Casa Espírita Caboclo Pena Dourada

Casa Espírita Caboclo Pena Dourada Os pilares da umbanda é: o amor, a caridade e a humildade.

Os umbandistas acreditam em um único deus (OLORUM) que é o criador de tudo e de todos, além disso reverenciam entidades superiores (ORIXÁS), sendo que o principal é Jesus (OXALÁ).

02/05/2022
Salve Cosme Damião
28/09/2021

Salve Cosme Damião

13/05/2021

Adorei as almas salve todos os pretos velhos e pretas velhas

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23/03/2021

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23/03/2021

MOTUMBA
CONHECIMENTO

UM POUCO SOBRE O DEBURU

Pipoca, deburu ou abadô é uma das principais oferendas do Orixá Omulú-Obaluaiê.

Confira no artigo algumas das histórias e lendas que explicam tal fato.

Pipoca, deburu ou abadô

A Pipoca é muito conhecida nos cultos Afros
Por qualquer iniciado ou frequentador.

Ritualisticamente, a pipoca é chamada de “Deburu” ou de “abadô”, e, além disso, é a principal comida ou oferenda oferecida a Omulú-Obaluaiê.

Esta deve ser, preferencialmente, estourada, não em óleo como costumamos fazer em casa, mas em areia da praia.

Mas, para rituais feitos em casa ou onde não seja possível obter areia de praia, Omulú pode aceitar a pipoca estourada em óleo de soja, azeite de oliva ou de dendê, a depender dos objetivos da oferenda.

Há muitas lendas, ou Itans, que buscam explicar como a pipoca se tornou a oferenda principal de Omulú. Confira algumas delas a seguir.

1 – Abandonado por sua mãe Nanã, Omulú é resgatado por Iemanjá e alimentado com pipocas

Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi, por isso, abandonado pela sua mãe, Nanã na beira do mangue.

Enquanto estava à beira das águas, os caranguejos começaram a atacar Omulú, causando ferimentos e deformações graves em sua pele.

Iemanjá encontrou aquela criança maltratada e abandonada para morrer e se compadeceu.

Assim, ela criou Omulú com todo amor e carinho, como se fosse seu próprio filho.

Para fortalecê-lo, Iemanjá o alimentava com pipocas estouradas na areia quente de suas praias, e, com folhas de bananeira, ela curou todas as suas feridas.

Com o passar tempo, Omulú transformou-se num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa para que ninguém visse suas marcas.

Por isso, hoje, a pipoca, ou deburu, se tornou a principal oferenda a Omulú.

Além disso, o caranguejo e a banana-da-terra tornaram-se as maiores quizilas deste Orixá.

2 – As pipocas aplacam a ira de Omulú para que ele não castigue seu povo

Uma das lendas sobre a relação entre Omulú e a pipoca, ou deburu, conta que Omolú era o rei dos Tapas, mas, em viagens guerreando e conquistando, chegou, então, ao território do antigo Daomé.

Quando Omulú apareceu pela primeira vez neste território, chegou não só aterrorizando com guerras e batalhas, como também trazendo a peste e a fome.

Desesperados com o implacável Orixá, os moradores da região consultaram um babalaô que lhes ensinou, então, como acalmar a ira de Omulú.

Fizeram, assim, oferendas de pipocas, muito enfeitadas e bonitas e as entregaram a Omulú, que, enfim, acalmou-se e passou a cuidar e proteger o povo de seu reino.

Desde então, o povo nunca mais deixou de oferendar Omulú com belíssimas oferendas de pipoca para, assim, tê-lo sempre calmo e satisfeito.

3 – Iansã levanta as palhas de Omulú com seus ventos e suas feridas se transformam em pipoca, deburu ou abadô

Chegando de viagem a sua aldeia, Omulú viu que estava havendo uma festa com a presença de todos os orixás.

Omulú não se permitia entrar na festa, por medo de que sua medonha aparência incomodasse os outros e estragasse a festa, por isso ficou espreitando pelas frestas do terreiro.

Ao perceber sua presença e sua angústia, Ogum cobriu Omulú com uma veste de palha da costa que ocultava suas feridas e, assim, convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos.

Timidamente, Omulú entrou, mas ninguém se aproximava dele, Iansã observava tudo e se compadeceu da situação. O xirê estava animado. Os orixás dançavam alegremente.

Quando Iansã viu que Omulú havia se posicionado bem no centro do terreiro, ela se aproximou e dançou com ele.

