WMEA - Wicca, magia, espiritualidade e afins

WMEA - Wicca, magia, espiritualidade e afins O WMEA-GO tem o intuito de promover a união dos filhos da arte, sendo assim é aberta a diversas vertentes mágicas, desde que agregue conhecimento.

O projeto Wmea tem o intuito de promover a união dos filhos da arte, sendo assim é aberta a diversas vertentes mágicas, desde que agregue conhecimento.

No início do caminho, muita coisa parece ataque.Uma correção vira perseguição. Um silêncio vira desprezo. Uma regra vira...
07/08/2026

No início do caminho, muita coisa parece ataque.

Uma correção vira perseguição. Um silêncio vira desprezo. Uma regra vira opressão. Um mal-entendido vira intriga. E, muitas vezes, o aprendiz ainda não percebe que está enxergando a casa, os irmãos e os sacerdotes através das próprias dores não curadas.

Neste texto, eu falo sobre um ponto essencial para quem está começando: o caminho mágico não pode parar por causa de fofoca, picuinha, veneno alheio ou feridas pessoais mal interpretadas. O aprendiz precisa aprender a observar, cumprir suas obrigações, confiar no processo e não abandonar sua formação no primeiro desconforto.

Leia o texto completo no blog https://wiccagoiania.blogspot.com/o-caminho-nao-pode-parar-por-causa-da e reflita: você está caminhando com maturidade ou deixando suas feridas decidirem por você?

As pessoas chamam de manipulação aquilo que muitas vezes é apenas inteligência energética. Se eu sei que determinada pal...
05/08/2026

As pessoas chamam de manipulação aquilo que muitas vezes é apenas inteligência energética. Se eu sei que determinada palavra abre uma porta, por que eu usaria outra? Se sei que determinada postura afasta ataque, por que eu f**aria vulnerável por estética de bondade? Se sei que determinado silêncio tem mais força que uma explicação, por que eu desperdiçaria verbo? Se sei que meu magnetismo pode mover uma situação a favor do que desejo, por que eu fingiria neutralidade? O mundo não é neutro. As pessoas não são neutras. Energia não é neutra. A vida inteira é disputa, composição, influência e direção.

O magista não precisa se desculpar por saber jogar.

https://wiccagoiania.blogspot.com/2026/08/todo-magista-e-manipulador-o-resto-e.html

Magia sexual não é sobre penetração.Esse talvez seja o primeiro erro de quem olha para esse caminho de fora. A maioria i...
30/07/2026

Magia sexual não é sobre penetração.

Esse talvez seja o primeiro erro de quem olha para esse caminho de fora. A maioria imagina s**o, coito, orgasmo e fantasia, mas o verdadeiro Fogo Primal começa antes disso: no clima, no desejo, na presença, no flerte, na energia que se levanta e na consciência que aprende a conduzi-la.

No novo artigo do blog, eu explico por que magia sexual não é bagunça, nem vulgaridade, nem “s**o com nome bonito”, mas uma área legítima da magia, com fundamento, técnica, direção e responsabilidade.

Leia o texto completo no blog e entenda por que o ato pode ser apenas a porta — mas o fogo é o verdadeiro caminho.

https://wiccagoiania.blogspot.com/2026/07/magia-sexual-nao-e-sobre-penetracao.html

Eu exijo o corpo dos meus aprendizes.Mas antes que você pense errado, não estou falando do corpo físico. Estou falando d...
28/07/2026

Eu exijo o corpo dos meus aprendizes.

Mas antes que você pense errado, não estou falando do corpo físico. Estou falando do C.O.R.P.O. iniciático: compromisso, organização, responsabilidade, proatividade e ostensividade.

Sem isso, pra mim não existe formação real. Existe apenas vontade solta, curiosidade e desculpa.

No novo artigo do blog, eu explico por que esse é o mínimo que todo aprendiz precisa sustentar para caminhar de verdade na magia.

Leia o texto completo no blog e reflita: você tem C.O.R.P.O. para o caminho que diz querer trilhar?

https://wiccagoiania.blogspot.com/2026/07/eu-exijo-o-corpo-dos-meus-aprendizes.html

Tem gente que quer aprender magia sem abrir mão de nada. Quer poder, mas não quer presença. Quer iniciação, mas não quer...
24/07/2026

Tem gente que quer aprender magia sem abrir mão de nada. Quer poder, mas não quer presença. Quer iniciação, mas não quer ser desconstruído. Quer ser magista, mas só molha os pés na beira do caminho enquanto chama isso de entrega.

