Fundação e Eventos Históricos:
A História da Capela da Igreja Católica de Santa Tecla tem seu início na Alvorada do século 20. Entre meados dos anos 1900 e 1920 a localidade era conhecida apenas como “Quebra Dente”, formada basicamente por descendentes de alemães e portugueses. Mesmo naquela época, a Localidade do Quebra Dente já apresentava grande desenvolvimento, com destaques comerciais como P
adarias e “Vendas”, além de ter um matadouro regional. Já havia no local a “Escola Estadual Rural Mista Quebra Dente”. Na área cultural, podemos destacar a realizações de Bailes de Kerb e a presença também de uma típica “Banda de sopro” alemã formada no local. No ano de 1916 é fundada a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, sendo a primeira instituição Cristã se estabelecer na Localidade. No início da década de 20, os moradores Católicos ansiavam por um local para realização de Missas e também realizar a profissão de sua fé. Dessa forma, o Sr. Cristiano Müller oferece sua propriedade para a celebração das primeiras Missas Católicas. A Capela improvisada passa a fazer parte da Paróquia Nossa Senhora dos Anjos e as Missas eram celebradas pelo Padre Cônego Pedro Wagner. A Fé Católica começa rapidamente a se expandir na localidade, com isso, surge o desejo da construção de uma Capela. Dessa forma, em 1929, é realizada a doação de uma área de terra pelo Sr. Albino Cristiano Petry. Decide-se formar uma comissão de construção da Obra. Fizeram parte da comissão os senhores: Osório de Oliveira Bitelo, Artur Müller e Lino Schück. Inicia-se a construção da Igreja naquele mesmo ano. No ano seguinte ao início das obras da construção da Igreja ocorre o falecimento do Sr. Albino Cristiano Petry, que como vimos foi o doador do terreno para a construção. O sepultamento se tornará o primeiro do Cemitério da Igreja Católica. Finalmente em 1931, a obra da Capela da Igreja f**a pronta, sendo a 8ª Igreja construída no município. Antes da inauguração, a comunidade Católica escolhe como Padroeira uma Santa de origem turca chamada de Tecla, conhecida por ter sido uma seguidora do Apóstolo Paulo e sendo reconhecida como uma das mais importantes Santas da Igreja. Avançando um pouco na História, chegamos até os anos 40, onde ocorre mais um importante evento que é a construção do “Barracão”. O modelo do projeto é marcado pela simplicidade e praticidade, o primeiro layout concebido se resumia apenas em um prédio sem paredes com um telhado de telhas de barro. Nos anos 50, temos um importante fato que moldou o paisagismo da Praça da Igreja como conhecemos até hoje, que foi o processo de arborização da área que foi realizado pelo Sr. Nelson Bitelo (seu Nelinho).
1958: Igreja passa a pertencer a Paróquia Nossa Senhora das Graças (bairro São Geraldo) criada na época. Assume o Padre Antônio Carlos Fialho.
1968: Passa a pertencer a Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Vista Alegre). Assume o Padre Nicolau Kuhn.
1969: o altar Mor é modif**ado com a finalidade das Missas serem celebradas com o Padre virado de frente para a comunidade.
1972: o Padre Nicolau Kuhn constrói a torre da Igreja. Dessa forma, o Sino sai do campanário e passa para a Torre. Década de 80: modif**ação e construção das estruturas do Barracão da Igreja, f**ando como se conhece até hoje.
1982: A Prefeitura Municipal de Gravataí assume a Administração do Cemitério da Igreja Católica de Santa Tecla. Em meados dos Anos 2000 a Capela passa a pertencer a Paróquia do Passo Hilário, tendo como Pároco o Padre Genico Schneider. No ano de 2005, Santa Tecla, passa a pertencer a Paróquia Divino Espírito Santo, então essa recém formada. Nessa ocasião assume o Padre Túlio. Alguns anos depois o Padre Erni Reckenwald assume como Pároco. No ano de 2015, junto do casal de Coordenadores João Paulinho Lussani e Rejane Rosa Lussani e seus pares de diretoria, o Padre Erni comanda uma grande reforma na Capela da Igreja. Pároco atual: Padre Gilberto (desde 2021). Pesquisa Histórica: Nelson Tadeu Dihl Bitelo. Produção textual e Edição: Luis Cristóvão Rosa
História de Santa Tecla
Dia 23 de setembro. Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licônia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que é uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos. Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não mais casar-se. Mas o faria muito em breve, pois havia sido prometida a um jovem de nome Tamiris. Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da idéia. Tecla, porém, manteve-se firme na convicção de converter-se. Isso despertou a ira de seu noivo, que conseguiu a prisão e a tortura de são Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo. Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi, algumas vezes, procurar Paulo no cárcere, para dar-lhe apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como conseqüência, ele a denunciou para o procônsul, que a sentenciou à morte na fogueira. Mas a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram. Algum tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que, agora, seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez o prodígio se realizou e as feras deixaram-se acariciar por ela, cujas mãos lambiam mansamente. Pareciam mais com gatinhos do que com ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo, nada lhe aconteceu. Conta uma da mais antigas tradições cristãs que Tecla morreu aos noventa anos de idade, em Selêucia, moderna Selefkie, na Ásia Menor, depois de conseguir a conversão de muitos pagãos. O corpo de santa Tecla teria sido sepultado nessa cidade, onde, depois, os imperadores cristãos mandaram erguer uma igreja dedicada à sua memória. Santa Tecla é invocada pelos fiéis devotos como a padroeira dos agonizantes e também solicitada para interceder por eles contra os males da vista. A Igreja confirmou o seu culto pela tradição dos fiéis e manteve o dia em que já habitualmente sua festa é realizada.
*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br
https://arquisp.org.br/liturgia/santo-do-dia/santa-tecla. Acessado em 06/03/2022.