26/04/2026
Coração de Oxalá e lemanjá.
No silêncio onde o branco encontra o azul profundo, pulsa um coração que não pertence apenas à carne, mas ao princípio de tudo que é vida e continuidade.
É o coração de Oxalá e iemanjá.
Oxalá, o sopro primeiro, a matéria que se ergue em calma, em ordem, em destino traçado com mãos firmes e espírito sereno. Nele, o tempo desacelera. Tudo encontra seu lugar. É o pai que molda, que sustenta, que ensina a paciência como caminho inevitável da criação.lemanjá, Mãe de todas as cabeças, correnteza que embala, que acolhe, que leva e traz. É o movimento eterno, o mistério das águas que guardam segredos e devolvem caminhos. É mãe que se abraça mesmo quando o filho não sabe que precisa voltar.
Neste coração compartilhado, o branco não é vazio, é origem. O azul não é distância, é profundidade. Aqui, o silêncio de Oxalá não se opõe ao canto de iemanjá, eles se reconhecem. Um sustenta, o outro conduz. Um firma, o outro transforma.
As contas que envolvem esse coração não são enfeite. São caminhos cruzados, promessas feitas antes mesmo do nascimento. Cada fio carrega reza, cada nó guarda proteção, cada volta é um ciclo que não se quebra.
Oxalá sopra o destino com mãos de luz. Iemanjá banha esse destino com águas de vida.
E entre eles, o coração aprende.
Aprender que existir é equilíbrio entre firmeza e entrega.
Aprender que ser forte não é endurecer, mas saber quando fluir.
Aprende que toda criação precisa de calma e todo caminho precisa de acolhimento.
Quem se conecta a esse coração não caminha sozinho.
Carrega no peito o peso sagrado da responsabilidade e a leveza profunda de ser cuidado.
Porque onde Oxalá sustenta, nada se perde.
E onde iemanjá acolhe, nada se quebra por completo.Esse coração não pulsa apenas...
Ele orienta.
Ele limpa.
Ele renasce.
E a quem escuta, ele sussurra:
"Confia. O que é teu já está sendo moldado... e também já está sendo cuidado."🩵🤍