15/05/2026
A ascensão de Cristo, narrada em textos como Atos 1.6–11 e Lucas 24.50–53, não significa que Jesus “foi embora” e deixou sua Igreja sozinha. Na compreensão luterana, a ascensão é a exaltação de Cristo: aquele que morreu e ressuscitou agora reina sobre todas as coisas.
Ao subir aos céus, Jesus não abandona o mundo, mas assume plenamente seu senhorio. Ele está à direita do Pai — expressão que fala de autoridade, poder e presença. Por isso, Cristo continua agindo entre nós por meio da Palavra e dos Sacramentos. Na teologia de Lutero, Jesus não está distante, mas presente junto ao seu povo de maneiras que ultrapassam nossa compreensão humana.
A ascensão também fortalece a esperança cristã. Os discípulos olharam para o céu, mas os anjos os lembraram de que Cristo voltará. Assim, a Igreja vive entre a ascensão e a volta de Jesus: anunciando o Evangelho, servindo ao próximo e confiando que o Senhor reina mesmo em meio às dificuldades do mundo.
A festa da ascensão nos lembra que nossa fé não está apoiada apenas em memórias do passado, mas em um Salvador vivo, exaltado e presente. Cristo reina — e isso traz co***lo, coragem e esperança para a vida diária.