T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas

T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas Axé a todos 🌿

Uma casa de fé, caridade e amor ao próximo, fundada nos princípios sagrados da ancestralidade, trabalhamos com humildade, disciplina e verdade, guiados pelos Orixás, Guias e Entidades de Luz.

Qual é a nossa maior luta na Umbanda?Muitas pessoas acreditam que a maior batalha de um médium é contra espíritos obsess...
22/07/2026

Qual é a nossa maior luta na Umbanda?

Muitas pessoas acreditam que a maior batalha de um médium é contra espíritos obsessores, sofredores, quiumbas, demandas ou encostos. Na minha visão, não é.

Nosso maior adversário está diante do espelho. Somos nós mesmos.

A verdadeira caminhada espiritual começa no autoconhecimento, na vigilância constante sobre nossos pensamentos, emoções, atitudes e escolhas. Quanto mais cuidamos de nós, menos espaço damos para influências negativas.

O autocuidado é sustentado por quatro pilares fundamentais:

- Físico
- Emocional
- Social
- Espiritual

Quando esses quatro pilares estão equilibrados, fortalecemos nossa mediunidade, melhoramos nossa qualidade de vida e nos tornamos muito menos vulneráveis às influências espirituais desequilibradas.

Os maiores inimigos do médium não vêm de fora. Eles nascem dentro de nós e se tornam portas de entrada para obsessores e espíritos mal-intencionados.

# As armadilhas do ego

Não proponho destruir o ego, pois ele é necessário para vivermos no mundo material. O desafio é aprender a dominá-lo, e não ser dominado por ele.

O ego se manifesta quando o médium:

- acredita ser superior aos demais;
- pensa que é "o escolhido";
- acha que já sabe tudo;
- se considera dono da verdade;
- acredita possuir um guia mais forte ou mais evoluído;
- julga outros médiuns com arrogância.

Quando o ego cresce, a humildade diminui. E sem humildade, não existe verdadeiro crescimento espiritual.

# A vaidade

A vaidade é um dos maiores obstáculos ao despertar espiritual.

O médium passa a acreditar que a cura, o aconselhamento ou o atendimento vêm dele, esquecendo que é apenas um instrumento do sagrado. Começa a buscar aplausos, reconhecimento e destaque.

Passa a preocupar-se mais com vestimentas, paramentos, maquiagem, guias chamativas e aparência do que com sua reforma íntima.

Há uma grande diferença entre respeitar os fundamentos ritualísticos dos guias e transformar a religião em palco para alimentar o próprio ego.

Os guias, muitas vezes, continuam trabalhando por compromisso com sua missão. Porém, quando a vaidade toma conta do médium, aos poucos eles se afastam, pois já não encontram espaço para manifestar seus ensinamentos.

# O excesso de autoritarismo

Não devemos confundir autoridade com autoritarismo.

A Umbanda é uma religião baseada na caridade, no respeito e na liberdade de consciência. Infelizmente, alguns dirigentes passam a exigir submissão cega, não aceitam questionamentos e utilizam a espiritualidade como ferramenta de controle.

Quando ego e vaidade dominam um dirigente, surgem práticas abusivas, como:

- manipulação usando entidades;
- exploração de pessoas fragilizadas ou inexperientes;
- criação de dependência emocional;
- impedir que os filhos de santo tomem decisões sem autorização da casa;
- exploração financeira;
- e, em casos mais graves, até abusos de natureza sexual.

Nenhuma dessas atitudes representa a verdadeira Umbanda.

# O apego material

O apego ao mundo material é outro grande obstáculo na caminhada espiritual.

Tudo o que possuímos é temporário. Nosso verdadeiro patrimônio são as virtudes, o conhecimento, a evolução moral e o amor que cultivamos.

Colecione momentos, não coisas.

Até nosso corpo físico é apenas um instrumento temporário para que possamos cumprir nossa missão nesta existência.

Como costuma dizer Seu Zé do Coco:

"Nada é nosso, tudo é emprestado."

