Congregação Luterna Ortodoxa Brasileira da Consolação

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18/07/2026

18 de julho de 2026.

Epístola aos Filipenses 2. 1-8.
“Cristo Jesus se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz”. V.8.

Nossas ruas e estradas estão cheias de “sinais de trânsito”. Quando estamos em hospitais, também encontramos sinais que nos orientam. -Mas, hoje queremos fixar nossa atenção na “cruz”. Ela está no alto da igreja (até duma singela capelinha de madeira), no altar, nos túmulos – até numa correntinha de pescoço, na lapela do casaco e em livros. Pessoas fazem o “sinal da cruz” sobre si ou outras pessoas. – Isto tudo se prende ao fato, que Cristo se tornou obediente até à morte, e morte de cruz. Foi na cruz que ele expiou as nossas culpas e nos conquistou a salvação eterna. – Ele fixa o olhar em nós e nos diz, que, como seus discípulos, devemos levar sua cruz sobre nós, e então segui-lo. Que suportemos deboche e dor por causa de Cristo, porque ele nos dá a vitória sobre a morte e qualquer deboche, e nos dá sua vida para ser a nossa vida eterna. Desta forma, se cumpre em nós a verdade “pela cruz à glória”. – Dessa bênção Cristo nos lembra pela cruz no alto da igreja, ou pela cruz na correntinha – também pela cruz que carregamos na carne ou na alma.

Rev. Eugenio Dauernheimer

17/07/2026

17 de julho de 2026.

Atos dos Apóstolos 4. 32-37.
“Todos os que creram pensavam e sentiam do mesmo modo, ...todos repartiam uns com os outros tudo o que tinham”. V 32.

Se alguém perguntar, se os primeiros cristãos praticavam o ‘comunismo’, cabe-lhe a resposta que a prática destes cristãos era a repartição voluntária de bens com os cristãos necessitados que viviam entre eles; que, por isso, não era ateu como é o comunismo, mas que eles viviam e praticavam a alegria da fé que atua pelo amor. – Deve ser destacado, que eles não se prendiam nem confiavam em bens materiais, como se fossem seu “deus”. Mas deram aos bens terrenos o destino fugaz que possuem, que é ‘satisfazer” as necessidades materiais. – Também deve ser destacado, que a índole voluntária de um inflamava a mente de outros, que também se tornaram mais voluntários no ofertar ao Senhor e no dar aos necessitados. – Mas esta atitude dos primeiros cristãos nos diz que o mesmo precisa acontecer no casamento e lar cristão. Saber dizer “isso não é meu, mas é nosso” é que torna o casamento e lar cristão mais harmonioso. Mesmo que a fé cristã seja tão pessoal para cada pessoa, no casamento e lar cristão ela se doa ao cônjuge, aos filhos e destes aos pais. Quando mais isto acontece, tanto mais felizes e abençoados são os cônjuges, os pais e os filhos.

Rev. Eugenio Dauernheimer

16/07/2026

16 de julho de 2026.

Evangelho de Marcos 11. 20-26.
“Quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam”. V.25.

Faz algum tempo, que li esta afirmação: “Quando me recuso a perdoar, então estou queimando uma ponte que um dia precisarei atravessar“. – Contudo, estas „pontes queimadas“ existem em muitas pessoas. Até, em pessoas que se apresentam como cristãos. Um dia, talvez demasiado tarde, elas se toparão com as cinzas destas pontes. – Jesus, em nossa leitura e também no Pai Nosso, insistiu com seus discípulos para perdoar aos que os ofenderam. Com isso ele deixa provado, que guardar ódio, em vez de perdoar, sempre aconteceu na humanidade. Isto é resultado do pecado. Disso resultam agressões, brigas, guerras e mortes. – Jesus nunca ofendeu àlguém. Mas todos os pecados de todas as pessoas (também de nós) são ofensas contra Jesus. – Ele, contudo, nunca guardou algum rancor. Ainda na cruz, quando zombado em extremo, ele pediu perdão pelos pecadores. – É este amor perdoador do Salvador concedido a nós, que nós dá a força para perdoar prontamente e sempre a quem nos ofende.

Rev. Eugenio Dauernheimer

15/07/2026

15 de julho de 2026.

Neemias 9. 1-3, 29-36.
“Teu povo ficou surdo... tu não os abandonaste... tu és Deus misericordioso e bondoso”. V. 30s.

