22/05/2026
🌹 Pequena de estatura, mas grande na santidade, Santa Rita viveu na humildade e é conhecida no mundo
inteiro pela sua heróica existência cristã de esposa, de
mãe, de viúva e de monja. Arraigada profundamente
no amor de Cristo, Rita encontrou na sua fé inabalável
a força para ser em toda a circunstância mulher de
paz.
Humildade e obediência foram a via pela qual Rita
caminhou para uma semelhança sempre mais perfeita
ao Crucificado. O estigma que brilha na sua testa é a
autenticação da sua maturidade cristã. Na Cruz com
Jesus, ela formou-se naquele amor que tinha já
conhecido e expresso de maneira heróica entre as
paredes de casa e na participação nas vicissitudes da
sua cidade.
Seguindo a espiritualidade de Santo Agostinho, fez-se
discípula do Crucificado e, “perita no sofrer”,
aprendeu a entender os sofrimentos do coração
humano. Rita tornou-se assim advogada dos pobres e
dos desesperados, obtendo para quem a tenha
invocado nas mais diversas situações inúmeras graças
de consolação e de conforto.
Rita de Cássia foi a primeira mulher a ser canonizada
no Grande Jubileu do início do século XX, em 24 de
maio de 1900. Ao decretar a sua santidade, Leão XIII
observou que ela agradou a Cristo, tanto que a quis
marcar com o selo da sua caridade e da sua paixão.
Esse privilégio foi-lhe concedido devido à sua
humildade singular, ao afastamento das ambições
terrenas e ao admirável espírito penitencial, que
acompanharam todos os momentos da sua vida.
A Santa de Cássia pertence à grande plêiade das
mulheres cristãs que “tiveram um influxo significativo
na vida da Igreja, como também na da sociedade”.
Rita interpretou bem o “gênio feminino”, viveu-o
intensamente na maternidade tanto física como
espiritual.
A devoção a Santa Rita é simbolizada pela rosa: uma
existência capaz de responder ao sofrimento e aos
espinhos com o perdão e o dom total de si, para
difundir em toda a parte o bom perfume de Cristo,
mediante o anúncio coerente e vivido do Evangelho.