Quando compreendemos essa verdade, o desapego deixa de ser sofrimento e passa a ser libertação.

Entre todos os bens materiais, existe um que frequentemente destrói o propósito das religiões: o dinheiro.

A ganância faz com que algumas pessoas utilizem a ligação com o sagrado para obter lucro, explorando seguidores, utilizando o medo, a culpa ou os momentos de fragilidade para enriquecer.

Assim, perdem completamente o propósito da missão espiritual.

A Umbanda verdadeira não trabalha em troca de dinheiro.

Ela vive da caridade.

Doamos nosso tempo, nossa energia, nosso acolhimento, nosso carinho e nossa dedicação.

Somos apenas instrumento dos instrumentos.

Quem realiza a cura, o amparo e a transformação é o Sagrado.

E o Sagrado não nos pertence.

Se não nos pertence, como poderíamos cobrar por aquilo que jamais foi nosso?

Axé 🌿

Amauri D'Ogum

Dirigente Espiritual

T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas

Dentro da Umbanda, é importante compreender que espiritualidade e saúde mental caminham juntas, mas não são a mesma cois...
22/07/2026

Dentro da Umbanda, é importante compreender que espiritualidade e saúde mental caminham juntas, mas não são a mesma coisa. Nem todo sofrimento emocional é espiritual, assim como nem toda dificuldade espiritual é um transtorno psicológico.

É fundamental que o médium aprenda a separar essas questões. Ansiedade, depressão, transtornos de humor, traumas e outras condições psicológicas precisam ser acolhidos e tratados com profissionais qualif**ados. Buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica não diminui a fé de ninguém; pelo contrário, demonstra responsabilidade consigo mesmo.

Da mesma forma, a Umbanda nunca deve ser utilizada como uma muleta para justif**ar comportamentos, decisões ou dificuldades pessoais. Frases como "meu guia mandou", "é demanda", "é obsessão" ou "é meu Exu" não podem servir de desculpa para evitar assumir responsabilidades ou deixar de cuidar da própria saúde.

Os guias espirituais orientam, fortalecem e auxiliam no processo de evolução, mas não substituem o tratamento médico, psicológico ou o esforço individual. A reforma íntima exige autoconhecimento, disciplina e coragem para reconhecer as próprias limitações.

Um terreiro sério acolhe, orienta e, quando necessário, incentiva o filho a procurar acompanhamento profissional. O desenvolvimento mediúnico não cura transtornos psicológicos, assim como um tratamento psicológico não impede a mediunidade de se manifestar.

O verdadeiro equilíbrio está em compreender que corpo, mente e espírito formam um conjunto. Cuidar de um é cuidar de todos.

Que possamos ter discernimento para não espiritualizar tudo, nem materializar tudo.
A Umbanda ensina responsabilidade, caridade e evolução. Evoluir também é reconhecer quando precisamos da ajuda da espiritualidade e quando precisamos da ajuda da ciência. Uma não exclui a outra; ambas podem caminhar juntas em benefício do ser humano.

Axé a todos 🌿

Amauri D'Ogun

Dirigente Espiritual da T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas .

Quando falamos em firmar a cabeça para os trabalhos espirituais, muitas pessoas pensam apenas na incorporação. Porém, fi...
03/06/2026

