24/05/2026
Em primeiro lugar, vazio. Há um vazio no centro do ego humano. O ego enfatuado e superinflado não tem nada no centro. É oco. O ego busca algo que lhe dê senso de valor, de singularidade e de propósito, e nisso ele se apoia. Se tentarmos colocar qualquer coisa no lugar reservado originariamente a Deus, vai sobrar muito espaço.
Em segundo lugar, é dolorido O ego distendido e superinflado dói.
O ego vive chamando a atenção. Mas os sentimentos não podem ser feridos! É o ego que se sente machucado. Os sentimentos continuam ótimos! É o ego que dói. O ego nunca se sente feliz.
Em terceiro lugar, é atarefado, ou seja faz de tudo pra ser notado. Na tentativa de preencher o vazio e lidar com seu desconforto, o ego vive se comparando com outras pessoas. E faz isso o tempo todo, ele é insaciável. É um buraco negro.
Em quarto lugar frágil, Isso acontece porque qualquer coisa superinflada corre perigo iminente de estourar: é como uma bexiga que alguém soprou demais e a deixou muito cheia. Se estou dilatado com ar em vez de estar abastecido com algo sólido, não faz nenhuma diferença se estou superinflado ou desinflado. Complexo de superioridade e complexo de inferioridade são basicamente a mesma coisa. Os dois resultam do fato de que a pessoa estava superinflada. A pessoa com complexo de superioridade está superinflada e corre o risco de ser desinflada; a pessoa com complexo de inferioridade já está desinflada. A pessoa com complexo de inferioridade declara aos outros que se odeia e declara isso também a si mesma. Pessoas assim estão desinfladas. Se a pessoa está desinflada, isso significa que ela já esteve inflada. Desinflado ou em perigo iminente de ser desinflado é a mesma coisa. E, portanto, fragiliza o ego. Submeta seu ego ao Espírito Santo.