10/07/2026
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Tat'etu Londirá
(João Alves Torres Filho)
(Joãozinho da Gomeia)
☀️1914 - 1971✝️
Ndanji Gomeia
Baiano, nascido no município Inhambupe, em 27 de março de 1914. Com 15 anos, em 1929, foi iniciado ao Nkisi Mutalambô, por Severiano Manoel de Abreu (1886 - 1937), que tinha como mentor um caboclo de nome Jubiabá. Assim é conhecido o “pai de santo” de Joãozinho. Não menos famoso que seu “filho de santo", que recebeu a dijina Londirá. Jubiabá foi um dos mais famosos líderes religiosos da Bahia na época. Seu terreiro ficava no Alto da Cruz do Cosme.
João, ao se tornar o Tat'etu Londirá, foi considerado, pelos mais velhos, muito novo para o sacerdócio. Contudo, já em 1936, com apenas 22 anos, Londirá funda o seu terreiro em Salvador, no bairro Ladeira de Pedra, que posteriormente se transferiu para a rua que se tornaria parte do seu nome e da sua história, a rua da Goméia, nome da maior ndanji (em número de adeptos), do candomblé de matriz bantu.
A Gomeia ficou conhecida vulgarmente como "Candomblé de Caboclo", por suas relações profundas de culto de matriz angolana com tradições indígenas e a regência do caboclo Pedra Preta de Londirá. Também pelo fato de Joãozinho ter incorporado cultos de origem nagô, predominante nos candomblés ketu, de culto aos orixás.
Em Salvador, Tata Londirá iniciou poucos azenza que se tornaram sacerdotes, a mais destacada foi Altanira Souza, conhecida como Mirinha do Portão. Em 1948, Tata Londirá, agora mais conhecido como Joãozinho da Gomeia, migra para a cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Muitos famosos, como os ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino, assim como Dorival Caymmi e outros estiveram por lá. Centenas de filhos e filhas foram iniciados neste terreiro. Hoje o terreno está em fase de tombamento para construção de um museu da Gomeia.
João faleceu em 19 de março de 1971. Sua herança na Bahia ficou ao encargo de Edite Apolinária de Santana, a Mam'etu Samba Diamungo, apesar de ser filha de Ampumandezu, auxiliou no prosseguimento da Gomeia. No Rio de Janeiro, a herdeira ainda viva é a mam'etu Seci Caxi.
Foto restaurada pela pesquisa
Tat'etu Kihoji Luandê
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Roteirista