01/10/2024
A Intervenção Divina no Livro de Jó
Descomplicando os cinco últimos capítulos do livro de Jó (Jó 38 a 42 ).
Após 35 capítulos de argumentação sapienciais, (do 2.11 ao 37), proferidas pelos três amigos de Jó (Elifaz, Beldade, e Zofar), e pelo próprio Jó, e por fim por Eliú, um jovem aprendiz de sábio conselheiro, onde no uso da razão intelectual humana, tentaram, sem o conseguir, explicar as causas das dores, das percas e dos caos humanos; dos juízos de Deus no sofrimento; das consequências dos pecados; assim como das ações de Deus nas tragédias e no controle dos males e dos caos existenciais.
O texto nos revelam o uso de todo tipo argumentação e de narrativa: espiritual, filosófica, psicológica, política, sociológica e humanista, já existentes naqueles dias, entre os sábios e intelectuais.
Os capítulos 1e 2.10, retratam os dois infortúnios sofridos por Jó.
No primeiro, ele sofre a perda de todos os bens por ações humanas (invasão, assaltos de seus bens, e morte de seus servos pelos Sabeus e Caldeus), e também, o falecimento de seus 10 filhos pela força da natureza, um furacão, que destrói a casa do primogênito, na celebração de seu aniversário, junto com seus irmãos.
No segundo até o verso 10, um anos após a fatalidade, Jó perde a saúde e tem o corpo coberto por úlceras malignas, se assenta sobre cinzas, símbolo de sua miséria em vida. Contudo só abria a boca para adorar, mesmo com o interior destruído.
Os capítulos 38 a 42 do Livro de Jó fazem parte do clímax do texto, onde Deus entra na conversa, dirige-se a Jó, e finalmente lhe responde, após seus longos lamentos, e justificativas, e diálogos com seus amigos.
Esse trecho é a parte mais profunda e teologicamente rica do livro, onde a questão do sofrimento e da justiça divina é tratada de forma transcendente.
Abaixo, segue uma Degustação, um Breviário, uma Resenha, uma Síntese, um Sumário, de cada capítulo.
Pretendo escrever um livro do livro de Jó, se Deus permitir.
Capítulo 38
Neste capítulo, Deus responde a Jó a partir de um redemoinho. Elias foi arrebatado em um redemoinho, mas Eliseu recusou ouvir a Deus em um redemoinho, preferiu um cicio calmo. Aquele redemoinho tinha tudo a ver com a ventania no interior de Jó.
Yahweh ao invés de fornecer uma explicação direta para o sofrimento de Jó, Ele começa a questioná-lo sobre as maravilhas da criação.
O Senhor, o Todo Poderoso, El Shaday, pergunta onde Jó estava quando o mundo foi criado, revelando a imensidão de Sua sabedoria e poder.
O Senhor, menciona elementos naturais, comuns na experiência humana, como o mar, a luz, a neve e os relâmpagos, mostrando como Jó é incapaz de compreender ou controlar essas forças, ainda que com elas vivesse e dependesse.
Nos dias atuais, mesmo com todos os avanços científicos e tecnológicos, sofremos com as manifestações da natureza, enchentes como a dos Gaúchos, queimadas no norte e centro-oeste do Brasil e Europa, seca dos rios, pandemias, entre outros, cuja solução principal está no agir divino.
A mensagem implícita é que Jó, sendo humano e convivendo com fenômenos naturais, não sobrenaturais, mesmo assim, não pode entender os mistérios do universo sob o sol, e nem os propósitos divinos. Tudo está no domínio do Todo Poderoso, seja nas regras normais das estações, ou seja, nas manifestações extraordinárias da natureza, que passadas, segue a vida.
Capítulo 39
Deus continua sua série de perguntas, desta vez se concentrando nos animais da criação.
Ele menciona animais não domesticados, selvagens como cabras montesas, avestruzes, cavalos selvagens e águias, destacando sua independência e comportamentos misteriosos. Novamente, a ideia é que, se Jó não pode controlar ou compreender esses seres da natureza, como ele poderia pretender entender o plano de Deus para o mundo e para a sua própria vida? Não se questiona a justiça daquilo que não conhecemos, falar sem saber o que fala é insensatez. Graças a Deus que Jó reconhece que deveria ter ficado de bico calado.
Provérbios 17.28: “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido”.
