22/04/2026
Ser pai pequeno é muito mais que exercer um cargo, é um chamado ancestral, é um resgate, é um caminho dado pelo Orixá. Não se escolhe, não se faz por desejo, nem por competências humanas, nem por tempo de axé ou por vontade do sacerdote... não é ego, não é poder, não é vaidade, não é vontade... O sacerdócio nasce com quem o tem, é caminho, é ancestralidade.
Em nosso terreiro nasce um pai pequeno, nasce pelos ritos secretos, pelas mãos da mãe de santo que plantou o axé e o fundamento em seu Ori... mas o caminho não nasceu agora, apenas se confirmou!
Pai pequeno é base que sustenta, firma e conduz, é base que cria, que ensina, que guia. Mãe de santo planta o axé, pai pequeno alimenta e ajuda a sustentar! Mãe de santo gera filhos, pai pequeno cria os filhos que nasceram! Mãe de santo guia e conduz caminhos, pai pequeno ensina a caminhar por esses caminhos! Mãe e pai pequeno são essenciais na formação de um filho de santo, na condução do axé, na força de um terreiro, no sustento da gira, dos rituais, das funções, das obrigações! Exige caminho, comprometimento, resiliência, responsabilidade, amor, sabedoria e alegria!
Umbanda é comunidade, é coletivo, é continuidade, é família, é ancestralidade! E nessa comunidade, hierarquia é força que sustenta o axé de toda a família! Hoje estamos ainda mais fortes, vivos e felizes, e nossos ancestrais estão em festa! Asè para quem é de asè! Viva nosso Pai Pequeno de Oxalá