Só que o caminho mágico não se aprende apenas lendo. A teoria informa, mas é a vivência que transforma. Quem quer aprender de verdade precisa mergulhar, sacrif**ar tempo, conforto, descanso, certezas e até algumas relações que não cabem mais na nova versão que está nascendo.

Este texto é sobre entrega pura e crua. Sobre o aprendiz que chega como copo vazio. Sobre o preço real de estar perto da fonte. Sobre a diferença entre quem apenas estuda magia e quem deixa a magia entrar no sangue.

Leia o artigo completo no blog.
https://wiccagoiania.blogspot.com/2026/07/entrega-no-caminho-magico.html

Nem todo sinal é espiritual. Às vezes é só a ansiedade procurando uma confirmação para aquilo que você quer acreditar. A...
23/07/2026

Nem todo sinal é espiritual. Às vezes é só a ansiedade procurando uma confirmação para aquilo que você quer acreditar. Antes de chamar tudo de mensagem, intuição ou resposta dos deuses, talvez seja preciso silenciar, respirar e perguntar: isso veio do sagrado ou da minha insegurança?
Leia o texto completo no blog e reflita antes de transformar qualquer ruído em revelação. https://wiccagoiania.blogspot.com/2026/07/nem-todo-sinal-e-espiritual.html

Como alguém vai dizer “assim eu quero, assim será” se não tem um eu forte o bastante para querer? Como alguém vai comand...
16/07/2026

Como alguém vai dizer “assim eu quero, assim será” se não tem um eu forte o bastante para querer? Como alguém vai comandar energia se vive pedindo desculpa por existir? Como alguém vai abrir caminho se a opinião dos outros ainda decide sua direção? Como alguém vai lidar com entidades, forças, sombras, desejos e potências se qualquer pessoa com voz firme já o coloca de joelhos?

Não dá.

Leia mais em https://wiccagoiania.blogspot.com/primeiro-eu

Magista não reclama de nada...Existe uma frase que pode parecer dura no primeiro contato, mas que carrega uma das maiore...
14/07/2026

Magista não reclama de nada...

Existe uma frase que pode parecer dura no primeiro contato, mas que carrega uma das maiores verdades do caminho mágico: magista não reclama de nada.

E não reclama por quê? Porque reclamar é, muitas vezes, a confissão de que a pessoa esqueceu quem é. É a declaração pública de que ela está se sentindo menor que a própria circunstância. É quando alguém abre a boca para alimentar a situação que deveria estar transformando. O magista verdadeiro não se coloca nesse lugar por muito tempo. Ele pode sentir raiva, pode se cansar, pode reconhecer que algo está pesado, injusto, difícil ou mal conduzido. Mas ele não faz da reclamação uma morada. Ele não transforma a própria impotência em discurso.

Porque, se ele é magista, ele sabe que a realidade não é apenas algo que acontece com ele. A realidade também é algo que ele alimenta, permite, aceita, escolhe, sustenta e cria. Mesmo quando a situação não nasceu diretamente de sua vontade consciente, ele ainda precisa se perguntar: por que continuo aqui? Por que alimento isso? Por que aceito esse lugar? Por que ainda entrego minha energia a essa forma? O magista não olha para a vida como uma vítima jogada ao acaso. Ele olha como alguém que precisa assumir sua parte no campo.

Isso não signif**a culpar-se por tudo de forma infantil ou cruel. Não se trata de dizer que toda dor é merecida, que toda dificuldade foi desejada ou que toda ferida foi escolhida conscientemente. Essa seria uma leitura rasa e violenta. O ponto é outro. O ponto é que, a partir do momento em que algo está diante de mim, a responsabilidade sobre o que farei com aquilo é minha. Eu posso aceitar, posso mudar, posso sair, posso cortar, posso transformar, posso aprender, posso destruir a estrutura e reconstruir outra. Mas o que eu não posso é passar a vida reclamando como se não tivesse poder nenhum.