Capítulo 40
Neste ponto, o Senhor desafia Jó a responder às Suas perguntas. Jó, percebendo sua insignificância diante da grandiosidade divina, se humilha e diz que não tem mais o que falar, reconhecendo que falou sem conhecimento. Mas, o Senhor continua a desafiar Jó, perguntando se ele realmente acha que pode contestar a justiça divina. El Shaday menciona a força de criaturas poderosas, como o Beemote (um animal de grande força e poder, possivelmente um hipopótamo, um mastodonte, ou um símbolo de uma força incompreensível). Criaturas formidáveis, poderosas.
Capítulo 41
El Shaday, também, menciona o Leviatã, outra criatura, descrita como uma espécie de monstro do mar.
A descrição detalha sua força invencível e sua natureza indomável, sugerindo que, assim como Jó não poderia enfrentar tal criatura, ele não tem a capacidade de confrontar ou entender os planos de Deus.
O Leviatã, para alguns um crocodilo enorme, ou uma serpente gigantesca, simboliza a natureza imprevisível e incompreensível do caos e do mal no mundo, sobre os quais só Deus tem poder.
Capítulo 42
Finalmente, no capítulo 42, Jó responde novamente a Deus. Ele admite que falou sobre coisas que estavam além de seu entendimento e reconhece a soberania divina. Ele se arrepende “no pó e na cinza”, indicando sua humildade e reverência diante da majestade de Deus. Pela primeira vez no livro, em seu último capítulo, aparece o termo “arrepender”, que Deus esperava de Jó desde o início, mas que seu orgulho próprio e espiritual, o cegou, e fez com que se auto-justificasse no lugar do quebrantamento. Ainda hoje, somos assim, religiosos cegos, pobres e nus (Ap. 3.17-19). Jó quando rico não se arrependia, e quando pobre e doente custou, demorou a se arrepender. Achamos que nossas obras sociais, familiares, religiosas, e ou espirituais, nós justificam, logo não há porque arrepender. Ledo engano. A base do perdão divino sempre foi e é, o uso da misericórdia a todos que se veem imerecedores, por meio do arrependimento, cujo efeito final é o sangue de Cristo.
Como resultado do arrependimento, o Senhor restaura Jó, dando-lhe o dobro de tudo o que ele havia perdido. Ele também repreende os amigos de Jó por terem falado incorretamente sobre sua pessoa, e isso é muito interessante, pois acreditavam que sabiam tudo do caráter e essência de Deus, não sabiam. Mas, o Senhor misericordioso, se apresenta a eles, e pede que eles ofereçam sacrifícios para se redimirem através do amigo Jó, na posição de sacerdote deles diante de Deus. Foi uma prova imensa, dura, reconhecer que erraram não só contra Deus, mas também contra o homem, não perfeito, mas perfeitamente humano, um líder que pode como qualquer um sofrer agruras e falhar nelas, e ainda permanecer sacerdote do Altíssimo, ministros de Cristo, e dizer: intercede por nós juntos aí Todo Poderoso. Para Jó, também, foi o momento de afastar o rancor, o amargor, e saber que amigos erram, ferem com palavras, acusam, mas só terão a benção se os abençoarmos, e só seremos o que fomos chamados para ser, abençoadoras, se com amor e um coração cicatrizado abençoarmos e nunca o contrário. Jó ora e intercede em favor deles, seus amigos.
Bônus
Reflexão geral:
A resposta de Deus a Jó não oferece uma explicação racional para o sofrimento humano, não que Deus não tenha, mas revela que a sabedoria divina está muito além do entendimento humano. O propósito de Deus e a ordem do universo não são coisas que a mente humana pode compreender completamente.
A postura de Jó no final, de humildade e reconhecimento, é vista como o caminho correto diante dos mistérios de Deus.
O Beemote e o Leviatã são criaturas mencionadas por Deus no Livro de Jó, nos capítulos 40 e 41, respectivamente. Elas são descritas como seres poderosos e invencíveis, e seu propósito no discurso divino é ilustrar a insignificância humana diante da criação e o poder incomensurável de Deus.
Beemote (Jó 40.15-24)
O Beemote é descrito como uma criatura terrestre de força imensa, que simboliza a força bruta e o poder indomável da natureza. Ele é muitas vezes identificado com animais como o hipopótamo, ou mastodonte (elefante), embora outros comentadores sugerem que ele pode ser um símbolo de uma criatura mitológica, o que não creio, ou, de maneira simbólica, representar a força criativa de Deus.
Descrição: Deus descreve o Beemote como uma criatura gigantesca, que “come a erva como um boi”. Seus ossos são como tubos de bronze e seus membros como barras de ferro. Ele se destaca como “o primeiro dos feitos de Deus”, sugerindo sua magnitude entre os seres criados.