Deus é magnânimo, ou seja, ele tem grandeza de alma. Ele é bondoso e misericordioso. – Contudo, isto não signif**a, que nós nos podemos embalar numa falsa segurança, julgando que a ele, porque é Deus bondoso, cabe perdoar logo nossos pecados, porque ‘ai dele’, se não o fizer. – Pensar assim sobre o Deus misericordioso e bondoso, não passa duma tolice perigosa, porque torna a pessoa atrevida no mal. – Ainda assim, este é muitas vezes o procedimento de muitos dos filhos de Deus. Em Israel, houve quem se fez de “ouvidos surdos” às advertências do Eterno, e também desprezou seus chamados ao arrependimento e ao temor de Deus. – Não pensemos que nós somos melhores do que Israel. Pois, onde estamos nós, quando Deus nos convida a ouvir e receber seu Evangelho? – Se Israel precisou sentir o fardo de sua falsa segurança, com nós acontece o mesmo, quando sentimos medo de nosso futuro. – Por isso, deixemo-nos guardar e guiar pelo Deus misericordioso e bom!

Rev. Eugenio Dauernheimer

14/07/2026

14 de julho de 2026.

Evangelho de Lucas 5. 17-26.
“Quando Jesus viu que eles tinham fé, disse ao paralítico: Meu amigo, os seus pecados estão perdoados”. V.20.

Confessamos com Martinho Lutero, no 3º Artigo do Credo, que nós, por nossa força, não cremos em Jesus Cristo. Aqui f**a claro, que a fé salvadora não é algum feito humano. – Afirma o evangelho, que Jesus viu a fé das pessoas que trouxeram o paralítico. – Eles, de fato, se empenharam muito por este aleijado. Carregando o homem na maca, subiram ao telhado. Abriram um buraco, por onde baixaram o paralítico aos pés de Jesus, e julgaram que Jesus o curasse e despedisse. – Mas, Jesus, em vez disso, diz ao doente: Meu amigo, os seus pecados estão perdoados. Será que Jesus entendera mal? – Não, pois, Jesus vê a raiz do mal, que são os pecados. Por isso, Jesus lhe perdoa todas as culpas, e só depois o cura. – Com que objetivo buscamos nós a Jesus? E, quando pedimos que o pastor ore por algum enfermo, é bom lembrarmos que a maior necessidade de qualquer pessoa é o perdão das culpas, para estar em paz com Deus.

Rev. Eugenio Dauernheimer

13/07/2026

13 de julho de 2026.

Evangelho de Lucas 6. 36-42.
“Sejam bons, assim como o Pai de vocês é bom”. V.36.

O conviver das pessoas poderia sem muito fácil. Pois, para isso basta: Sejam bons, assim como o Pai de vocês é bom. Ou, como está na versão clássica da Bíblia: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai”. – Ser bom, ou misericordioso, é a essência do conviver em paz. – Quando e onde isto é fato, não há a precipitação do “julgar” e do “condenar”. Mas reina o “perdoar” e o “dar”. – Isto, contudo, não é a atitude natural das pessoas. Por isso, há tanta desunião e morte. – Jesus, por isso, toma o Pai Celeste como medida. Ele, quando nós o magoamos pelos nossos constantes pecados, em lugar de nos julgar e condenar, foi tão bom (misericordioso) que por meio de Cristo apagou nossas culpas, e nos “deu” plena e eterna salvação. – Foi por meio de sua divina bondade, que o Pai Celeste deu laços firmes à sua comunhão com nós. Ela é tão firme, que nem a morte a pode romper, mas a precisa perpetuar. – Crendo em Cristo, o Pai nos dá a capacidade de pôr em prática sua bondade, fazendo com que vivamos em paz e harmonia com nosso próximo.

Rev. Eugenio Dauernheimer

12/07/2026

12 de julho de 2026.

Epístola aos Romanos 8. 1-6.
“Agora já não há nenhuma condenação para os que estão unidos com Cristo Jesus”. V.1.

Nas leis humanas, também de nosso país, está escrito que deve haver condenação para transgressores e violentos. Pois, se não houvesse esta justiça, em que daria o agir humano? – Mas, será que isto também vale ante o justo e eterno Deus para nós? ‘Sim, diz Ele, qualquer transgressão merece a condenação eterna’. E nós – cada uma das pessoas – respondemos: ‘Ai de mim, miserável pecador’! – Mas, o apóstolo Paulo, porque fora liberto desta condenação, exclama e escreve: “Agora já não há nenhuma condenação para os que estão unidos com Cristo Jesus”. – Foi Jesus, o próprio Filho Unigênito de Deus, que, quando foi condenado à morte e ao inferno, levou sobre si os nossos pecados. Fazendo isto, extirpou a nossa culpa, e nos livrou da eterna condenação. – Tendo isto em mente, ele acena para cada pecador, dizendo: “Vinde a mim todos (os pecadores), e eu vos aliviarei”. – Porque cremos em Cristo, Deus está do nosso lado (Rm 8.31) e já não há lei que nos condene. Nada nos pode separar do amor de Deus que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor (Rm. 8. 39).

