Lucio Shepherd & Casa de Deus

Lucio Shepherd & Casa de Deus Somos os Caçadores de Deus de Gravataí! O Criador se revelou a nós e nos tirou do sistema religioso! Agora só seguimos o Salvador!

Reuniões de Estudo louvor e Adoração ao Eterno

As religiões mistificam tudo! Creditam o mal a um ser externo, e ensinam os fiéis a pedir pra Deus! O evangelho mostra q...
25/06/2024

As religiões mistificam tudo! Creditam o mal a um ser externo, e ensinam os fiéis a pedir pra Deus! O evangelho mostra que o mal vem do coração do homem e, o que devemos nos esforçar para conquistar o que precisamos! Acima de tudo, o evangelho é a transformação de caráter! Religiões são invenções humanas!

"Isaias 45.7 - Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas cois...
04/05/2024

"Isaias 45.7 - Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas. "
As pessoas estão pedindo ajuda pra Deus, implorando, clamando! Enquanto só pedirem, não haverá ajuda, nem misericórdia, nem perdão! Deus é Senhor de todas as coisas. O Pai disciplina o filho, para que este mude seu comportamento e se torne melhor. Agora ficam pedindo ajuda pra Ele, durante a disciplina, mas não param pra pensar na razão de estarem passando por isso. Arrependam-se! Mudem! O mal que Deus disse que criou é exatamente pra ser usado como disciplina! E Ele está usando! Ele não é Senhor dos ventos e tempestades? Então? Entenderam? É Deus que está fazendo isso!

A igreja católica inventou a fábula do anjo caído e a teologia moderna juntou versículos fora do contexto para justifica...
16/05/2023

A igreja católica inventou a fábula do anjo caído e a teologia moderna juntou versículos fora do contexto para justificar esta estória. Foi criado por Deus para servi-lo. Está no céu, como você vê no livro de Jó, entre os outros anjos, e sempre tem que pedir permissão para agir. Também Cristo diz que ele pediu para provar Pedro e os discípulos, mas Cristo não permitiu! Satanás é um servo de Deus e está no céu. https://www.facebook.com/lucio.pastor/

Leia João 10, do 10 ao 13. Jesus diz que Ele é o bom pastor, e que as ovelhas são suas. Quem quer ser dono  das suas ove...
24/04/2023

Leia João 10, do 10 ao 13. Jesus diz que Ele é o bom pastor, e que as ovelhas são suas. Quem quer ser dono das suas ovelhas ele chama de mercenário na bíblia Almeida e de assalariado na bíblia NVI. O diabo, inimigo das ovelhas, ele chama de lobo, portanto a resposta certa é a (C) Pastores. Pastores que chamam as ovelhas de suas, que cobram dízimos e vivem às custas das ovelhas de Jesus, portanto roubam, matam a fé no que é a verdade, pois pregam mentiras, e destroem a possibilidade de salvação que Jesus oferece! https://www.facebook.com/lucio.pastor/

A primeira adulteração das escrituras foi feita no séc.III a.C. pelos 72 rabinos que as traduziram para o grego, a septu...
17/04/2023

A primeira adulteração das escrituras foi feita no séc.III a.C. pelos 72 rabinos que as traduziram para o grego, a septuaginta, para que os gentios não conhecessem a verdade! A segunda grande adulteração foi feita por Jerônimo no séc.IV, ao criar a Vulgata, para dar base às doutrinas católicas, a religião do império! https://www.facebook.com/lucio.pastor/

- 16 - VOCÊ É MESMO CRISTÃO?“1 Pedro 1:17 - Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cad...
18/10/2022

- 16 - VOCÊ É MESMO CRISTÃO?
“1 Pedro 1:17 - Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês.” Ou seja, já que vocês dizem que Ele é seu Pai, portem-se como filhos .Quando você diz que é cristão, o que você quer dizer com isso? A maioria diria – Porque eu aceitei Jesus, ou porque amo Jesus, ou porque sigo Jesus!
Com a morte de João, no final do primeiro século, terminou o testemunho apostólico. Os pregadores começaram a deturpar as palavras de Jesus. No século IV, o imperador Constantino, cria a religião do império, Católica Apostólica Romana. Isso fortalece um movimento humano, inspirado em Jesus, chamado Cristianismo. Este movimento usa o evangelho, mas adapta aos seus interesses, e assim vai se distanciando de Jesus. É o Evangelho versus Cristianismo. Começou a construção do Deus do sistema religioso atual, e a adaptação de Jesus aos moldes necessários. Surgem as doutrina e a dedicação aos templos. E chegou assim aos nossos dias. Seguir Jesus era uma prática de fé, mas virou uma religião. Como religião, precisava de uma figura feminina pois os romanos achavam falta disso. Promoveram Maria à divindade!
Cristianismo é um fenômeno histórico, econômico, político e geográfico. Influencia e é influenciado pelo mundo. Nada além disso. Um principado e uma potestade. Cristianismo sustenta-se em dominação, controle e poder. 1700 anos de guerras, contra o Islã, contra os povos orientais, contra si mesmo com reinos contra reinos. Alguém que siga o realmente o evangelho é massacrado pelo cristianismo. O evangelho de Jesus não admite templos, títulos, cargos. Jesus disse “a ninguém chame de Pai, pastor, padre, papa” (MT 24). O sistema judaico-cristão, evangélicos e católicos, seguem uma corrupção do evangelho. Jesus mandou pregar o evangelho, não os profetas e cronistas antigos. Paulo ensinava o evangelho. Quando Cristo disse – Está consumado! Deixou no passado a velha aliança! Só os judeus insistiam em trazer o passado, assim como hoje a igreja está cheia de práticas do judaísmo. Olhem a distância que este povo está de Jesus!
A igreja de Jesus é congregação e ensino. Não precisa prédio especial, roupa especial, poses especiais, palavras especiais rituais e dogmas. Precisa um coração especial. Mas a igreja dos homens não abriu mão dos costumes do judaísmo. Nega a cruz de Cristo, por não obedecer e insistir com a velha aliança. Ritualiza tudo, mistifica tudo, pratica hábitos antigos como se a cruz não fosse o bastante!
Para piorar, trabalham com a emoção humana para dominar. Nada no Evangelho é sentimento e emoção. O Evangelho é Espírito, Verdade e Vida! Como posso saber se estou de fato vivendo o Evangelho? O evangelho se caracteriza pelo amor. Quando entendemos o evangelho, passamos a viver o evangelho. Ao entendermos a vontade de Cristo e nos rendermos, praticamos a Palavra. Quando valorizamos práticas humanas, líderes humanos, festas “sagradas”, púlpito “sagrado”, dogmas e ordenanças, estamos negando Cristo!
Quando recebemos a Graça e a percebemos, nos eternizamos em Deus Isto é a salvação!
https://www.youtube.com/c/LucioShepherdCasadeDeus