Habitat: Ele habita nos rios, e a descrição ressalta sua confiança e poder, pois nem mesmo um rio transbordante o afeta. Por isso, muitos o relacionam com o hipopótamo (cavalo do Rio). Terceiro maior mamífero terrestre, depois do elefante e do rinoceronte.
Significado teológico: O Beemote simboliza o poder absoluto da criação de Deus que o ser humano é incapaz de controlar. Ele representa a força da natureza, que está sob o controle de Deus, mas fora do alcance da compreensão humana.
Leviatã (Jó 41.1-34)
O Leviatã é uma criatura marinha monstruosa, descrita de maneira ainda mais detalhada e assustadora do que o Beemote. Sua figura é frequentemente associada a histórias de monstros marinhos do antigo Oriente Médio e pode ter um paralelo com o crocodilo ou com a serpente abrasadora, embora também seja visto como uma criatura simbólica, o que não acredito.
Descrição: Deus descreve o Leviatã como um ser aterrorizante, com escamas impenetráveis, dentes poderosos, e uma força que desafia qualquer tentativa de captura. Ele é imune às armas dos homens, como lanças, flechas e espadas. Seus olhos são como os raios do amanhecer e de sua boca saem faíscas de fogo.
Linguagens simbólicas:
Algumas passagens o apresentam cuspindo fogo e emitindo fumaça pelas narinas, o que pode ser mais uma construção poética para exaltar o poder indomável da criatura. O Leviatã é associado ao caos, ao terror e ao poder sobre-humano.
Significado teológico: O Leviatã simboliza o caos primordial e a desordem que, embora assustadores, estão sob o controle soberano de Deus. Ele é um símbolo do mal ou do caos no mundo, que Deus domina completamente, mas que o ser humano não pode controlar ou enfrentar sozinho.
Interpretação simbólica e teológica:
Ambos, o Beemote e o Leviatã, servem a um propósito dentro do discurso de Deus: mostrar a Jó a imensidão da criação e a sabedoria incompreensível de Deus. A mensagem implícita é que, se Jó não pode sequer enfrentar essas criaturas, que são apenas parte da criação de Deus, como ele poderia pretender entender ou questionar os caminhos e os desígnios do Criador?
Essas criaturas, conhecidas, portanto, são utilizadas para ensinar a Jó sobre a sua própria pequenez diante da grandiosidade do cosmos e para sublinhar que o mal, o caos e a força destrutiva no mundo estão, em última instância, sob o controle de Deus, mesmo que os seres humanos não possam entendê-los ou controlá-los.
A questão sobre por que Deus usaria esses seres , como o Beemote e o Leviatã, no Livro de Jó, é interessante e tem sido alvo de interpretações ao longo da história. Aqui estão algumas possíveis explicações teológicas e simbólicas para esse uso:
1. Simbologia e linguagem poética
O Livro de Jó é um texto poético e sapiencial, com muitas passagens de linguagem simbólicas.
Seres como o Beemote e o Leviatã são descrições literais de criaturas reais, como também é o grande peixe que engoliu Jonas (Jn. 1.17), e a visão dos querubins com quatro rostos em um corpo (Ez. 1.10). Acreditamos nos animais históricos reais como os da era Mesozoica (Jurássica), porque não crer nesses como reais e não mitológicos?
Beemote “pode” simbolizar a força bruta e selvagem da natureza, enquanto Leviatã pode representar o caos e o mal. A intenção de Deus é descrever criaturas físicas, fortes e reais para transmitir ideias mais profundas sobre a ordem do universo e Seu controle sobre as forças que parecem caóticas ou aterrorizantes para os humanos.
Usar metáforas seria eficaz para comunicar ideias complexas em termos que Jó e seus contemporâneos pudessem entender, especialmente contrapondo em uma época em que mitos e lendas eram parte do imaginário cultural, porém, Deus jamais usaria a mentira, a farsa, que os mitos são, para explicar uma verdade. A mentira, a meia mentira, etc., nunca ilustra a verdade.
2. Contexto cultural e imaginação antiga
No antigo Oriente Médio, as pessoas estavam imersas em um contexto cultural onde mitos e lendas sobre Deuses e criaturas como monstros marinhos e bestas poderosas faziam parte de seu entendimento do mundo.
O Leviatã, por exemplo, é uma criatura que aparece em outros textos bíblicos, como o Salmo 74 e Isaías 27, e também em histórias de povos vizinhos, como os cananeus. Nessas culturas, o Leviatã ou criaturas semelhantes simbolizavam o caos primitivo que os deuses tinham dificuldades para vencer e controlar, no fundo, era um desvirtuar da realidade. O mesmo fazem com o dilúvio e a Arca de Noé, pra muitos uma mera lenda.
