo.

Amém.
Paz e bem!

* Frei Leão de Jesus

25/04/2026

O apelo dramático e indignado vem de Cuba. A política americana de bloqueio e de ameaças de invasão custa vidas humanas. Não é o "regime" que está matando gente. É a prepotência da extrema-direita americana, em várias partes do mundo.

COMPARTILHE, POR FAVOR.

CARTA ABERTA AO MUNDO
(Autora : Ykay Romay, cubana, 2026)

"À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações importantes. Eu sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E eu escrevo isto com a alma rasgada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que em Cuba há idosos que morrem cedo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, pressão, diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos estão calados. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio sim.
DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que devem ter sido desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela sua vida enquanto o governo dos EUA decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que viram a vida dos seus filhos ameaçar porque uma ordem assinada em um escritório de Washington vale mais do que o choro de um bebê a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou as crianças cubanas não merecem viver?
DENUNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Eu denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida só porque sim. É que eles nos impedem de comprá-la. É que navios com comida são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango, leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada por 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescida por Donald Trump e executada com sanha por Marco Rubio.
Eles chamam a isto "pressão económica". Eu chamo de terrorismo com fome.
DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desmoronou, hoje não tem seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças, tecnologia.
Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém Contra vento e maré. Contra bloqueio e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.
AO MUNDO EU DIGO:
Cuba não lhes pede esmola.
Cuba não lhes pede soldados.
Cuba não lhes pede que nos amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Peço-lhes que não se deixem enganar pelo conto do "diálogo" e da "democracia" enquanto nos apertam o pescoço.
No queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.
Aos governos cúmplices que se calam:
A história vai dar-lhes conta.
Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra fendas.
Aos carrascos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.
Aos que ainda tem humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E pergunte a si mesmo: De que lado da história eu quero estar?
Desta pequena ilha, com uma cidade gigante,
Uma cubana a pé que se recusa a render.
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Isto não é uma foto de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de espectáculo.
Isto não é mais uma opinião.
Isso é um GRITO. E os gritos não se guardam. OUVINDO. Eles se REPLICAM. TORNAM-SE MULTIDÃO
Não estou pedindo um curtida hoje. Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslocar a tela.
COMPARTILHE.
Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.
Para que as mães de outros países saibam que aqui tem bebês lutando em incubadoras apagadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a mídia mentirosa não tenha como fugir.
Para que os carrascos saibam que NÃO NOS CALAMOS.
Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, SIM.
Não fique com este texto salvo.
Não seja cúmplice do silêncio.
FAÇA ESSA DENÚNCIA IR MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.
COMPARTILHE. Agora.

"

Anunciamos e damos graças a Deus pela vida e ministério do Bispo-eleito Frei Leão de Jesus.
23/04/2026

Anunciamos e damos graças a Deus pela vida e ministério do Bispo-eleito Frei Leão de Jesus.

Amados irmãos e irmãs em Cristo,A liturgia deste 3º Domingo da Páscoa nos conduz por um caminho profundamente humano e d...
19/04/2026

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

A liturgia deste 3º Domingo da Páscoa nos conduz por um caminho profundamente humano e divino ao mesmo tempo: o caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35). É o caminho da dúvida que se transforma em fé, da tristeza que se converte em esperança, da cegueira espiritual que se abre para reconhecer o Ressuscitado no partir do pão.

Os discípulos caminhavam desolados. Tinham ouvido falar da ressurreição, mas ainda não criam plenamente. E eis que o próprio Cristo se aproxima, caminha com eles, escuta suas angústias, interpreta as Escrituras… e só é reconhecido no gesto simples, profundamente sacramental, de partir o pão.

Aqui está o coração do Evangelho de hoje: Cristo caminha conosco, mesmo quando não O reconhecemos.

1. A fé que se torna testemunho

Na primeira leitura (At 2,14.22-33), vemos São Pedro Apóstolo proclamando com ousadia: “Deus ressuscitou Jesus, rompendo as cadeias da morte.” Aquele que antes negou Cristo três vezes, agora testemunha. Aquele que teve medo, agora anuncia.
Isso nos ensina algo essencial: - crer verdadeiramente transforma a vida.