14/12/2021
-15- SATANÁS ESTÁ NO CÉU COM JESUS! Existem no meio evangélico, ensinamentos que são transmitidos há muito, repetidos po...
21/10/2021

-15- SATANÁS ESTÁ NO CÉU COM JESUS!
Existem no meio evangélico, ensinamentos que são transmitidos há muito, repetidos por gerações de mestres, recebidos por tradição, os quais jamais foram analisados com o cuidado necessário, à luz das Escrituras. A tradição tem substituído o texto sagrado em muitas doutrinas. Os ministros, com medo de se expor, preferem repetir o que outros mais importantes falaram, dentro da esfera do “argumento de autoridade”.
E o que é argumento de autoridade? É o seguinte: se um homem é importante dentro da sua igreja ou se já fez alguns cursos de nível superior, tudo o que ele diz é considerado verdade por muitos, principalmente se tiver escrito um livro.
“Você crê mais nas escrituras ou nos ensinamentos de sua denominação?”
Muitos, surpresos, respondem: “E, por acaso, minha denominação ensina algo que não é ensinado pelas escrituras?” Bem, apesar de isto parecer quase impossível, vou lhe dizer: todas as denominações que eu conheço ensinam muitas coisas que não se encontram na Palavra. Foram herdadas da igreja católica, que por sua vez herdou dos mitos e narrativas do paganismo.
Hoje em dia, para a grande massa do público religioso, a Bíblia é um livro quase que totalmente desconhecido. Seu estudo, como meio de se procurar conhecer a vontade de Deus sobre alguma particularidade, praticamente morreu; e a leitura devocional das Escrituras sagradas, até mesmo entre os crentes evangélicos, é uma exceção, quando deveria ser a regra.
Quando apresentamos os textos bíblicos analisados, a surpresa é maior, pois descobrem que a tradição nas igrejas tem, em muitos casos, substituído a Palavra de Deus.
Vamos analisar uma crença que veio do paganismo, foi perpetuada na literatura e nas artes, porém não é ensinada pela Palavra de Deus. Refiro-me à pretensa queda de Satanás.
O ensino tradicional é que Satanás era um anjo bom que vivia no céu, tinha a categoria de arcanjo, era regente do coral celestial, mas um dia, movido de inveja, cheio de cobiça, cheio de vaidade, resolveu insurgir-se contra a autoridade divina, moveu uma rebelião contra Deus, seduziu um grande número de anjos e foi expulso do céu. Nesta hora houve uma catástrofe tão grande que a terra que havia sido criada por Deus, de maneira tão bela, passou a ser “sem forma e vazia”.
Também ensinam que ele estava no Éden e era perfeito, até que nele se achou iniqüidade. Ora, se sua queda só se deu no Éden, como é que ensinam que a grande catástrofe que destruiu a forma da terra se deu lá no princípio, quando ele caiu?
E se ele caiu lá no princípio da criação, como é que no Éden ele ainda era perfeito?
Outra coisa: como Satanás pôde pecar sem ser tentado? Se alguém, por acaso, o tivesse tentado não teria sido Deus, porque Deus “não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1:13).
E se alguém mais o tentou, teria que ser um tentador independente de Deus e se houvesse um tentador independente de Deus, então ele sena diabo primeiro, o primeiro Satanás.

Não é mais lógico, mais coerente, mais honesto, acreditar no que diz a Bíblia, aceitando a soberania de Deus e submetendo-se à Sua vontade? Você está disposto a acreditar mais na Bíblia, mesmo que o que ela disser, seja diferente do que ensinam as autoridades da sua Igreja?
O próprio Senhor Jesus Cristo afirmou coisa muito diferente do que se ensina hoje sobre Satanás, quando afirmou: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai: ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele … (Jo 8:44).