Todo mito não é uma invenção humana, e sim, uma falsificação maligna da realidade criada por Deus. O diabo e os homens, dão novos significados e formas as criações divinas, as tiram do contexto, as chamam de mitos, e geram narrativas para torná-las vivas.
Explicação como essa são encontradas em diversas literaturas, são argumentos que o Todo Poderoso, jamais usaria, pois Ele é a verdade. Se eu acreditar que o uso da farsa, da mentira e semelhantes são bons pedagogos, serei um ignóbil.
Vejam como pessoas que não conhecem a Deus e nem com Ele tiveram experiência, explicam essas passagens de Jó: “Deus, ao falar a Jó, utiliza imagens e conceitos familiares para comunicar verdades mais profundas. Ele adapta Sua revelação ao entendimento humano de sua época, mas sem que isso comprometa a verdade teológica. O uso dessas imagens mitológicas não significa que Deus estivesse endossando essas criaturas como reais, mas sim que Ele estava aproveitando o que já era conhecido e temido para transmitir Sua mensagem de poder e soberania”.
Infelizmente, muitos não só acreditam, mas ensinam isso nas suas cátedras, de que o Senhor usa os mitos, as mentiras, para ensinar o quão poderoso Ele é, e quão insignificante é o homem, no caso Jó.
De verdade, não consigo ver ou imaginar, o meu Senhor usando dessas estratégias, se assim o fizesse, não seria o que é, Deus!
Se Jó e seus amigos vivessem nos dias de Isaías, eles ouviriam Deus falando assim:
Is. 40.12-31:
12Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com pesos e os outeiros em balanças,
13Quem guiou o Espírito do Senhor, ou, como seu conselheiro o ensinou?
14Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse entendimento, e quem lhe mostrou a vereda do juízo? Quem lhe ensinou conhecimento, e lhe mostrou o caminho de entendimento?
15Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima.
16Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para um holocausto.
17Todas as nações são como nada perante ele; são por ele reputadas menos do que nada, e como coisa vã.
18 a quem, pois, podeis assemelhar a Deus? Ou que figura podeis comparar a ele?
19Quanto ao ídolo, o artífice o funde, e o ourives o cobre de ouro, e forja cadeias de prata para ele.
20 o empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não apodrece; procura para si um artífice perito, para gravar uma imagem que não se pode mover.
21Porventura não sabeis? Porventura não ouvis? Ou desde o princípio não se vos notificou isso mesmo? Ou não tendes entendido desde a fundação da terra?
22E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar.
23E ele o que reduz a nada os príncipes, e torna em coisa vã os juízes da terra.
24Na verdade, mal se tem plantado, mal se tem semeado e mal se tem arraigado na terra o seu tronco, quando ele sopra sobre eles, e secam-se, e a tempestade os leva como à pragana.
25 a quem, pois, me comparareis, para que eu lhe seja semelhante? Diz o Santo.
26Levantai ao alto os vossos olhos, e vede: quem criou estas coisas? Foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por ser ele grande em força, e forte em poder, nenhuma faltará.
27Por que dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está escondido ao Senhor, e o meu juízo passa despercebido ao meu Deus?
28Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento.
29Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor.
30Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão,
31mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão.
Mas, se Jó e seus amigos fossem discípulos de Cristo através de Paulo, seria ensinado assim:
I Co. 2.9-12:
9Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.
10Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus.
11Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus.
12Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus.
Conclusão
Podemos até ter dificuldades para entendermos certas coisas de Deus e da Bíblia, o que não podemos é dar créditos a intérpretes que tentam impingir argumentos falaciosos como se fosse revelação, sabedoria, e inteligência, criando mitos, lendas, contos, rebaixando a Palavra ao nível da mentira, e exaltando as narrativas como se fossem alta erudição, sabedoria divina, excelência.
O Senhor não precisa usar da imaginação humana com seus mitos ou lendas, para mostrar sua grandiosidade e a imensidão da criação, para que o homem reconheça sua impotência, pois todos os dias de sua vida na terra isso é evidenciado, e ele nunca sabe se acordará no dia seguinte ou será sepultado.
Jó após essa experiência, teve tudo transformado e renovado, duas vezes mais rico do que era, 7 filhos homens honrados, 3 filhas, as mais belas e ricas do oriente, conheceu 4 gerações de netos, e depois disso viveu mais 140 anos, só aí Deus o considerou velho, antes era velho sob o olhar humano.
Quantos anos você acha que Jó teve ao todo?
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