25/08/2026
Cultura do provisório
Em muitas situações, encontramos famílias marcadas pelo cansaço, pelos conflitos e pelas dificuldades: “Eu não consigo mais viver com meu marido”, “não consigo mais viver com minha esposa”, “meus filhos estão muito difíceis”.
É justamente aí que precisamos refletir sobre a cultura do provisório: quando, diante da primeira dificuldade ou contrariedade, pensamos em descartar, abandonar ou simplesmente desistir.
Quantas vezes, ao perguntar: “Você está disposto a assumir a responsabilidade de construir uma família e permanecer até o fim?”, a resposta acaba sendo: “Se der certo.”
Mas família não se constrói apenas quando tudo está bem. Amar é também escolher permanecer, dialogar, perdoar, recomeçar e lutar juntos.
Quando tudo se torna descartável, corremos o risco de descartar também pessoas, histórias e vínculos que deveriam ser cuidados.
A família é um projeto de amor que exige compromisso. Não é sobre nunca enfrentar conflitos, mas sobre não permitir que os conflitos sejam maiores que a decisão de amar.