17/09/2022
Ser empático não é só sendo cambone durante o passe ou servindo a entidade no decorrer da gira. Ser empático é olhar o outro com olhar que gostaria que olhassem pra você quando pisou em um terreiro pela primeira vez. É o cuidado, é o zelo e o carinho com o próximo que não conhecemos.
É fácil ser caridoso vestido de branco com o pescoço lotado de guias. Estou incorporando, dando passe, logo, minhas dívidas de caridade estão sanadas. Será mesmo?
Você consegue ser caridoso quando ninguém está olhando? Com o holofote desligado? Você consegue ser amoroso pelo menos com as pessoas ao seu redor? Você consegue respeitar o seu irmão de santo? Afinal, mesmo sendo diferentes você possuem algo que os une: a Umbanda.
Mas, se você não consegue ser caridoso com quem está dentro da sua casa, como há de ser caridoso com quem está do lado de fora? Olhe pra quem está ao seu lado, perceba quem realmente precisa de ajuda, estenda a sua mão. A Umbanda não termina quando a gira se encerra! A Umbanda transcende as paredes do terreiro e se faz presente no pão que você oferece à quem nada tem a comer. Quando sua única opção é rezar por aquela pessoa, já que não há como impedir suas atitudes inconsequentes.
Que possamos ser o branco, o preto, o colorido da Umbanda em cada pedaço do nosso dia, desde quando abrimos os olhos no despertar do dia ou no fechar deles no romper da noite. A Umbanda vive e arde dentro de mim.
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“A Umbanda em mim”, escrito por