Um magista que reclama de tudo precisa se perguntar se está realmente praticando magia ou apenas usando o título como enfeite. Porque magia não é discurso bonito. Magia é movimento. É operação. É transformação da realidade conforme vontade, conhecimento e energia. Se a situação está ruim, o magista tem o dever de mover. Se está confusa, ele tem o dever de clarear. Se está pesada, ele tem o dever de transmutar. Se está presa, ele tem o dever de abrir caminho. Se está insustentável, ele tem o dever de sair.

O que não cabe é viver anunciando a própria prisão e, ao mesmo tempo, se proclamar senhor da Arte.

Magista não reclama de nada.

Essa frase não quer dizer que o magista não sinta. Ele sente. Às vezes sente até mais do que os outros, porque sua sensibilidade está aberta, sua percepção está treinada e sua consciência capta camadas que muita gente nem percebe. Mas sentir não é a mesma coisa que se render. Reconhecer uma dor não é o mesmo que cultuar a dor. Falar de um problema para resolvê-lo não é o mesmo que reclamar para permanecer nele.

Reclamar, no sentido mais pobre da palavra, é gastar energia mantendo viva a realidade que se diz querer mudar. A pessoa reclama do trabalho, mas não se move. Reclama da relação, mas não se posiciona. Reclama da falta de dinheiro, mas não muda a estrutura. Reclama da espiritualidade, mas não estuda. Reclama dos caminhos fechados, mas não caminha. Reclama da vida, mas continua fazendo as mesmas escolhas que sustentam a vida da qual reclama.

Então, onde está a magia?

Se a boca diz “sou magista”, mas a vida inteira diz “sou refém”, existe uma contradição. E contradição não sustenta poder.

Uma coisa importante que ouvi de uma amiga ficou gravada em mim. Eu tinha começado a reclamar de uma matéria da faculdade, e ela me disse, de forma simples e direta, que eu não tinha por que reclamar, porque fui eu mesmo que decidi estar ali. Se eu escolhi estar ali, era responsabilidade minha aceitar, mudar minha postura ou sair. Aquilo pareceu pequeno na hora, mas nunca mais saiu de mim. Porque serve para praticamente tudo.

Se fui eu que escolhi entrar, eu preciso assumir o que essa escolha exige. Se eu não quero mais, eu preciso ter coragem de mudar. Se eu não posso sair agora, preciso parar de alimentar a reclamação e aprender a atravessar. Se a situação me incomoda, então ela está me mostrando onde minha vontade ainda não está soberana. E se minha vontade não está soberana, o trabalho começa exatamente aí.

O magista não precisa gostar de tudo. Não precisa aceitar tudo sorrindo. Não precisa fingir paz diante do absurdo. Mas ele precisa entender que reclamar sem agir é abdicar do trono interno. É entregar o cetro da própria realidade para a circunstância. É dizer: “isso tem mais poder sobre mim do que eu tenho sobre isso”.

E isso não combina com magia.

Quem trabalha com magia precisa entender uma coisa: a palavra cria. A palavra alimenta. A palavra firma. Toda vez que você reclama repetidamente de algo, você está colocando som, emoção e energia naquela forma. Você está invocando de novo. Está reforçando o campo. Está dizendo para a realidade: “olha isso aqui, continua existindo em mim”. Depois acende vela, faz rito, chama força, pede abertura, mas passa o resto do dia alimentando exatamente aquilo que deseja dissolver.

Não há operação que resista a uma vida inteira de contradição.

Por isso, magista não reclama de nada.

Ele observa. Ele reconhece. Ele nomeia. Ele assume. Ele muda.

Se não consegue mudar tudo de uma vez, muda o primeiro ponto possível. Se não pode sair hoje, prepara a saída. Se não consegue vencer a situação agora, começa a desmontar a força que ela tem sobre ele. Se não tem energia suficiente, recolhe-se para recuperar. Se não tem conhecimento, estuda. Se não tem clareza, silencia. Se não tem coragem, trabalha a coragem. Mas não f**a parado no altar da reclamação oferecendo a própria força para aquilo que o oprime.

Porque reclamar também é ofertar energia.

E o magista precisa saber a quem, ao quê e para onde está ofertando sua força.

Existe uma diferença entre pedir ajuda e reclamar. Pedir ajuda é movimento. Reclamar é estagnação. Existe uma diferença entre desabafar para reorganizar e reclamar para se justif**ar. Desabafar pode limpar. Reclamar pode viciar. Existe uma diferença entre reconhecer um problema e construir identidade em torno dele. O magista pode dizer “isso está acontecendo”. Mas ele precisa completar com: “e agora eu vou decidir o que faço com isso”.

A pergunta de um magista nunca deve ser apenas “por que isso acontece comigo?”. A pergunta verdadeira é: “o que em mim permite que isso continue governando minha vida?”. Essa pergunta dói, porque tira o conforto da culpa externa. Mas também liberta, porque devolve poder.

Enquanto a culpa é sempre do outro, o poder também está sempre no outro. Enquanto o problema é sempre o mundo, a chave da solução também f**a fora de você. Enquanto você acredita que não tem responsabilidade nenhuma sobre sua condição, você também declara que não tem poder nenhum sobre sua mudança.

E o magista não pode viver assim.

O magista pode não controlar todos os acontecimentos externos, porque existem outras vontades, outras forças, outras pessoas, outras estruturas e outros movimentos no mundo. Mas ele precisa controlar sua postura, sua energia, sua direção, sua resposta e sua decisão. E é a partir disso que ele começa a mover o resto. Ele não controla a chuva, mas decide se atravessa, se se abriga, se dança, se espera ou se muda a rota. Ele não controla todas as forças do mundo, mas controla o modo como se posiciona diante delas. E esse posicionamento já é magia.

Ser magista não é nunca cair. É não fazer da queda um templo.

Ser magista não é nunca sofrer. É não transformar sofrimento em identidade.

Ser magista não é ter uma vida sem problemas. É ter força, técnica, vontade e coragem para não se ajoelhar diante deles.

Por isso, quando um magista se percebe reclamando, ele precisa parar e se perguntar: estou tentando transformar isso ou estou apenas alimentando minha impotência? Estou buscando solução ou apenas querendo testemunhas para minha prisão? Estou usando minha palavra para mover a realidade ou para reforçar o muro?

Porque a reclamação, quando vira hábito, é uma magia contra si mesmo.

Ela programa o campo. Ela adestra a mente. Ela vicia o corpo na sensação de incapacidade. Ela coloca a pessoa sempre no lugar de quem sofre a vida, nunca no lugar de quem participa da criação da própria realidade.

E esse é o ponto central: magista participa da criação da realidade.

Se está ruim, ele age.

Se está pesado, ele transmuta.

Se está confuso, ele ordena.

Se está preso, ele rompe.

Se está desalinhado, ele corrige.

Se não quer mais, ele sai.

Se ainda precisa f**ar, ele para de reclamar e aprende a transformar a permanência em caminho.

Magista não reclama de nada, porque reclamar não move a realidade a favor dele. Reclamar apenas confirma que ele esqueceu de levantar a mão, firmar a vontade e fazer a energia obedecer a uma nova direção.

Quem é da Arte precisa assumir o peso e a grandeza disso. Não dá para querer o título de magista e viver como refém de tudo. Não dá para falar de poder e terceirizar a própria vida. Não dá para dizer que manipula energia e, ao mesmo tempo, ser manipulado por qualquer desconforto.

Se você escolheu estar, assuma.

Se não quer estar, mude.

Se não pode mudar agora, prepare o caminho.

Se o caminho está fechado, abra.

Se não sabe abrir, aprenda.

Se está fraco, fortaleça-se.

Mas não reclame como quem não tem poder nenhum.

Porque o magista verdadeiro pode até se cansar por um instante, pode até respirar fundo diante do peso, pode até admitir que algo está difícil. Mas depois ele se levanta, olha para a realidade e diz: “isso aqui também se move”.

E move.
Porque magista não nasceu para narrar a própria prisão.
Nasceu para transformar a chave.

KSB-812
www.fogoprimal.com.br

🔥 Está chegando.Em breve será lançado o livro Fogo Primal: Desperte o Poder da Magia Sexual, uma obra sobre energia vita...
14/07/2026

🔥 Está chegando.

Em breve será lançado o livro Fogo Primal: Desperte o Poder da Magia Sexual, uma obra sobre energia vital, desejo, corpo, presença, criação e o poder de conduzir o próprio fogo.

Não é um livro apenas sobre s**o. É sobre aquilo que pulsa antes dele. Aquilo que move, transforma, desperta e revela quem somos quando paramos de fugir da nossa própria energia.

Enquanto o lançamento não chega, acesse o site, conheça um pouco desse caminho e tire o seu Sussurro no oráculo gratuito dos Sussurros do Fogo Primal.

🌐 http://www.fogoprimal.com.br

Depois de tirar sua carta, tire um print, poste nos stories e marque o autor: Bowelorys Silva Vieira 🔥 em outras redes

O fogo já foi aceso.
Agora ele começa a chamar.

Este não é um livro apenas sobre s**o. É um manual sobre o fogo que existe antes dele: a energia vital, crua e instintiva que pode ser conduzida pela vontade.

Você não está sendo atacado espiritualmente. Você só está desgovernado.Uma das coisas mais perigosas no caminho mágico, ...
14/07/2026

Você não está sendo atacado espiritualmente. Você só está desgovernado.

Uma das coisas mais perigosas no caminho mágico, e que tenho visto muito durante a minha caminhada é a pessoa aprender meia dúzia de palavras espirituais e passar a usar isso para fugir da própria responsabilidade. Tudo vira ataque. Tudo vira demanda. Tudo vira inveja. Tudo vira energia dos outros. A pessoa acorda mal e já acha que alguém fez trabalho. Perde o foco e já culpa uma influência espiritual. Discute com alguém e já diz que foi atingida. Sente cansaço, medo, confusão, raiva, ansiedade, desejo, tristeza ou desânimo e, antes mesmo de olhar para si, procura um culpado invisível.

Mas deixa eu dizer algo que talvez doa um pouco: muitas vezes você não está sendo atacado espiritualmente. Você só está desgovernado.

E isso não signif**a que ataques espirituais não existam. Existem. Demandas existem. Inveja existe. Projeção existe. Influências externas existem. Ambientes carregados existem. Pessoas vampirizam energia. Relações adoecem campo. Nem tudo é psicológico, nem tudo é imaginação, nem tudo é “coisa da sua cabeça”. Seria infantil negar o invisível dentro de um caminho que justamente reconhece que existem forças sutis atuando na realidade. O problema não é admitir que ataques existem. O problema é transformar qualquer desconforto em ataque.

Porque isso vira vício.

A pessoa perde o governo sobre si mesma e, em vez de reconhecer que está sem centro, prefere dizer que foi atingida. Porque dizer “fizeram algo contra mim” é mais confortável do que dizer “eu não estou sustentando minha própria energia”. É mais fácil procurar um inimigo externo do que encarar o fato de que qualquer palavra muda seu humor, qualquer olhar desmonta sua segurança, qualquer silêncio vira perseguição, qualquer crítica vira destruição, qualquer tensão externa decide quem você será naquele dia.

Isso não é mediunidade forte. Isso não é sensibilidade rara. Isso não é sinal de grande abertura espiritual. Muitas vezes é apenas falta de governo interno.

Um magista não pode viver como folha solta no vento e, ao mesmo tempo, se declarar operador da realidade. Se qualquer coisa te atravessa e te toma, se qualquer energia te muda completamente, se qualquer pessoa consegue te tirar do eixo com facilidade, então o problema não está apenas na energia que chega. O problema está no espaço que ela encontra dentro de você.

O outro pode provocar, sim. O outro pode invejar, sim. O outro pode desejar seu mal, sim. O outro pode projetar lixo, sim. Mas a pergunta do magista não deve parar em “o que fizeram comigo?”. A pergunta real é: “por que isso encontrou tanto poder dentro de mim?”. Porque se qualquer sopro derruba sua chama, talvez o problema não seja apenas o vento. Talvez sua chama ainda esteja sem proteção, sem fundamento e sem governo.

Muita gente gosta de se imaginar vítima de grandes ataques espirituais porque isso dá uma sensação estranha de importância. Parece mais grandioso dizer “estão me atacando” do que dizer “eu estou ansioso”. Parece mais místico dizer “tem uma energia pesada contra mim” do que dizer “eu estou emocionalmente desorganizado”. Parece mais poderoso dizer “mexeram comigo” do que dizer “eu ainda não sei conduzir o que sinto”.

