Igreja Evangélica Pentecostal Renovo De Davi

Igreja Evangélica Pentecostal Renovo De Davi A unção de Deus em sua vida ....

20/05/2026

AS FILHAS DA SANGUESSUGA

Provérbios 30:15 diz: “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá e Dá.” Esse é um dos textos mais fortes e menos pregados da Bíblia, porque não fala apenas de um animal que suga sangue; revela uma fome na alma humana que, quando não é governada por Deus, nunca se satisfaz.
A sanguessuga é símbolo de uma natureza insaciável. Ela se prende para retirar, consome para continuar viva e não para até estar cheia. Por isso a Palavra usa essa imagem tão dura. Existem desejos dentro do ser humano que não dizem “basta”. Querem mais reconhecimento, mais controle, mais prazer, mais dinheiro, mais atenção, mais vantagem. E quanto mais recebem, mais querem.
Quando a Bíblia diz que as filhas da sanguessuga se chamam “Dá” e “Dá”, ela revela uma geração de desejos sem freio. Não é apenas sobre pessoas; é sobre uma condição espiritual. Uma alma longe do governo de Deus vira um buraco sem fundo. Nada preenche. Nada satisfaz. Nada é suficiente. O problema não está na falta do lado de fora, mas na desordem do lado de dentro.
Foi assim no Éden, quando Eva tinha um jardim inteiro, mas foi atraída pelo único fruto limitado. Foi assim com Acã, que viu, cobiçou e tomou o que não deveria. Foi assim com Geazi, que correu atrás de recompensa escondida depois de Eliseu recusar. A alma não tratada sempre encontra uma justif**ativa para pedir mais, tomar mais e desejar o que Deus não entregou.
Que o Senhor nos livre de uma fé que só sabe pedir e nunca se render. Que a Palavra trate em nós toda fome desordenada, todo desejo sem governo e toda insatisfação que nos faz desprezar o que Deus já fez. Antes de apontar para fora, Provérbios 30:15 nos chama a olhar para dentro e perguntar: o que em mim ainda vive dizendo “dá, dá”?

“A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá e Dá.”
Provérbios 30:15

20/05/2026

Cuidado com a mesa que te alimenta.

Porque nem toda mesa farta vem de Deus. Nem todo convite bonito é direção. Nem todo lugar que te serve pão está servindo propósito.
Em 1 Reis 18:19, a Bíblia diz que os profetas de Baal e os profetas de Aserá comiam da mesa de Jezabel. E isso não era só sobre comida. Era sobre sustento. Era sobre dependência. Era sobre influência.
Porque quem alimenta você, muitas vezes, também quer ter poder sobre a sua voz.
Tem mesa que parece cuidado, mas prende. Tem oportunidade que parece resposta, mas enfraquece o discernimento. Tem ambiente que te abraça, mas vai te afastando da verdade sem você perceber.
E é aqui que mora o perigo: tem pão que mata a fome, mas adoece a alma. Tem lugar que enche o prato, mas esvazia o temor. Tem gente que te dá espaço, mas cobra o preço no silêncio.
Por isso, antes de se sentar em qualquer mesa, pergunte: quem está me alimentando? O que essa mesa está formando dentro de mim? Essa influência me aproxima de Deus ou me cala diante daquilo que eu deveria falar?
Porque existem mesas que fortalecem o propósito.
Mas também existem mesas que calam profetas.

1 Reis 18:19.

17/05/2026

QUANDO A ANGÚSTIA REVELA SUA FORÇA

Não sou eu quem estou dizendo. É a própria Bíblia que afirma: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.” Provérbios 24:10.
Esse versículo não está dizendo que você nunca vai sentir dor, chorar ou se cansar. Ele está mostrando que existe uma força que só é revelada quando a alma é pressionada. No dia fácil, todo mundo parece firme. Mas é no dia da angústia que aparece onde a fé estava realmente apoiada.
A pressão revela se a sua confiança estava em Deus ou apenas nas circunstâncias favoráveis. Revela se você aprendeu a permanecer ou se só caminhava quando tudo estava dando certo. Por isso a Bíblia também nos ensina a não esmorecer, porque a dor pode até abater por um momento, mas não pode governar a nossa fé.
Força espiritual não é ausência de luta. É permanecer obedecendo mesmo com a alma cansada. É não entregar uma promessa por causa de um dia difícil. É não deixar a angústia decidir por você.
Então respire, volte para a Palavra e permaneça. Porque quem aprende a f**ar de pé no dia da angústia não será facilmente derrubado pela próxima pressão.

Provérbios 24:10 “Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.”

17/05/2026

Existe um tipo de pessoa que começa a incomodar não pelo que possui… mas pelo que carrega dentro. Estêvão era assim. A Bíblia não mostra apenas um homem pregando. Mostra alguém tão cheio da presença de Deus que a verdade que saía da boca dele começou a confrontar ambientes inteiros.
E isso revela algo muito sério: nem toda perseguição nasce da mentira. Algumas nascem porque a verdade começou a expor aquilo que muitos queriam esconder.
Enquanto muitos buscavam posição e reconhecimento, Estêvão buscava permanecer cheio do Espírito Santo. E talvez seja exatamente por isso que o inferno se levantou contra ele com tanta violência. Porque as trevas não tentam parar quem não ameaça nada.
Atos 7 mostra homens gritando, acusando e pegando pedras… enquanto Estêvão olhava para o céu. E isso é o que mais confronta. Porque a maioria das pessoas, quando começa a ser ferida, muda. Endurece. Se revolta. Mas Estêvão não. Quanto mais pressionado era por fora… mais o céu se revelava dentro dele.
Enquanto a terra liberava violência, o céu liberava glória.
E mesmo enquanto destruíam seu corpo, ele ainda libera perdão. Isso revela um nível de intimidade com Deus que quase ninguém quer viver hoje. Porque é fácil permanecer quando tudo está bem. Difícil é continuar cheio quando estão tentando te destruir.
Homens pensavam que estavam encerrando a história de Estêvão na terra… mas o céu estava aberto esperando por ele.

“Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus.”
Atos 7:55

— Mércia Dumont

17/05/2026

Quando fazemos para Deus, temos paz. Mas quando fazemos para o homem, sentimos necessidade de lembrar o que aconteceu, repetir o que fizemos, provar o quanto nos esforçamos e mostrar o que ninguém valorizou.
Porque aquilo que nasce para Deus descansa no altar. Mas aquilo que nasce esperando reconhecimento humano muitas vezes f**a preso na memória da alma.
A pessoa diz que fez por amor, mas depois se vê contando quantas vezes ajudou, quantas vezes esteve presente, quantas vezes abriu mão, quantas vezes suportou, quantas vezes se calou, quantas vezes carregou sozinha aquilo que ninguém viu. E talvez o problema não esteja no que ela fez, mas no lugar onde ela esperava receber a recompensa.
Quando é para Deus, não existe necessidade de plateia. Deus viu. Deus sabe. Deus recebeu. Mas quando é para o homem, a alma começa a cobrar lembrança, gratidão, consideração e reconhecimento. E quando isso não vem, o que era entrega vira peso, o que era amor vira cobrança, o que era serviço vira ferida.
Por isso, antes de se machucar porque ninguém reconheceu, pergunte ao seu coração: “para quem eu fiz?” Porque se foi para Deus, descanse. Mas se a sua alma ainda precisa lembrar o que aconteceu para provar o seu valor, talvez a entrega tenha sido feita com as mãos certas, mas com a expectativa no lugar errado.

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.”

Colossenses 3:23
Mércia Dumont

17/05/2026

Hoje vamos entrar em uma polêmica que muita gente evita: o dízimo.
Muitos anulam o Antigo Testamento usando o favor de Deus como desculpa, como se Jesus tivesse vindo cancelar toda responsabilidade espiritual. Mas o dízimo não começou como uma imposição fria da lei. Antes da lei, Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque: “E deu-lhe o dízimo de tudo.” Gênesis 14:20. Jacó também declarou: “De tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” Gênesis 28:22. Antes de ser mandamento, já era princípio de honra, reconhecimento e dependência.
Em Malaquias 3:10, Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa.” O dízimo apontava para uma verdade: Deus vinha antes da posse, antes do controle e antes da autossuficiência.
E Jesus não ensinou uma espiritualidade sem entrega. Em Mateus 23:23, Ele corrigiu quem dava o dízimo, mas negligenciava o juízo, a misericórdia e a fé. Porém disse: “Deveis fazer estas coisas, sem omitir aquelas.” Ou seja, dízimo sem coração correto vira aparência, mas coração correto também não usa desculpa para deixar de honrar.
O ponto não é comprar bênção. Não é barganhar com Deus. O ponto é governo. Provérbios 3:9 diz: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda.” Primícia não é sobra. É primeiro lugar.
Dízimo não salva ninguém. Quem salva é Cristo. Mas a forma como uma pessoa lida com dinheiro revela muito sobre quem governa o coração dela.

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
Mateus 6:21

17/05/2026

AS DECEPÇÕES DE PAULO COM QUEM CAMINHAVA COM ELE

Existe uma dor que quase ninguém fala. A dor de continuar firme enquanto pessoas que começaram a caminhada ao seu lado vão f**ando pelo caminho. Porque muita gente olha para a vida de Paulo de Tarso e enxerga os milagres, as viagens, as cartas, a coragem e a autoridade espiritual. Mas poucos percebem que Paulo também carregou marcas profundas causadas por abandono, afastamentos e decepções com pessoas que caminhavam com ele.
Isso é muito forte. Porque algumas das maiores dores de Paulo não vieram das prisões, dos açoites ou das perseguições. Vieram de relações. Vieram de pessoas que tinham acesso à caminhada, à missão e ao propósito, mas que não permaneceram quando o caminho começou a exigir mais renúncia, mais maturidade e mais perseverança.
João Marcos abandonou a viagem missionária no meio do caminho. Demas deixou Paulo porque amou mais o presente século. E em um dos momentos mais difíceis da sua vida, Paulo escreve algo pesado demais: “todos me abandonaram”. Imagina isso. Um homem usado por Deus, levantando igrejas, curando pessoas, carregando revelação, mas tendo que lidar com a solidão de perceber que nem todos tinham estrutura para permanecer até o fim.
E talvez uma das maiores maturidades da caminhada seja entender isso: nem todo mundo que começa com você continuará com você. Tem gente que anda perto enquanto existe movimento, novidade, emoção e benefício. Mas quando a caminhada começa a exigir fidelidade, constância, profundidade e permanência… muitos recuam.
Paulo sofreu, mas não parou. Porque pessoas podem abandonar a caminhada, mas você não pode abandonar o propósito que Deus colocou sobre a sua vida.

Porque Demas me abandonou, tendo amado o presente século. 2 Timóteo 4:10

Mércia Dumont

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Guarulhos, SP
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