30/03/2026
Com rejeição de 90% entre os evangélicos, como Lula se sairá nas eleições? Comente sua opinião.
De acordo com o mais recente estudo da Mar Asset Management, a população evangélica brasileira deverá atingir 36% até 2026, um aumento em relação aos 32% registrados em 2022 e aos 22% em 2010. A projeção indica que os evangélicos poderão ultrapassar os católicos em número de fiéis nos próximos anos.
Em debate na CNN Brasil, o comentarista político Caio Coppolla afirmou: “Os evangélicos terão um impacto decisivo na vitória da direita em 2026. O censo estima que um quarto dos eleitores professa a fé evangélica, mas há projeções que indicam que o eleitorado brasileiro poderá ser composto por até 30% de evangélicos”.
A Mar Asset Management estima que o crescimento da população evangélica, em conjunto com dados eleitorais municipais e presidenciais, é suficiente para assegurar a vitória de um candidato de direita em 2026. Mesmo que a conversão de votos entre não evangélicos se repita no mesmo nível de 2022, ano em que atingiu seu pico histórico, o Presidente Lula não obteria mais do que 49,8% dos votos válidos.
A pesquisa Atlasintel/Bloomberg de março de 2026 revela que a maior resistência ao mandato do Presidente Lula se concentra entre os evangélicos, com uma taxa de rejeição de 85,5%. A desaprovação do seu governo já se aproxima dos 90%.
O Datafolha indica que o Presidente Lula alcança apenas 23% das intenções de voto entre evangélicos no cenário estimulado, o que signif**a que mais de três quartos desse segmento não o consideram sua primeira opção.
Nos últimos anos, consolidou-se a narrativa de que a esquerda possui agendas contrárias aos valores cristãos. Essa percepção, disseminada no reduto evangélico por lideranças religiosas e redes sociais, criou barreiras diretas entre os grupos.
O crescimento das igrejas evangélicas ampliou também a influência política de pastores e parlamentares ligados a grandes centros urbanos e às áreas menos favorecidas, como as periferias. Diante da alta rejeição entre os fiéis, o Presidente Lula pretende intensif**ar o discurso político para agradar ao nicho mais religioso do eleitorado, que foi decisivo para impulsionar a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.