Só que o caminho mágico exige honestidade.

E honestidade espiritual, às vezes, é parar de dramatizar o invisível para não encarar o visível.

Você dormiu mal, comeu mal, se cercou de gente podre, alimentou pensamentos ruins o dia inteiro, ficou remoendo conversa, abriu oráculo quinze vezes, comparou sua vida com a dos outros, falou demais sobre seus planos, deixou qualquer um entrar no seu campo, não fez limpeza, não se aterrou, não respirou, não cuidou do corpo, não silenciou a mente, não sustentou disciplina nenhuma, mas quando a energia pesa a culpa é sempre de uma demanda?

Não. Às vezes não é demanda. Às vezes é consequência.

Consequência de uma vida sem eixo. Consequência de uma mente sem direção. Consequência de uma energia sem governo. Consequência de um fogo mal conduzido. Consequência de uma pessoa que quer operar forças, mas não consegue operar a si mesma.

E aqui está uma verdade dura: antes de procurar quem te atacou, veja se você não está atacando a si mesmo todos os dias.

A sua palavra pode ser uma demanda contra você. Sua reclamação repetida pode ser uma demanda contra você. Seu medo alimentado pode ser uma demanda contra você. Sua autodepreciação pode ser uma demanda contra você. Sua mania de se colocar como coitado pode ser uma demanda contra você. Sua incapacidade de dizer não pode ser uma demanda contra você. Sua insistência em permanecer onde sua energia apodrece pode ser uma demanda contra você.

Nem todo ataque vem de fora.

Às vezes a maior força contrária à sua vida é o modo como você mesmo se mantém em desordem.

É claro que existem momentos em que o magista precisa se proteger, cortar, banir, limpar, firmar, devolver, fechar campo, levantar guarda e agir espiritualmente contra aquilo que vem de fora. Mas existe uma diferença entre defesa mágica e paranoia espiritual. Defesa nasce da percepção, do fundamento e da ação correta. Paranoia nasce do medo, da vaidade e da falta de centro.

O magista precisa saber diferenciar.

Uma pessoa sem governo interno vê ataque em tudo porque perdeu a capacidade de observar com clareza. Ela sente um incômodo e já interpreta como guerra. Sente uma queda energética e já procura culpado. Sente um conflito interno e já projeta no mundo espiritual. Mas o magista verdadeiro pergunta primeiro: isso é meu? Isso é do outro? Isso é do ambiente? Isso é físico? Isso é emocional? Isso é espiritual? Isso é cansaço? Isso é sombra? Isso é intuição? Isso é medo?

Discernimento é uma das maiores armas mágicas.

Sem discernimento, a pessoa vira refém das próprias interpretações. E quando alguém vira refém das próprias interpretações, passa a alimentar exatamente aquilo que teme. Vê ataque, sente ataque, fala de ataque, sonha com ataque, consulta oráculo sobre ataque, faz ritual contra ataque, posta indireta sobre ataque, e no fim constrói um campo inteiro de perseguição ao redor de si. Depois diz que a energia está pesada.

Claro que está. Você construiu um templo para o medo.

O medo também é uma forma de culto quando você entrega energia a ele todos os dias.

Por isso, antes de dizer que está sendo atacado, observe sua postura. Como está seu corpo? Como está seu sono? Como está sua alimentação? Como está sua casa? Como está seu altar? Como está sua palavra? Como está sua mente? Como está sua sexualidade? Como está sua disciplina? Como está sua relação com o silêncio? Como está sua capacidade de não reagir imediatamente a tudo?

Porque energia sem direção vira reação. Dor sem consciência vira veneno. Sensibilidade sem governo vira instabilidade. E instabilidade, quando veste roupa espiritual, vira teatro mágico.

O magista não nega o ataque. Ele apenas não entrega a qualquer desconforto o título de ataque.

Isso é maturidade.

Maturidade é entender que nem toda sombra é inimigo externo. Às vezes é sombra sua pedindo integração. Nem todo peso é demanda. Às vezes é excesso de coisa acumulada. Nem todo bloqueio é feitiço. Às vezes é medo de caminhar. Nem toda inveja te derruba. Às vezes você mesmo abre a porta quando vive se comparando. Nem todo mal-estar é energia dos outros. Às vezes é o seu próprio campo gritando por ordem.

