27/05/2025
Pastoral: Quando o Show Toma o Lugar do Púlpito
Para quem é o culto?
Nos dias atuais, temos percebido algumas distorções preocupantes no evangelicalismo brasileiro.
A música, muitas vezes, é permeada por repetições quase hipnóticas, que conduzem as pessoas a um estado emocional intenso — lágrimas, arrepios — tudo cuidadosamente planejado para esse fim. Jogos de luzes, fumaça, cenários elaborados… Mas preparados para quem? E as pregações? Muitas têm como foco apenas ajudar o homem a “descobrir seu potencial”.
Mas afinal, para quem tudo isso é feito?
A verdade é que esses elementos, em muitos casos, são voltados para agradar as pessoas — não para glorificar a Deus. O foco se desloca do Senhor para o homem. Tudo gira em torno da experiência humana, não da reverência ao Criador.
Contudo, o culto existe para glorificar ao Senhor. Todos esses artifícios são desnecessários quando a intenção é exaltar o nome de Deus, pois acabam promovendo a glória humana em vez da divina.
Nadabe e Abiú, filhos de Arão, ofereceram fogo estranho ao Senhor — algo que Ele não havia ordenado. Fizeram como bem entenderam, e, por isso, foram consumidos pelo fogo como juízo imediato. (Levítico 10.1–2)
Será que temos refletido sobre a seriedade do culto ao Senhor?
Façamos tudo com zelo, com amor e com alegria — não para agradar homens, mas para glorificar a Deus.
Sem. Mateus Bentivoglio