Jesus colocou este Arkê=Princípio, como o limite. Satanás jamais se firmou na verdade. Nem uma hora, nem um minuto, ou um segundo, Satanás firmou-se na verdade. Ele é o diabo desde o princípio. Deus o fez com esta finalidade, para, opondo-se ao seu plano cósmico, eterno, dar opções para os seres criados fazerem uma escolha entre o bem e o mal.
O bem e o mal são criações de Deus no plano metafísico. Se, no plano epistemológico, pragmático, ou, simplificando, na realidade terrena, vemos a tremenda oposição entre o bem e o mal, no plano metafísico ambos convergem para o cumprimento do plano eterno de Deus.
Deus transcende o bem e o mal. Ele é supremo, superior a tal esfera. Não depende das nossas medidas ou julgamentos. Isaías afirma que Deus é o próprio criador do mal. Se ele não fosse o criador do mal, teria que haver um outro Deus que o fizesse.
Veja o que diz Isaías: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, faço todas estas coisas”. (Isaías 45:7).
Alguns teólogos, com medo de admitirem algo tão grande e tremendo, dizem que este texto não se refere ao mal ontológico, mas ao mal pragmático, aos males que assolam a terra. Se assim fosse Deus teria dito o seguinte: “Crio os males”.
A primeira epístola de João corrobora e esclarece ainda mais o que Jesus afirmou. Leiamos: “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio” (I João 3:8)
Agora, chegou a hora de perguntarmos pela primeira vez: você crê mais nas escrituras ou nos ensinamentos da tradição? Para não perder sua posição privilegiada na igreja, você prefere ensinar a mentira ou, simplesmente, esconder a verdade? Prefere ficar calado e ser uma “Maria vai com as outras”, concordando com erro, porque isto não vai lhe “queimar”?
Existe algum exegeta mágico que seja capaz de distorcer estes dois textos, procurando alguma outra explicação para o princípio?
Se foi no início da criação, ou no início da vida dele, ou no início da vida do homem, ou seja lá qual tenha sido, o fato insofismável é que quando Satanás começou a existir, já começou a pecar, porque ele já foi feito com a natureza pecaminosa, para cumprir um propósito.
Tal propósito está inserido, embutido e oculto na economia divina. Não temos qualquer senha de acesso para tal propósito.
Você questionará o Criador por causa disto? Não é melhor aceitar o fato que Deus fez o diabo com a missão específica de assolar a terra, de tentar o homem, de acusá-lo, de cumprir a ira divina sobre as pessoas, famílias e nações?
Veja o que diz um texto proferido pelo profeta Isaías: “Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo, que produz a ferramenta para a sua obra; também criei O ASSOLADOR, PARA DESTRUIR”. (Isaías 54:16)
Os únicos textos usados pelos que advogam que Satanás era bonzinho, são Ezequiel 28 e Isaías 14. Também se referem à citação que Jesus faz em relação a Satanás ter caído do Céu. Vamos analisar cada um deles.
Quando Jesus enviou os setenta para realizarem a obra inicial da evangelização, eles saíram entusiasmados e voltaram mais entusiasmados ainda quando viram o resultado do seu trabalho.
Eis o que diz Lucas: “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lucas 10: 17).

Até aquele tempo jamais um demônio havia sido expulso. Era o início de algo completamente novo. Vemos, por exemplo, casos como o de Saul, em que um espírito mau da parte do Senhor vinha atormentá-lo e Davi, tocando a harpa o aliviava, mas não se fala ali de expulsão de demônios.
Ao ser iniciada a batalha espiritual na terra para destruir as obras do diabo, Satanás, o príncipe das potestades do ar, vendo que seu império estava se desmoronando, resolveu descer até ao nível da terra.
Jesus vendo o que acontecera, usou o pretérito imperfeito do verbo e afirmou: “Eu VIA Satanás, como raio, cair do céu” (Lucas 10:18). Não existe, nesta frase de Jesus, qualquer ideia que Satanás era bom e depois tornou-se mau.
Vamos analisar, agora, alguns detalhes importantes de Ezequiel 28, o texto é mais utilizado por exegetas impacientes para tentarem provar que Satanás um dia foi bom e depois tornou-se mau.
Leia com atenção umas duas vezes, no mínimo este texto, até o versículo 19 e depois acompanhe nossa análise honesta e espiritual do texto.
A profecia de Ezequiel é eclética, mística e hermética. A profecia é contra o rei de Tiro, mas, ao mesmo tempo, há expressões que claramente se referem a outro personagem. Quem seria este outro personagem? Você aprendeu que era Satanás. mas, será que era mesmo?
No início tal personagem é apresentado cheio de vaidade e orgulho espiritual, ao ponto de querer ser igual a Deus. No versículo 9 descobrimos que, no momento que ele se apresenta como um Deus, a Palavra diz que ele é homem, e não Deus.
Ora, se ele é homem, não pode ser Satanás porque Satanás é espírito. Se não é Satanás, nem é o rei de Tiro, é alguém muito importante no plano de Deus. Quem?
Na segunda parte do texto, que vai do versículo 11 ao 19, parece que tudo muda por completo. Não podemos mais pensar neste personagem em termos do rei de Tiro. É alguém tão especial que vamos citar todo o texto:
“Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.”
“Estavas no Éden, jardim de Deus: toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados.
“Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci: no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti”.
Muitas mentes criativas, férteis, conseguiram interpretar este texto como referente a Satanás.
Se o texto fala de Satanás, perguntamos: o que estava ele fazendo no Éden, junto com Adão? Se ele já era mau e estava ali para fazer o homem pecar, como passou um período sendo bom, no mesmo Éden?
Se ele era querubim protetor, ou cobridor, ou guarda, como significa sua função, ou melhor a de um querubim, pois querubim é um guarda, um guardião, ele estava ali guardando o Éden contra o que, ou contra quem?
Contra outro Satanás? Aquele que o fez pecar, aquele que o tentou?
Estava guardando o Éden contra si mesmo? Se não era Satanás o querubim/guarda, quem era o guarda do Éden? A Palavra sempre responde a Palavra, sempre. Leiamos Gênesis 2: 15:
“E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar E O GUARDAR”.
Quem era, pois, o guarda/querubim do Éden? Adão, é claro!
Contra que ou contra quem Adão foi colocado para guardar o Éden? Contra Satanás!
Isto não aconteceu a contento, disto nós sabemos, o que acarretou toda a gama de problemas que vieram pela falta de cuidado de Adão.
E quem era o aferidor da medida? Adão, é claro. Por quê?
O que significa aferidor? “Instrumento de medição; conferido e harmonizado com o padrão; modelo; gabarito; régua; protótipo”, etc.
Adão, como o primeiro homem, era o modelo para todos os demais. Como houve falha, Deus enviou outro aferidor, Jesus Cristo.
Jamais Satanás poderia ser aferidor de qualquer coisa boa dentro do plano da criação de Deus.
Nossos primeiros pais viviam nus e não sabiam, ou não viam isto, porque estavam vestidos de luz, vestidos do brilho das pedras afogueadas.
Em linguagem simbólica, não significa que estavam carregados de pedras, mas era uma luz tão bela que dificilmente poderia ser descrita por linguagem humana, o que fez o profeta descrever da maneira mais bela que ele podia.
Adão era perfeito, até que nele se achou iniquidade.
Satanás nunca foi perfeito, porque Deus já O criou para assolar, para destruir, como instrumento de sua ira, conforme podemos constatar em dois textos paralelos do Velho Testamento.
Leiamos, em primeiro lugar, I Crônicas 21: 1: “Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel”. Vemos, neste texto, que foi Satanás que incitou Davi.
Leiamos, agora, II Samuel 24: 1 :”E a ira do Senhor se tornou a acender contra Israel: e incitou Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel de Judá”.
Afinal, quem incitou a Davi? Deus ou o diabo? Digamos que foi Deus, usando seu servo negativo, Satanás. Ele é o instrumento da ira de Deus, já que Deus é amor e é imutável. Ele criou O assolador para destruir, no momento em que ele precisa usar alguém assim.
No livro de Jó, quando os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, as escrituras dizem que “veio também Satanás entre eles” (Jó 1:6).
Deus dialogou com ele. Perguntou de onde ele vinha e falou sobre Jó. Deus queria provar a Jó e, como Deus não faz nada negativo, usou seu instrumento negativo e deu ordens para ele tocar nos bens e na família de Jó e, mais tarde, em seu próprio corpo.
Por que Satanás não fez isto antes, por quê?
Porque ele só faz qualquer coisa quando Deus o usa para fazê-lo. Ele não é tão autônomo, tão independente como muitos pensam e ensinam. Ele é um servo!
Veja o caso de Pedro, por exemplo. Em Lucas 22:31,32, nós lemos:
“Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.”