Não basta dizer “eu acredito”. A fé cristã não é uma ideia abstrata, nem uma tradição cultural. Como nos lembra o teólogo anglicano N. T. Wright:

“A ressurreição não é apenas algo em que acreditamos; é algo que nos chama a viver de forma diferente no mundo.”

Se Cristo ressuscitou — e nós professamos isso — então nossas palavras, nossas escolhas e nossas atitudes precisam refletir essa realidade.

2. O coração ardente e a conversão cotidiana

Os discípulos dizem: “Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho?”

O coração que arde é o coração convertido.
É o coração que escuta, que se deixa interpelar, que muda.

Na espiritualidade franciscana, aprendemos com São Francisco de Assis que o Evangelho deve ser vivido “sem glosa”, isto é, sem desculpas, sem adaptações convenientes. Ele dizia:

“Pregai o Evangelho em todo tempo; se necessário, também com palavras.”

Isso significa que nossa fé deve ser visível.
Nossa vida deve ser um sermão vivo.

3. A fé exige coerência: palavras e ações

A segunda leitura (1Pd 1,17-21) nos lembra que fomos resgatados “não com ouro ou prata, mas com o precioso sangue de Cristo”.

Se fomos comprados por tão alto preço, como podemos viver de forma incoerente?

O grande teólogo anglicano Rowan Williams afirma:
“Ser cristão é permitir que a vida de Jesus se torne visível em nós.”

Portanto, não basta frequentar a igreja, nem apenas professar a fé com os lábios.

É necessário viver os mandamentos de Cristo:
• Amar até os inimigos
• Perdoar sempre
• Promover a justiça
• Defender a dignidade humana
• Ser instrumento de paz

4. Um apelo profético ao nosso tempo

Vivemos tempos difíceis, marcados por divisões, violência e discursos de ódio. Por isso, não podemos nos calar diante das injustiças.

Manifestamos aqui nossa solidariedade ao Papa Leão XIV, recentemente atacado por um líder belicista simplesmente por pregar a paz no Oriente Médio e no mundo. Pregar a paz nunca será um erro — é, antes, fidelidade ao Evangelho de Cristo.

Jesus disse:
“Bem-aventurados os pacificadores.”

Logo, atacar quem promove a paz é afastar-se do próprio Cristo.

5. Fé e responsabilidade na vida pública

É verdade — e devemos afirmar com clareza — que o Estado brasileiro é laico. Isso garante liberdade religiosa e pluralidade.
Mas isso não significa que o cristão deva abandonar sua consciência ao entrar na vida pública ou ao exercer sua cidadania.

Na hora de votar, cada cristão deve se perguntar com sinceridade:
“Em que projeto Jesus votaria?”

Não se trata de impor religião ao Estado, mas de viver coerentemente a fé na sociedade.

Se somos seguidores de Cristo, devemos agir como Ele agiria:
• Escolher o caminho da justiça
• Defender os mais pobres
• Rejeitar a violência
• Promover a paz e a dignidade humana

6. Crer é ser transformado

É muito importante crer.
Mas é ainda mais importante compreender que:
quando cremos verdadeiramente no Deus vivo, nossa fé nos transforma.
Transforma nosso olhar.
Transforma nossas escolhas.
Transforma nossa maneira de viver.
E então deixamos de ser apenas “ouvintes do caminho” para nos tornarmos testemunhas da ressurreição.

CONCLUSÃO

Irmãos e irmãs, que hoje possamos reconhecer Cristo:
• na Palavra proclamada
• na Eucaristia celebrada
• e no próximo que caminha ao nosso lado

Que nosso coração volte a arder.
Que nossa fé se torne vida.
Que nosso testemunho seja verdadeiro.

BÊNÇÃO

Que o Deus da vida, que ressuscitou a Jesus dentre os mortos,
vos encha de esperança viva e fé autêntica.

Que Cristo Ressuscitado caminhe convosco em todos os caminhos,
abrindo vossos olhos para reconhecê-Lo no partir do pão.

Que o Espírito Santo vos fortaleça
para serdes testemunhas fiéis do Evangelho,
com palavras e ações.

E que a bênção do Deus Todo-Poderoso,
Pai, Filho ✠ e Espírito Santo,
desça sobre vós e permaneça para sempre.
Amém.

Endereço

Rua Esmeraldo De Sá Vieira 78/Conquista
Ilhéus, BA
45650-330

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