Quando falamos em firmar a cabeça para os trabalhos espirituais, muitas pessoas pensam apenas na incorporação. Porém, firmar a cabeça vai muito além disso. Trata-se de preparar a mente, o coração e o espírito para servir à espiritualidade da melhor forma possível.
Ao chegar ao terreiro, o médium deve compreender que está entrando em um ambiente sagrado, onde energias, ensinamentos e responsabilidades se encontram. As preocupações do dia a dia, os problemas pessoais, as expectativas e as ansiedades precisam ser deixadas do lado de fora, para que a mente possa se concentrar naquilo que realmente importa: o trabalho espiritual.
A firmeza começa antes mesmo do início da gira. Cumprir corretamente os preceitos orientados pela casa e suas firmezas em dia demonstra respeito à espiritualidade, aos guias e à corrente mediúnica. Ao chegar ao terreiro faça suas orações, saude as forças espirituais da casa, peça a bênção ao dirigente e aos irmãos da corrente. Esses gestos, muitas vezes simples, ajudam a harmonizar a mente, fortalecer os laços fraternos e preparar o médium para os trabalhos.
Firmar a cabeça é manter o pensamento elevado, a disciplina e o respeito pela corrente. É participar dos pontos cantados, acompanhar as orientações dos dirigentes e permanecer conectado ao propósito da gira. Um médium com a cabeça firme não se preocupa apenas em incorporar; ele se preocupa em servir.
Outro ponto muito importante é não se distrair observando o trabalho dos outros médiuns. Muitas vezes a pessoa deixa de prestar atenção no próprio desenvolvimento para analisar quem está incorporando, quem está sentindo mais energia ou quem parece estar evoluindo mais rapidamente. Essa postura desvia o foco do verdadeiro objetivo da gira.
Cada médium possui sua própria caminhada, seu tempo de aprendizado e sua forma de manifestação. Comparações geram ansiedade, insegurança e expectativas desnecessárias. Enquanto se observa o trabalho alheio, corre-se o risco de perder percepções, ensinamentos e oportunidades que a espiritualidade está oferecendo para si mesmo naquele momento.
Durante os trabalhos, procure manter sua atenção nos pontos cantados, nas orientações recebidas, na força da corrente e na presença dos seus guias. Quem mantém o foco no próprio trabalho aproveita melhor os ensinamentos da espiritualidade e contribui de forma mais firme para o equilíbrio de toda a corrente.
Muitas vezes existe a expectativa de que a mediunidade se manifeste de determinada forma. Porém, a espiritualidade trabalha conforme a necessidade do momento. Há dias em que o médium incorpora, há dias em que apenas sustenta a corrente com sua presença, sua fé e sua energia. Nenhuma dessas funções é mais importante que a outra. Todas são fundamentais para o equilíbrio do trabalho.
A ansiedade é uma das maiores dificuldades para quem está desenvolvendo a mediunidade. Quanto mais o médium se prende ao desejo de incorporar ou de sentir algo extraordinário, mais distante f**a da serenidade necessária para perceber a ação dos guias. A verdadeira firmeza está na entrega, na confiança e na paciência.
Firmar a cabeça também signif**a cultivar a humildade. Nem sempre acontecerá aquilo que desejamos, mas sempre acontecerá aquilo que a espiritualidade permitir e considerar necessário para nosso aprendizado e evolução.
Que cada médium entre na gira com o coração aberto, disposto a aprender, servir e confiar. A incorporação é uma ferramenta de trabalho, mas a firmeza, a disciplina e a dedicação são qualidades que devem estar presentes em todos os momentos.
Lembre-se: na corrente mediúnica não estamos ali para medir ou julgar o trabalho de quem está ao nosso lado. Estamos ali para cumprir nossa própria missão dentro daquilo que a espiritualidade espera de nós. Quando cada um cuida da própria firmeza, toda a corrente se fortalece.
Quem firma a cabeça para servir à espiritualidade já está trabalhando, independentemente de incorporar ou não. O verdadeiro médium não é aquele que mais aparece, mas aquele que permanece firme, disciplinado e comprometido com a corrente e com a missão que lhe foi confiada.

Axé a todos 🌿

Amauri D'Ogum Dirigente espiritual

T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas

A Frustração Quando as Coisas Não Acontecem Como Esperamos.Dentro da Umbanda, é natural que em alguns momentos surjam in...
01/06/2026

A Frustração Quando as Coisas Não Acontecem Como Esperamos.