Veja como Satanás teve que pedir! Se ele fosse livre para tentar qualquer um, ele simplesmente tentaria sem pedir qualquer permissão.
Veja que Jesus não está falando somente sobre Pedro. Ele está falando sobre todos os apóstolos, pois diz: ” vos pediu.” Está no plural. Satanás pediu todos os apóstolos. Jesus disse que iria rogar, particularmente por Pedro, porque ele ainda não era convertido em plenitude.
Jesus disse que a fé dele poderia desfalecer, já que era um homem de pequena fé (Mt 14:31).
Apesar de sua função negativa, ele é um príncipe, foi Jesus quem afirmou isto. Ele disse
“Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo” (João 12:31). Já não falarei muito convosco; porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim (João 14:30). E do juízo, porque o príncipe deste mundo está julgado” (João 16:11).
O apóstolo Paulo corrobora tais afirmações do Mestre em Efésios 2:2, quando o chama de “o príncipe das potestades do ar”.
É algo absurdo e infantil alguém falar de Satanás usando expressões como estas: “aquele cachorro, aquele porco, aquele imbecil, aquele nojento”, etc.
Por quê?
Porque ele é um anjo de Deus, criado para fazer esta obra negativa a que Deus o designou. Isto é difícil de aceitar, por muitos, mas é a pura verdade.
Com isto ele não deixa de ser nosso inimigo, mas enquadrado dentro do plano magistral, eterno e infinito de Deus.
Foi por causa disto que o próprio arcanjo Miguel, comandante dos anjos guerreiros do Senhor, demonstrou respeito pela posição do outro, de Satanás, porque entendia sua função e missão.
O apóstolo Judas estava criticando pessoas que “vituperam autoridades” e, logo em seguida, afirma:
“E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda” (Judas 8,9).
Vamos analisar, agora, outro texto que é usado pelos exegetas impacientes: Isaías 14, especificamente os versículos 4 a 19.
Trata-se, também, de um texto rebuscado, pesado, cheio de símbolos. É necessário lê-lo com muita atenção, dando ênfase especial a todos os contextos.
O argumento principal é retirado dos versículos 12 a 14:
“Como caíste do Céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte.
“Subirei acima das altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra, e que fazia tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir soltos para suas casas?
“Mas tu és lançado de tua sepultura, como um renovo abominável, como um vestido de mortos atravessados à espada, como os que descem ao covil de pedras, como corpo morto e pisado.”
Para começar, em todo o texto há referências a morte, sepultura, homem, etc, termos que não se aplicam jamais a Satanás.
Vamos observar um importante contexto que sempre passa despercebido por muitos analistas bíblicos.
Quem está falando todas estas palavras que acabamos de citar? Deus? O profeta Isaías? Outro personagem? Quem?
Observando o contexto, ele mostra que quem está falando estas palavras são ESTES TODOS (v.10)
Agora, perguntamos, estes todos quem?
O personagem a quem o texto se refere, possui certas características que enumeraremos a seguir:
Um grande poder;
Ele caiu de certo nível;
Ele é acusado de ferir os povos com furor;
Com a queda dele disseram que a terra descansou; (se fosse a queda de Satanás, seria o contrário, pois com ela a terra ficou em polvorosa);
O Sheol, sepultura, ou inferno, conforme é chamado o reino dos mortos no Velho Testamento foi dito que se turbou por ele, para sair ao encontro dele em sua vinda;
Os mortos despertaram por causa dele em sua vinda;
Despertou os príncipes ou principados;
Fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações;
Ele foi acusado de ter caído do céu;
Ele foi chamado de “estrela da manhã”; Ele foi acusado de dizer que subiria ao céu, sendo semelhante ao Altíssimo;
Ele morreu;
Ele foi sepultado;
Embora sepultado, saiu de sua sepul­tura, de maneira sobrenatural.
Perguntamos novamente: a quem se referem estes textos? A Satanás? Simplesmente ao rei de Babilônia?
Por que os reis das nações o acusaram de tanta coisa e disseram que ele também estava enfermo, semelhante a eles? E por que esses reis das nações estariam enfermos?
Não se trata de uma referência aos dominadores espirituais das nações, os principados e potestades que dominam sobre países, como encontramos em Daniel e outras referências?
Este personagem chamado de “estrela da manhã” e “filho da alva’ é alguém tão horrível e asqueroso como Satanás? E como ele continuaria a ser chamado assim, se tivesse passado pela metamorfose de anjo de luz para anjo do mal?

Por que não entendermos que esses reis das nações estavam zangados contra alguém muito diferente de Satanás? Sim, por que não entendermos que este texto refere-se exatamente ao oposto dele: - o Senhor Jesus Cristo!
Estas palavras torcidas e de blasfêmia não partiram da boca de Deus, nem da boca do profeta, mas partiram DOS REIS DAS NAÇÕES!
Foram eles que chegaram a dizer sobre o corpo de Jesus na sepultura palavras exatas como estas: “os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão”.
É claro! Na sepultura esses vermes não puderam fazer outra coisa senão ficar acima e debaixo do corpo sacrossanto de Jesus, mas não puderam tocar nele, porque está escrito:
“Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o Teu Santo veja corrupção” (Salmos 16:10). “Nessa previsão, disse da ressurreição de Cristo: que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu corrupção”(Atos 2:31)
Jesus morreu como qualquer homem, mas seu corpo não passou pela putrefação.
Vamos ver outro detalhe importante: a quem a Bíblia chama, realmente, de “Estrela da Manhã”? Conforme o relato do apóstolo Pedro, refe­re-se ao próprio Senhor Jesus. Leiamos II Pedro 1: 19:
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis, em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça e a estrela da alva apareça em vossos corações”.
Outra invenção é chamar Satanás de “Lúcifer” ou “Lusbel”. Lúcifer significa “portador da luz” e Lusbel significa “senhor da luz”. Desde quando Satanás é portador da luz ou senhor da luz? Isto é ou não é uma fantasia da cabeça de alguns?
Durante anos Satanás tem recebido da boca dos próprios cristãos uma glória que ele não possui – a de ter sido, um dia, um anjo bom.
Satanás ainda está no céu ( veja em Jó ) e só será lançado com a terça parte dos anjos quando tocar a sétima trombeta do Apocalipse, durante a tribulação!
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ORAÇÃO DOS FILHOS EM TEMPOS DE PANDEMIA - "Pai, obrigado por mais este dia, pois podemos te honrar e glorificar o Teu No...
19/03/2021

ORAÇÃO DOS FILHOS EM TEMPOS DE PANDEMIA - "Pai, obrigado por mais este dia, pois podemos te honrar e glorificar o Teu Nome, através de nossas vidas! Somos gratos pela nossa família, por todos que enfrentaram doenças e venceram, pelo cuidado com os que ainda não se curaram e por todos que estão com saúde. Oremos pelos obtusos, intransigentes, cujo choro dos órfãos e viúvas não comove. Não é tempo de divisão entre os homens, mas Jesus falou que o joio e o trigo deveriam seguir juntos até a colheita. Por isso, o fato de homens estarem em trevas e não perceberem é compreensível. Tua Luz resplandecerá sobre todos, e desejo que o arrependimento já tenha brotado nesses corações. Jesus,, nos ensine através do amor! Olhe nossa casa e nos defenda do anjo da morte, como naquela noite no Egito! Veja, a marca do Teu Sangue, que está na porta dos nossos corações!”
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Kalighat KaliEm 325, no concílio de Nicea, Constantino o grande cria a igreja católica após um genocídio de 45.000 crist...
25/12/2020

Kalighat Kali
Em 325, no concílio de Nicea, Constantino o grande cria a igreja católica após um genocídio de 45.000 cristãos, onde os torturou para que renunciassem à Reencarnação. Ao mesmo tempo recolhe-se os livros religiosos de todas as aldeias do império e criam assim a BÍBLIA.
Em 327, Constantino conhecido como Imperador de Roma, ordena a Jeronimo traduzir a versão Vulgata em Latin, mudando os nomes próprios hebreus e adulterando as escrituras.
Em 431, o culto inventa a VIRGEM.
Em 594, inventa o PURGATÓRIO.
Em 610, inventa o título do PAPA.
Em 788, as divindades pagãs impõem-se adorações.
Em 995, o significado de Kadosh (apartado) foi mudado por santo.
Em 1079, impõe-se o celibato dos padres>>palavra totalmente católica.
Em 1090, o Rosário impõe-se.
Em 1184, a inquisição é perpetrada.
Em 1190, as indulgências são vendidas.
Em 1215, os sacerdotes são confessados.
Em 1216, inventou-se do papa Inocenzo lll, o conto do terror do pão (um deus da mitologia grega), que vira carne humana.
Em 1311, impõe-se o batesimo.
Em 1439, dogmatiza-se o inexistente PURGATÓRIO.
Em 1854, inventa-se a imaculada Conceição.
Em 1870, impõe-se o absurdo de um papa infalível, inventa-se o conceito de Contratação
Há mais de 2500 coisas inventadas por esta religião para escravizar o ser humano com o cristianismo...
Religiões e seus deuses foram criados como meio de MANIPULAÇÃO e NEGÓCIO. Como parte da EVOLUÇÃO do ser humano está o LIBERTAR-SE desses meios de manipulação. Embora aos poucos o ser humano esteja na era do ACORDAR, os jovens cada dia são MENOS RELIGIOSOS mais duas gerações e a religião católica estará no seu ocaso. (Eu desejo ver esse momento)
Tudo fará parte da nossa EVOLUÇÃO.
De você depende continuar acreditando no que agora você acha que é a verdade absoluta, porque você não se questionou.... se questione e verá que todas as religiões são uma invenção... do homem.

O suicídio de Lutero ( Étienne Couvert )Em 20 de maio de 1505, Lutero iniciara seus estudos de Direito na Universidade d...
05/07/2020

O suicídio de Lutero ( Étienne Couvert )

Em 20 de maio de 1505, Lutero iniciara seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Pouco tempo depois, porém, uma desgraça ocorreu. Tendo encontrado seu amigo Jerônimo Buntz, desentenderam-se, travaram um duelo e Lutero acabou por matar seu companheiro. Em junho daquele mesmo ano, preocupado com as consequências da morte, Martinho buscou seu protetor e amigo, João Braun, vigário colegial em Eisenach, para lhe pedir conselho. Este o estimulou a tornar-se religioso, a fim de evitar as consequências judiciais do caso. Lutero acatou a sugestão e em 17 de julho de 1505 entrou para o convento dos Eremitas de Santo Agostinho, em Erfurt. Beneficiou-se assim do direito de asilo, então reconhecido pela justiça civil. Seu primeiro tratado, redigido por ele mesmo, intitula-se: “Sobre aqueles que se refugiam nas igrejas, muito útil para os juízes seculares e para os reitores de uma igreja e os prelados de mosteiros”. (“De his qui ad ecclesiam confugiunt tam judicibus secularibus quam Ecclesiae Rectoribus et Monasterioum Praelatis perutilis”). A obra foi publicada anonimamente em 1517, e depois em 1520 com o nome de Lutero. Nela, é lembrado que quem mata sem ter sido inimigo, por erro ou sem premeditação, não é culpado segundo a lei de Moisés.

Em seu mosteiro, porém, Lutero não encontrou paz de espírito. Sua vocação, bastante questionável, foi resultado mais de medo que de um chamado divino ou amor à oração e à solidão.

Devido a seu temperamento hereditário, em acréscimo à sua educação familiar, Martinho era dotado de um caráter violento e explosivo, de tipo primário, que no primeiro impulso age sem refletir, além de uma alma escrupulosa que depois de ter agido, rumina bastante sobre o erro ou a falta cometida desnecessariamente e que podia ter sido evitada com um pouco de reflexão. É um tipo de humanidade bastante comum neste mundo e que não deveria, de modo algum, provocar uma angústia suicida.

Uma morte cometida durante uma rixa, certamente mais acidental que premeditada, não deveria jamais provocar essa crise, que não fez senão acentuar-se ao longo de sua existência, até o suicídio final. A isso é preciso acrescentar outro fator.

Roland Dalbiez, psicanalista freudiano, recentemente publicou um estudo sobre “A angústia de Lutero”, no qual defende uma tese bastante estranha. Ele atribui a Lutero “uma neurose de angústia gravíssima, tão grave que é razoável questionar se não foi a do estado limite entre a fronteira da neurose de uma parte, e o raptus suicida ou o automatismo teleológico anti-suicida de outra parte. Ele não escolheu nem uma nem outra dessas soluções; a solução à qual foi conduzido, sai de seu inconsciente e impõe-se a ele de modo necessitante...”. Destacamos as expressões que tendem a negar a liberdade humana nesse texto de um psicanalista, o que está plenamente de acordo com o pensamento de Freud.

Para escapar da voz de sua consciência, para abafar a angústia que ali nascia, Lutero retomou uma tese, atribuída falsamente a Santo Agostinho, sobre a justificação somente pela fé, sem as obras, graças ao sacrifício do Cristo que tomou para si os pecados dos homens. Eis o texto de Lutero:

“É preciso olhar o Cristo em quem, quando vires que teus pecados estão ligados, estarás seguro em face dos pecados, da morte e do inferno. Com efeito, dirás: meus pecados não são meus, porque não estão em mim, mas em outro, a saber, no Cristo, portanto não poderão me prejudicar. É preciso, de fato, um esforço extremo para poder compreender essas coisas pela fé e nelas crer a ponto de dizer: pequei e não pequei, a fim de que a consciência seja vencida, essa dominadora poderosíssima que amiúde conduziu os homens ao desespero, à faca ou à corda. (Est autem maximus labor posse haec ita fide apprehendere et credere ut dicas: peccavi et non peccavi, ut sic vincatur conscientia, potentissima domina quae saepe ad desperationem, ad glaudium et ad laqueum homines adigit). É conhecido o exemplo do homem, que, tentado por sua consciência, dizia: não pequei. Com efeito, a consciência só pode estar tranquila quando afasta os pecados da sua vista. É mister, assim, que tua vista os afaste, de tal modo que vejas não o que fizeste, não a tua vida, não a tua consciência, mas o Cristo...” (In Esaiam prophetam scholia, cap. 53.)

Por esse texto, Dalbiez pretende demonstrar que Lutero tentou fugir de sua angústia graças ao que ele chama um “automatismo teleológico anti-suicida“. Apesar de termos relido esse texto, nele não encontramos nada de automático, mas um raciocínio muito ardiloso; uma recusa da verdade que, todavia, salta aos olhos: eu pequei, mas não quero reconhecê-lo. É preciso um esforço extremo, um “maximus labor” para afirmar o contrário do que sabemos muito bem ser verdadeiro. É uma maneira de atolar-se na mentira, e, apesar da autossugestão para considerar-se puro de toda falta ou erro, a consciência permanece a mesma, tal como o olho que Caim enxergava no fundo do túmulo que ele mesmo havia cavado. Fixada em nosso espírito, essa consciência não é outra coisa senão a voz do bom senso e da razão. Ademais, Dalbiez reconhece que “sua adesão à doutrina da justificação somente pela fé não o tranquilizou totalmente; em certo sentido, pode-se dizer que ele nunca conseguiu aderir a ela completamente”. Destacamos os advérbios “totalmente” e “completamente”. Eles mostram bem as dificuldades da tese freudiana.

Se Lutero fabricou seu próprio sistema religioso e moral, ele sabia bem que é uma mentira, e que não poderia aderir inteiramente a ele. É a atitude de um menino que, corado, diz à mãe: “Não fui eu!”, preocupadíssimo em saber se sua mentira irá “colar”.

Esse ódio contra a consciência não pode ser de origem divina nem humana; supõe uma tentação demoníaca. Satã sabe muito bem que erguendo uma alma contra a voz racional de sua consciência, torna-se mestre dela. Dalbiez prossegue: “É preciso lutar incessantemente contra ela (a consciência), pois ela ameaça sempre encurralar ao desespero, empurrar o homem a cortar sua garganta ou se enforcar”. A ameaça não vem da consciência, mas de uma atitude de recusa contra o seu ditame: “A todo pecado misericórdia. Uma falta confessada está já perdoada”. A paz de consciência se segue ao reconhecimento da falta. Mas quem se nega a ser culpado deixa-se cair num orgulho absurdo. De modo que a falta não confessada, portanto não perdoada, persegue-nos implacavelmente, torna-se uma ideia fixa, depois uma fonte de neurose, não restando senão o suicídio para escapar à visão da consciência, isto é, escapar de Deus. Chama-se isso uma fuga antecipada.

Examinemos essa descida ao abismo que foi a vida de Lutero. Sobre suas crises de angústia temos o testemunho de Melanchton: “Com frequência, quando refletia atentamente na ira de Deus ou nos impressionantes exemplos dos castigos divinos, era ele tomado por um terror tão grande que quase perdia a consciência (Subito tanti terrores concutiebant, ut paene exanimaretur). Eu mesmo o vi tomar parte numa discussão doutrinal, consternado com a sua aplicação, deitar-se em uma cama num quarto vizinho onde entremeava a uma invocação este verso, amiúde repetido: ‘Deus encerrou todos os homens no pecado para fazer misericórdia a todos’ (Conclusit omnes sub peccatum ut omnium misereatur)’”. Lutero se esforça aqui para lançar sobre Deus a responsabilidade de suas faltas. Ora, os homens não estão encerrados no pecado; eles têm a liberdade de recusar as tentações; eles não são prisioneiros de um “arbítrio pessoal”, como afirmou Lutero. Cochlaeus nos conta sobre uma crise pela qual Lutero passara quando era monge. Assistindo ao coro, na leitura do evangelho do possesso, em São Marcos, ele prostrou-se ao chão clamando: “Esse não sou eu, não sou eu!”

Em um fragmento de Conversas à mesa, conta-se sobre um diálogo de Lutero com Léonardt, pastor de Guben, em 1551: “Ele nos contou que, enquanto fora prisioneiro, o diabo o havia cruelmente atormentado e riu prazeroso quando ele havia pegado uma faca em sua mão, pois dissera: ‘Pois bem! Mata-te!’ Foi-lhe também preciso muitas vezes jogar a faca para longe de si. Igualmente, quando viu uma linha no chão, ele a recolheu e havia unido-a de tal modo que poderia fazer uma corda para enforcar-se. O diabo o havia perturbado tanto que ele não era mais capaz de recitar o Pai Nosso nem ler os Salmos que, habitualmente, eram-lhe bem conhecidos. Então o Doutor Lutero respondia-lhe: Aconteceu-me também muitas vezes de, quando tinha uma faca na mão, meu espírito ser tomado de pensamentos tão negativos que frequentemente não pude rezar e o diabo então expulsou-me de meu quarto...”

“É impossível, conclui Dalbiez, contestar que Lutero foi torturado pela ideia de suicidar-se... Uma vez submergido o livre-arbítrio, não se trata mais de uma tentação, mas de uma impulsão mórbida...” Afirmar que o livre-arbítrio foi submergido equivale a dizer que a graça de Deus não pode salvar o pecador, pois essa graça se dirige sempre à nossa liberdade. É, portanto, uma blasfêmia contra Deus.

Prossigamos nessa investigação. Lutero permaneceu até sua morte professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Entre seus alunos, o jovem Jerônimo Weller era seu discípulo predileto. Ele também era dado à melancolia, mergulhado em uma tristeza mórbida da qual tinha dificuldade de sair. Lutero enviou-lhe seus conselhos:

“Todas as vezes em que o demônio te atormentar com esses pensamentos de tristeza, procura logo a sociedade dos teus semelhantes, ou põe-te a beber ou jogar, faz gracejos, procura divertir-te. Às vezes é preciso até cometer um pecado por ódio e desprezo pelo diabo, a fim de não lhe dar a ocasião de criar-nos escrúpulos por nada...”

“E acreditas que tenho outra razão para beber cada vez menos água, ter cada vez menos recato em minhas palavras e amar cada vez mais as boas refeições? Por aí, eu também, quero zombar do diabo e atormentá-lo, ele que se preparava para me atormentar e zombar de mim! Oh! Se eu pudesse encontrar enfim alguns bons pecados para ludibriar o diabo, para fazê-lo compreender que não reconheço nenhum pecado e que minha consciência não me acusa nenhum! Devemos afastar, absolutamente, o decálogo inteiro de nossos olhos e de nosso espírito, nós a quem o diabo ataca e atormenta assim...”

Em um comentário de 1535 à Epístola aos Gálatas, Lutero se pergunta como a lei foi revogada. Trata-se, sabemo-lo bem, da lei mosaica. Eis o que ele responde:

“Ela foi inteiramente revogada, sem reserva, de modo que não pode mais nem acusar, nem atormentar o fiel, doutrina da mais alta importância, que se deve pregar sobre os telhados, pois traz consolação às consciências, sobretudo nos momentos em que o terror nos oprime. Disse-o várias vezes e repito ainda, porque disso nunca se fala o suficiente, o cristão que reter pela fé o benefício do Cristo está absolutamente acima de toda lei. Está liberto de todas as obrigações quanto à lei... Quando Tomás (Santo Tomás de Aquino) e os outros teólogos da Escola falam sobre a lei de Moisés, dizem que as leis judiciárias e cerimoniais dos judeus foram revogadas, mas que isso não ocorreu às leis morais (isto é, o Decálogo). Eles não sabem o que dizem...”

