25/07/2025
Quinta-feira 24/07/2025.
Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: "Por que tu falas ao povo em parábolas?" Jesus respondeu: "Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: 'Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure'. Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram".
Essa passagem do Evangelho nos convida a uma reflexão profunda sobre a importância da escuta espiritual e da abertura do coração.
Jesus fala em parábolas não para confundir, mas para provocar uma busca interior. As parábolas são como sementes: só germinam em corações férteis, abertos à verdade.
Ele distingue entre aqueles que têm “olhos que veem” e “ouvidos que ouvem” ou seja, pessoas que estão espiritualmente despertas e aqueles que, por dureza de coração, não conseguem compreender.
A profecia de Isaías se cumpre nos que resistem à mensagem: não por falta de inteligência, mas por falta de disposição interior.
Jesus revela que o conhecimento do Reino dos Céus é um dom, mas também uma responsabilidade. Quem o recebe deve cultivá-lo, pois “a quem tem, será dado ainda mais”.
Somos convidados a examinar nosso próprio coração: estamos realmente abertos à Palavra? Ou ouvimos com distração, sem deixar que ela nos transforme?
A felicidade que Jesus promete “Felizes sois vós” é para quem vive com atenção espiritual, quem busca compreender e aplicar os ensinamentos.
Essa passagem também nos lembra que a fé não é automática: ela exige esforço, escuta, humildade e desejo sincero de conversão.