Dentro da Umbanda, é natural que em alguns momentos surjam insatisfações, tanto por parte dos médiuns quanto dos consulentes. Muitas vezes criamos expectativas sobre um atendimento, uma orientação espiritual, uma cura, uma oportunidade ou uma mudança em nossa vida. Quando aquilo não acontece da forma ou no tempo que imaginamos, a frustração aparece.
Mas é importante lembrar que a Umbanda não é mágica. A espiritualidade não existe para atender desejos imediatos ou satisfazer vontades pessoais. Ela trabalha dentro das Leis Divinas, do merecimento, da necessidade de aprendizado e, principalmente, do que é melhor para cada espírito em sua caminhada evolutiva.
Nem sempre aquilo que desejamos é aquilo que precisamos. Muitas vezes pedimos caminhos abertos, mas ainda não aprendemos as lições necessárias para sustentar aquilo que buscamos. Outras vezes pedimos o afastamento de uma dificuldade, quando justamente aquela experiência será responsável pelo nosso crescimento e fortalecimento.
O médium também pode sentir frustração quando se dedica, trabalha, se esforça e não vê os resultados que esperava. Porém, o trabalho espiritual não deve ser medido apenas pelos resultados visíveis aos nossos olhos. Muitas transformações acontecem silenciosamente, no campo espiritual e emocional das pessoas, levando tempo para se manifestarem no plano material.
Da mesma forma, os consulentes podem sair insatisfeitos por não ouvirem aquilo que gostariam ou por não receberem a solução imediata de seus problemas. Entretanto, os guias trabalham com verdade, responsabilidade e amor. Eles orientam, auxiliam e amparam, mas não substituem o esforço, as escolhas e o merecimento de cada um.
Quando a frustração surgir, seja em nós ou em terceiros, devemos exercitar algumas virtudes fundamentais:
Paciência para compreender o tempo das coisas.
Humildade para aceitar que nem sempre sabemos o que é melhor para nós.
Fé para confiar no trabalho da espiritualidade.
Gratidão por aquilo que já recebemos.
Discernimento para entender que evolução muitas vezes acontece através dos desafios.
A insatisfação é humana, mas não pode nos afastar da fé. Devemos acolher nossos sentimentos sem permitir que eles nos transformem em pessoas revoltadas, descrentes ou injustas com o trabalho espiritual.
Que possamos lembrar sempre que os guias não trabalham para realizar vontades, mas para auxiliar caminhos. E que aquilo que não acontece hoje, muitas vezes está sendo preparado para acontecer da maneira certa, no momento certo e conforme a vontade de Deus.
Que tenhamos serenidade para aceitar o que não compreendemos, sabedoria para aprender com as dificuldades e fé para seguir caminhando, mesmo quando os resultados ainda não são visíveis.
Esse texto também pode ser transformado em uma preleção para abertura de gira, com um tom mais forte e reflexivo para ser lido aos médiuns e consulentes.

Axé a todos 🌿
Amauri D'Ogum Dirigente espiritual

T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas

25/05/2026
20/05/2026
Preto Velho ensina muito mais através das atitudes do que das palavras.Ensina humildade, paciência, respeito e principal...
13/05/2026

Preto Velho ensina muito mais através das atitudes do que das palavras.
Ensina humildade, paciência, respeito e principalmente sabedoria para lidar com a vida e com as pessoas.
Aprendemos que nem toda batalha precisa ser vencida no grito ou na força. Muitas vezes a calma, o silêncio e a fé resolvem mais do que qualquer discussão.
Preto Velho também ensina sobre perdão, mas sem aceitar desresrespeito. Ensina a ajudar sem humilhar, orientar sem machucar e entender que cada pessoa tem seu próprio tempo de evolução.
E uma das maiores lições é essa: quanto maior a espiritualidade e o conhecimento, maior precisa ser a humildade.

Amauri D'Ogum

Axé🌿

08/05/2026

Endereço

Rua Soldado João Espinardi 418 Picanço
Guarulhos, SP
07093010

Horário de Funcionamento

16:00 - 18:15

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando T.U Baiano Zé do Coco e Mestre Tranca Ruas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria