Nos primeiros tempos da povoação de Ausentes, as famílias freqüentavam as capelas de São Sebastião de Urussanga Velha e São Jorge da Lagoa dos Esteves. Nas festas dos padroeiros a comunidade ia em verdadeira romaria para os três dias de festejos. A princípio pensou-se em Sanga Funda, mas, porém Antônio Pedro Cândido ofereceu o terreno para a capela. A construção da igreja necessitava de muita vont
ade e esforço da comunidade. O Sr. Paulino Rock doou o mato para o corte da madeira para a construção da Igreja. Pedro Rodrigues organizou e liderou o corte e beneficiamento das madeiras para a construção da Igreja. A primeira missa foi campal, no terreno da Igreja e foi celebrada pelo Pe. Pedro Urich da paróquia de Jaguaruna, em novembro de 1951. Ele junto com a liderança da comunidade, disse:
“_Este lugar é muito bonito para ter o nome de Ausentes.” E sugeriu que mudassem o nome para “Boa Vista.”
A construção da igreja, que era toda de madeira foi feita pelo Sr. Jovino de Souza, morador de coqueiros. Nossa Senhora de Fátima, é padroeira de nossa comunidade, devido a uma promessa da família do Sr. Pedro Bortolato, moradores de Sanga Funda. A imagem de Nossa Senhora das Graças foi doada pela Sra. Olindina Patrício Cabreira por uma graça alcançada. A imagem do Sagrado Coração de Jesus foi doado pelo Sr. Lucas Paulino Rock e em setembro de 1956 foi feita a primeira festa do Sagrado Coração de Jesus e continua sendo comemorado até hoje. A capela dirigida por Pedro Bernardinho Rodrigues teve como zeloso capelão o Sr. Lucas Paulino, Francisco Rodrigues e zeladoras Dovirgem da Silva Réus, Honorina Alano Cândido, Francisca Seberina Cândido, Ezaltina entre outras que tão bem zelaram pela capela e pela fé religiosa da comunidade. A nossa comunidade foi crescendo muito rápido e a capela foi ficando pequena. Houve então, a necessidade de construir uma igreja maior. E em 1964 foi iniciada a construção da atual igreja, foi feito a fundação e parado um ano para arrecadar fundos para dar continuidade, no ano seguinte. Em 1965 para arrecadar fundos para o término da igreja atual, a Sra. Olindina Cabreira doou a imagem de Nossa Senhora Aparecida porque era uma igreja grande para a comunidade pequena, e precisava de muita unidade. A imagem da Mãe Aparecida acompanhava as famílias nas rezas do terço e faziam novenas todos os dias em cada rua, e no final de cada mês faziam uma pequena festa e iniciava o mês em outra rua e assim foi até o término da igreja. Após terminar a obra o pedreiro Pepe fez um desafio, ficou em pé em cima da cruz, no alto da torre, onde foi muito aplaudido por sua coragem. Quando a capela foi concluída, a comunidade comprou um sino, que foi colocado em cima de quatro pau a pique. Foram desafiados os moços da época e famílias, para arrematar. Quem desse mais, dava a 1ª badalada no sino. E foi o Sr. Adeladio Cabreira quem deu a 1ª badalada.