Há em Lutero, portanto, duas afirmações que parecem contraditórias, mas que de fato se complementam. Ele começa afirmando que o homem está encerrado no pecado, que não pode escapar de sua consciência senão transmitindo o pecado para o Cristo. Confissão de impotência humana para com o Bem, negação do livre-arbítrio. Em um segundo momento, reivindica uma libertação a respeito das leis morais. Opõe, portanto, uma recusa a uma ordem natural pensada por Deus e inscrita em nossa natureza, uma recusa a todo ditame da razão expresso pela consciência. Ele deseja poder deixar-se conduzir pelas paixões irracionais e violentas e abafar, ao mesmo tempo, as repreensões da sua consciência, com mentiras e sofismas que não saberiam enganá-lo. É a quadratura do círculo. O que resta é um desespero definitivo do qual não se pode mais escapar.

Certo dia, pouco tempo antes de morrer, Lutero estava sentado para um boa noite de verão num banco solitário, ao fundo do seu jardim em Wittenberg. Sua esposa, Catarina Bora, veio acompanhá-lo. Ele estava imerso num silêncio lúgubre; seu pensamento havia tomado a direção do céu. De repente exclamou: “Ó belo céu, jamais ver-te-ei!” A infeliz Catarina Bora, aterrorizada com o que acabara de ouvir, levantou-se e se aproximou dele: “Mas e se voltássemos atrás?, disse ela com voz trêmula — Não, respondeu Lutero, inútil pensar nisso — Por quê, então? — Porque a charrete adentrou demais na lama”. E o infeliz, para fugir da vista desse céu que excitava em sua alma tantos remorsos, levantou-se e foi se fechar em sua residência. A graça de Deus havia, no entanto, passado naquele momento por uma reflexão de sua esposa. Uma pena!

Loucura obsessiva que não o deixava mais, seu desespero lhe corroía o coração. “O infeliz queria por vezes, escreveu Ed. Drumon, buscar um refúgio na oração, porém não conseguia mais. Sua própria oração era um grito de ódio: ‘Eu não consigo rezar sem maldizer; se digo: Santificado seja o vosso nome, eu recomeço: Ma***to, condenado seja o nome de papista! Se digo: Venha a nós o vosso reino! recomeço: Ma***to, condenado, aniquilado seja o papado! Se eu digo: Seja feita a vossa vontade, recomeço: Ma***tos, condenados sejam os intentos dos papistas! Eis a minha oração...’”

A vida do apóstata se tornara um verdadeiro inferno. Ele temia a morte ao lembrar de seus votos. “O mundo está cansado de mim e eu estou cansado dele, declarava. O divórcio logo acontecerá... Ah, se houvesse um turco para me matar!...”

Em suas Conversas à mesa, havia escrito: “O diabo conduz primeiramente os homens à desobediência e à traição, como Judas, em seguida os força ao desespero, de modo a terminarem por se enforcar ou estrangular”. Porque a voz do diabo tem um “som tão terrível que ocorre aos homens, após um colóquio noturno com o Demônio, serem encontrados mortos no dia seguinte; isso, acrescenta ele, quase me aconteceu muitas vezes”. Essas reflexões mostram como esse homem tinha uma visão justa sobre seu próprio itinerário. É bem verdade que o suicídio não é necessariamente e nem sempre um ato de loucura, ele pode ser também um ato de suprema lucidez na possessão demoníaca.

Eis a exposição de sua morte, feita por seu criado, Kudtfeld, narrativa publicada pelo sensato Sedúlius, em 1606:

“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, deixou-se vencer por sua habitual intemperança, e com tanto excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado e deitá-lo em seu leito... No dia seguinte retornamos ao dormitório de nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Vimos então, ó dor, nosso patrão Martinho pendurado sobre seu leito e miseramente estrangulado. Logo anunciamos aos príncipes, seus convivas da véspera, o execrável fim de Lutero. Estes, tomados de terror como nós, nos encorajaram por mil promessas e pelas mais solenes súplicas, a guardar sobre aquele acontecimento, um profundo e eterno silêncio, a fim de que nada fosse divulgado; em seguida nos pediram para colocar o horrível cadáver de Lutero em seu leito e dizer ao povo que nosso patrão havia subitamente deixado este mundo”.

O doutor de Coster, chamado, constatou a boca torta, o lado direito do rosto escuro, o pescoço roxo e deformado, como se tivesse sido estrangulado. Pode-se verificar esse diagnóstico em uma gravura feita no dia seguinte de sua morte por Lucas Fortnagel e publicada por Jacques Maritain em sua obra Trois réformateurs, na página 49.

Neste livro, Jacques Maritain dá uma lista impressionante dos amigos, companheiros e primeiros discípulos de Lutero que se suicidaram. Foi uma verdadeira epidemia. Georges Besler, por exemplo, um dos primeiros propagadores do luteranismo em Nuremberg, caiu numa melancolia tão profunda que, em 1536, abandonou sua mulher no meio da noite e cravou um punhal no meio do peito...

Há uma ironia amarga no espetáculo desses pregadores luteranos que escrevem obras de consolação contra o medo da morte e da cólera de Deus, contra a tristeza, contra a dúvida sobre a graça de Deus e a Felicidade eterna. Eles não sabem como exaltar a consolação trazida pelo “Novo Evangelho” contra a angústia que, segundo suas palavras, a doutrina católica causaria, e foram assim obrigados a chamar publicamente atenção para o crescimento da tristeza e dos suicídios.

Eles publicam obras como esta: J. Magdeburgius: “Um bom remédio para adoçar as p***s e tristezas dos cristãos que sofrem”. (Lübeck, 1555)

É certo que um ensino religioso que pretende negar ao homem seu livre-arbítrio, retira-lhe assim a própria possibilidade de salvação eterna e o entrega ao desespero e suicídio.

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