Rev. Eugenio Dauernheimer

11/07/2026

11 de julho de 2026.

Epístola aos Gálatas 3. 6-14.
“Os que confiam na sua obediência à Lei estão debaixo da maldição de Deus... Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”. V. 10 e 11.

Por que é que a pessoa que se empenha para evitar o mal e para fazer o bem, que é o mesmo que obedecer a Lei, está sob a maldição de Deus? O próprio Deus responde: “Não há pessoa justa na terra, que faça o bem e não peque” (Ec 7.20). Nem o mais piedoso cristão é capaz de não pecar. Por isso, Deus nos alerta contra a ideia, que somos capazes de obedecer à Lei para herdarmos a vida eterna. – Mas Deus vem ao nosso socorro, e nos diz: Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus. O próprio Deus mandou o profeta proclamar: “O justo viverá por sua fé” (Hb 2.4). – Contudo, que fé tem esta força de dar a vida e fazer que a pessoa seja aceita por Deus? – Não é alguma fé que a pessoa afirma ter. Mas é a fé que o próprio Espírito opera pelo Evangelho e implanta na alma da pessoa. Esta fé dá a vida – e vida verdadeira, divina e eterna – para a pessoa, e leva Deus a aceitá-la como seu filho e como herdeiro da vida celeste e eterna. – Como remidos de Cristo, sejamos fiéis na fé com que o Espírito nos abençoou.

Rev. Eugenio Dauernheimer

10/07/2026

10 de julho de 2026.

Êxodo 25. 10-22.
“Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali virei a ti, e falarei contigo”. V.21s.

Todos os móveis e utensílios duma igreja (até o próprio templo) são sacros. Deus, contudo, dá um destaque especial à “arca”, ou seja, ao altar da igreja. – Disso ele nos lembra pela leitura de hoje, que damos da antiga “tradução Almeida”, porque ela destaca “o propiciatório” que não era uma mera “tampa” da arca, mas era o lugar onde o próprio “Senhor” vinha e falava com Moisés e o povo. – O próprio Deus chamou essa cobertura de “propiciatório”, porque foi de cima dele, que o santo e justo Deus, por meio do sacerdote, perdoava os pecados do povo e o abençoava com sua paz. Dali Ele consolava e animava seu povo. – Da mesma forma, em nossa ‘casa de culto’, seja ela singela ou majestosa, é a presença de Deus pela Palavra e os Sacramentos sobre o altar, que, quando o ‘servo da Palavra’ no-los dá, que o próprio Deus nos concede perdão dos pecados, opera e fortalece nossa fé, e nos consola e anima na fé.

Rev. Eugenio Dauernheimer

09/07/2026

09 de julho de 2026.

2 Crônicas 33. 9-13.
“Aí Manassés declarou que o Eterno é Deus”. V.13.

O rei Manassés foi filho do piedoso rei Ezequias. Desde criança seus pais lhe ensinaram o temor a Deus. Quando se tornou rei, virou as costas ao Eterno, e creu e serviu a ídolos. Até queimou seu próprio filho em sacrifício aos ídolos, e liderou o povo nas piores abominações. Mas ele e seu povo não deram atenção ao alerta e ao chamado de Deus. Fazendo isto, precisou sofrer as consequências de sua impiedade, sendo acorrentado e levado preso para a Babilônia. Foi um sofrimento muito duro. – Mas, este foi o instrumento usado por Deus, para acordar Manassés na fé que, quando criança, o alegrava. E Manassés se arrependeu, orou a Deus por perdão. E ele confessou: o Eterno é Deus. E Deus o atendeu e lhe devolveu o reinado. – Será que a nossa transgressão é pior do que a deste rei? Não temos o direito de julgar que nossos pecados sejam mais pesados do que o amor perdoador de Deus em Cristo. Pois, onde abundou o pecado, lá superabundou o amor de Deus. Confiemos nossas culpas a Deus que nos ama.

Rev. Eugenio Dauernheimer

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