E quando eu digo que você está desgovernado, não é para te diminuir. É para te devolver poder.

Porque se tudo é ataque externo, você vira vítima. Mas se existe desgoverno interno, existe trabalho a ser feito. Existe caminho. Existe ajuste. Existe prática. Existe responsabilidade. Existe mudança possível. O que vem de fora pode ser forte, mas aquilo que você governa dentro de si é o primeiro território de poder.

O magista começa pelo próprio campo.

Antes de devolver energia, recolha a sua. Antes de acusar alguém, observe seu centro. Antes de abrir oráculo, respire. Antes de sair fazendo ritual contra todos, limpe a própria casa, o próprio corpo, a própria palavra, o próprio pensamento. Antes de dizer que estão te derrubando, veja se você não está ajoelhado por hábito.

Porque muitas vezes ninguém te derrubou. Você apenas se acostumou a viver no chão.

Isso é forte, eu sei. Mas o caminho mágico não existe para massagear vitimismo. Ele existe para despertar consciência. E consciência não é confortável o tempo todo. Às vezes ela chega como espada. Às vezes ela corta nossas desculpas. Às vezes ela mostra que aquilo que chamamos de ataque é apenas o reflexo da nossa própria falta de domínio.

Um magista não é alguém que nunca é afetado. Essa fantasia precisa acabar. O magista sente. O magista sofre. O magista se abala. O magista pode ser atingido. Mas ele aprende a não transformar cada abalo em sentença. Ele aprende a não entregar seu fogo para qualquer pessoa, qualquer ambiente, qualquer palavra, qualquer provocação.

Quem governa o próprio fogo não vive procurando inimigos para explicar a própria instabilidade.

Ele observa, identif**a e age.
Se é ataque, ele se protege.
Se é demanda, ele corta.
Se é ambiente, ele limpa.
Se é pessoa, ele impõe limite.
Se é cansaço, ele descansa.
Se é ansiedade, ele se regula.
Se é sombra, ele encara.
Se é vaidade, ele abaixa a cabeça e aprende.
Se é desgoverno, ele retoma o trono.

Essa é a postura.

A pergunta não é apenas “estão me atacando?”. A pergunta é: “quem está governando minha energia agora?”.

Se é o medo, você está entregue. Se é a raiva, você está reativo. Se é a ansiedade, você está confuso. Se é a opinião dos outros, você está sem centro. Se é a ferida, você está repetindo padrão. Se é o magista em você, então algo muda. Porque o magista não nega o que sente, mas também não se ajoelha diante do que sente.

O magista pega aquilo que chega e transforma em matéria-prima.

A inveja vira proteção. A crítica vira afiação. A dor vira raiz. A raiva vira limite. O medo vira atenção. O desejo vira Fogo Primal. O peso vira chamado para limpeza. A queda vira retorno ao centro.

É isso que diferencia quem pratica magia de quem apenas fala sobre magia.

Então, antes de dizer que está sendo atacado espiritualmente, pergunte a si mesmo com sinceridade: eu estou realmente sendo atacado ou estou sem governo? Estou percebendo uma força externa ou estou projetando minha desordem? Estou sob demanda ou estou viciado em me sentir perseguido? Estou sendo atingido ou estou entregando meu centro a qualquer coisa que me toca?

Essa resposta muda tudo.
Porque se for ataque, você age como magista.
Mas se for desgoverno, também.
A diferença é que, no primeiro caso, você corta o que vem de fora.
No segundo, você governa o que está dentro.

E talvez esse seja o ponto mais importante: não use o mundo espiritual como desculpa para não amadurecer.

A magia não existe para alimentar paranoia. Ela existe para dar consciência, força, direção e transformação.

Você não precisa negar que existem ataques espirituais. Precisa apenas parar de chamar de ataque aquilo que, muitas vezes, é falta de centro.

Nem tudo é demanda.
Nem tudo é inveja.
Nem tudo é feitiço.

Às vezes é só você, diante de si mesmo, percebendo que ainda precisa aprender a governar o próprio fogo.

E isso, para um magista de verdade, não é humilhação.

É começo de caminho.

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