18/08/2026
⛪21.º Domingo do Tempo Comum Ciclo Ano A
“E Vós, Quem Dizeis Que Eu Dou?”
Neste 21.º Domingo do Tempo Comum, a liturgia coloca-nos diante de uma das perguntas mais decisivas da vida cristã: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. O Evangelho de Mateus (16,13-20) leva-nos até Cesareia de Filipe, região pagã, longe dos centros religiosos de Israel. Ali, Jesus interroga os discípulos sobre a opinião das multidões a respeito d’Ele. As respostas são respeitosas, mas insuficientes: João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. São aproximações, mas não alcançam o mistério.
A PRIMEIRA LEITURA: tirada de Isaías (22,19-23), prepara-nos para compreender este gesto de autoridade de Jesus. O Senhor Deus destitui o administrador infiel Chebna e coloca sobre os ombros de Eliacim a chave da casa de David. Quem possui a chave tem autoridade para abrir e fechar, para governar com justiça e paternidade. Eliacim prefigura, de modo imperfeito, a missão confiada a Pedro. Em Jesus, as chaves do Reino são entregues não a um funcionário de palácio, mas ao apóstolo que confessa a fé verdadeira. A autoridade de Pedro e dos seus sucessores não é domínio, mas serviço; não é poder absoluto, mas ministério de unidade e fidelidade à verdade revelada.
A SEGUNDA LEITURA: Convida-nos a contemplar a profundidade da sabedoria e do conhecimento de Deus. Os Seus juízos são insondáveis e os Seus caminhos incompreensíveis. A Igreja, edif**ada sobre a rocha da fé de Pedro, é fruto deste desígnio misterioso e misericordioso. Não é uma construção humana, mas obra de Deus, sustentada pela promessa de Cristo de que as forças do mal nunca a destruirão.
Já o Evangelho de Mateus leva-nos até Cesareia de Filipe, região pagã, longe dos centros religiosos de Israel. Ali, Jesus interroga os discípulos sobre a opinião das multidões a respeito d’Ele. As respostas são respeitosas, mas insuficientes: João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. São aproximações, mas não alcançam o mistério.
MEDITAÇÃO: As chaves entregues a Pedro são sinal de que a misericórdia e a verdade de Deus permanecem acessíveis no meio de nós. Que a nossa resposta, como a de Pedro, seja clara e generosa. Que cada um de nós possa dizer, com convicção renovada: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E que, ancorados nesta fé, caminhemos unidos na Igreja, seguros de que as portas do Inferno não prevalecerão, porque o Senhor permanece fiel à Sua promessa.
FONTE: CNBB - Conferência dos Bispos