Por volta de 1870 famílias de origem polonesa e italiana chegaram à Linha Três Ribeirões, entre elas Zackcheski, Vissovarte, Stano, Bosa, Guslinski. Sem terras preparadas para o plantio, muitos se deslocaram para o Rio Grande do Sul, onde iam trabalhar na construção de estradas. Outros ficaram por aqui, desbravando matas e fazendo, manualmente, dormentes para a estrada de ferro que passava pela re
gião. A fé era cultivada com a oração em família, principalmente o terço. Uma família de italianos tinha uma imagem de São João e sentindo a necessidade de um local para os encontros de oração, fincou em frente à sua casa um palanque e entalhou um lugar na madeira para colocar a imagem do Santo: ficou conhecido como “Palanque de São João” e passou a ser o ponto de encontro de oração para os moradores. Para as missas, as pessoas se reuniam e iam a pé a Cocal, Criciúma e Içara. Com a formação de um grupo de jovens em 1982, a localidade recebeu grande impulso e, com as missões doa ano seguinte, formaran-se os grupos de famílias para se encontrar, rezar e discutir os assuntos de interesse comum. Em 1984 reuniran-se os Dagostin, Stano, Zackzeski, Frasson, Novack, Machieski, Siecluski, para formar uma comunidade no lugar. Em novembro do mesmo ano a localidade já formava uma comissão com os senhores Hildemar Dagostin, Pedro Cechinel, Zeferino Cechinel, Valmor Frasson, Pedro Stano, Jucelino Dagostin, José Puziski, Libero Siekluski, Rogério Emerenciano e Davi Siekluski. Com o apoio do padre Bernardo começaram as celebrações de missas e cultos. Em 14/12/1984, na missa de Sétimo Dia do senhor João Machieski, o padre Bernardo noticiou que o senhor Pedro Stano havia doado à comunidade um terreno de 50 metros por 50 metros, para fazer a capela, ao lado da escola. Em agosto do ano seguinte chegou de São Paulo a imagem de NOSSA SENHORA DO CARAVAGGIO, escolhida em assembléia como Padroeira do lugar. A imagem foi doação da família José João Ghedin. Em 06/07/1986 foi rezada a primeira missa no Centro Comunitário do Morro Caravaggio. Surge a ideia de se construir uma capela. Nesse intervalo, num dia de Corpus Christi, as dezesseis horas, numa carreata de transladação, a Eucaristia foi levada da Matriz para a comunidade. A capela foi construída pela motivação do pároco, padre Oscar. Em busca de um modelo, visitou-se diversas localidades e optou-se pelo da igreja de Sapiranga, que foi aprovado por todos. Dois anos depois, iniciou-se a construção com a benção da pedra fundamental. Aos poucos, com a colaboração das 69 famílias do lugar e de pessoas de outras localidades, o sonho se realizou. E aqui estamos para agradecer a Deus pelas bençãos que tem derramado sobre nossa comunidade.