Iansã, então, chegou então bem perto dele e soprando seus ventos, levantou as vestes de palha de Omulú que escondiam suas feridas.

Nessa ventania, as feridas de Omulú pularam para o alto, transformadas numa linda chuva de pipocas brancas, que se espalharam pelo terreiro.

Para a surpresa de todos, em vez de um homem coberto de chagas, deformado pelas feridas, o que se viu foi um jovem de beleza ímpar.

Tão irradiante quanto os raios de sol, poucos conseguiam manter o olhar levantado encarando a beleza irradiante de Omulú.

Desde então, a pipoca, ou deburú, passou a ser a principal comida ofertada a Omulú, principalmente para quem busca por saúde e cura.

23/03/2021

ALGUIDAR...

Ouvimos muito dentro dos terreiros tanto de Umbanda, Quimbanda e de Nação, se falar em Alguidar. Para nós médiuns, praticantes e seguidores de nossa religião, estamos carecas de saber que alguidar é uma traveça de barro, que utilizamos para diversos fins, seja para acentamentos de Santos/Orixás, Caboclos e povo da rua, como para fazer oferendas aos mesmos, cortes, sacrifícios, trabalhos, entre tantos fins... Mas, qual sua origem? E porque utilizá-lo?

Por mais q se procure no Google ou no Wikpedia, esse conhecimento é vago, falta informação, e o q já foi dito é o máximo q vão encontrar... Então respondo isto com base nos meus ensinamentos dados por minha raiz (deixo claro que meu conhecimento não desmerece, muito menos anula, os ensinamentos de outras pessoas), o alguidar ou também conhecido em outros lugares como alguida, agdá ou simplesmente oberó, é na verdade um vaso de barro normalmente circular, com o diâmetro maior em cima, do que no fundo.

Embora antes de 1500 já existise vasos e travaças de barro no comércio horiental e exportação afro-islamica, nenhum era parecido com o alguidar que conhecemos hoje, eram vasos de barro mais ricos em detalhes, de diversos tamanhos e formas, quase sempre pintados a mão, e feito em sua maioria artesanalmente, pois eram artefatos usados pela nobreza, como artigos de decoração.

A palavra alguidar é uma palavra que provem do persa “godar”, e na língua árabe como “al-guidar”, daí o nome a conhecemos.
O alguidar sempre teve diferentes tamanhos, e funciona como um importante utensílio culinário para a preparação de receitas tradicionais afro, sendo que não possui tampa, o que o descaracterizaria.

Como sabemos, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a lei áurea, lei essa que aboliu a escravidão no Brasil, e pôs fim a essa forma desumana de exploração do trabalho dos negros. A partir desse momento da história, o negro pode cultuar me maneira mais livre sua crença e seus ritos religiosos, o que antes era impossível de se fazer, pois o negros já eram batizados católicos antes de descerem dos navios negreiros, e se não fossem convertidos ao catolicismo poderiam morrer.
Acreditamos que a partir desse momento da história, artefatos religiosos (como o alguidar q conhecemos hoje) passaram a existir, o que ganhou força e repercussão em 1948 com a Comissão dos Direitos Humanos.
Contrariando o que muitos pensam, a Umbanda, a Quimbanda e a Nação, são religiões monoteistas (pois mesmo cultuando várias entidades, acreditamos na existência de um único Deus criador de todas as coisas OLORUN), que pregam o fortalecimento de uma ligação entre os homens e a natureza, pois para nós quanto maior for nossa ligação com a natureza, maior será o elo com nossos guias.
Por esse motivo, para nós mediuns conscientes desse dever, nossas oferendas e de mais entregas, são feitas na natureza, não devem ser feitas em bandejas de alumínio ou plástico, e não devemos deixar copos ou garrafas de vidro, nem velas acesas em lugares que podem causar incêndios. Sendo assim, nossas entregas devem ser no chão de terra, em folhas de arvores, as bebidas largadas na entrega e descartado suas garrafas. Pois de nada adianta pregar um culta que defende a natureza, e a sujarmos de forma inconsciente.

Por esse motivo, veio a necessidade da criação do alguidar, para trabalhos internos e externos, afinal o alguidar é de barro, um elemento natural da terra, mãe essa que da origem a tudo o que conhecemos. A melhor forma de nos aproximarmos de nossas entidades é respeitando a natureza, seu lar. Logo, o alguidar tem esse papel importantissimo, de intermediar nossas oferendas ao nossos guias...

16/03/2021

Salve nossos orixás 🙌

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Rua Manoel Alvarenga
Guarapari, ES
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